Weintraub propõe a universidade amordaçada

Concebido às pressas, “Future-se” é precário e mal-acabado. Mas sentido de suas parcas ideias é claro: um ensino superior sem autonomia, em conformidade com a cruzada de Bolsonaro contra a inteligência e o conhecimento

por Maria Caramez Carlotto, em Outras Palavras

O Future-se, nome fantasia do “Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras”, foi lançado oficialmente pelo governo federal em 17 de julho. No dia anterior, o MEC já havia apresentado aos reitores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) as linhas gerais do programa. Anunciado pelo twitter e transmitido ao vivo pela internet, o lançamento frustrou os que esperavam um documento mais completo, com estudos que justificassem a necessidade do projeto, com propostas detalhadas do que será exatamente implementado e com projeções concretas do impacto de cada medida. A comunidade acadêmica e demais interessados esperaram a divulgação do projeto “completo”, mas os únicos documentos que circularam foram um press release intitulado “Para revolucionar é preciso despertar”, com 21 slides, e um documento aparentemente informal intitulado Future-se, de nove páginas, que nada mais é do que a cópia do site criado para consulta pública do programa.

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Future-se valoriza o privado e não acena para o ethos acadêmico. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa Junior

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

As propostas do programa Future-se, recém lançado pelo Ministério da Educação – MEC com a justificativa de fortalecer a autonomia administrativa, financeira e de gestão das Universidades Federais de Ensino Superior por meio de parcerias com organizações sociais e captação de recursos, já são implementadas nas universidades públicas federais, diz o ex-reitor da Universidade de Brasília – UnB, José Geraldo de Sousa Junior, à IHU On-Line. Entretanto, salienta, “a diferença, no que aqui se chama novidade da proposta do MEC, é o caráter inteiramente vendido à lógica privatizante e mercadorizadora do projeto econômico-político que está por trás, delirante do ethos público universitário que marca o sentido social e político da universidade como condição estratégica para o desenvolvimento soberano do país. Daí as críticas”.

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‘Future-se’ pretende transformar universidades públicas em ‘balcão de negócios’

Professor da UFABC diz que o governo Bolsonaro deveria se inspirar em outros sistemas públicos de ensino, em vez de nas grandes universidades privadas dos EUA

Por Redação RBA

Para o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Fernando Cássio, o programa Future-se, apresentado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Educação (MEC), baseia-se em premissas falsas e ilude professores com promessa de enriquecimento a partir de experiências empreendedoras. A proposta,  que vem sendo chamada jocosamente como “Fature-se”, é baseada em experiências das grandes universidades privadas norte-americanas, e vai transformar as instituições de ensino em “balcões de negócio”.

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Fature-se: entenda os principais pontos do programa do MEC

Programa defende que universidades federais captem suas próprias receitas se aliando a modelos de negócio privados

por Ana Luiza Basilio, em CartaCapital

O Ministério da Educação lançou na quarta-feira 17 o programa Future-se, aposta governamental para reestruturar o financiamento de institutos e universidades federais. O programa tem como objetivo central estimular que as instituições operem para captar suas receitas próprias, condição que seria possível ao estabelecerem contratos com organizações sociais e atuarem dentro de alguns modelos de negócios privados.

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Quer saber a razão real da privatização da Eletrobras?

Liquidar empresa pública é apenas parte de uma estratégia bilionária do setor privado: se bem-sucedida, ela obrigará população e empresas a pagarem cinco vezes mais pela energia

por Artur Araújo, em Outras Palavras

Basta atentar para isto:

“É preciso lembrar que o setor privado virá comprar ativos existentes. Como aconteceu na década de 90, nada novo será construído. Agora, dificilmente ocorreria um racionamento, pois a demanda está estagnada e temos uma ‘oferta’ cara de térmicas. Mas é bom lembrar que o interesse do capital está associado ao desmonte da tarifa imposta pela intervenção da MP 579. Pode-se imaginar o que ocorrerá quando cerca de 14.000 MW deixarem de custar R$ 40/MWh e passarem a cobrar R$ 200/MWh.

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Estatais estrangeiras passam a controlar energia e petróleo no Brasil

Para combater “ineficiência” do Estado, “privatizações” entregam recursos nacionais a China, Alemanha e ouros países

Por Bruna Caetano, no Brasil de Fato

O perfil das companhias estrangeiras que invadiriam o setor de infraestrutura brasileiro, nos últimos anos, mostra uma realidade bem diferente do discurso que aponta para a “ineficiência do Estado” como justificativa para a privatização generalizada e a venda do patrimônio nacional.

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Água e esgoto: uma privatização selvagem

Projeto de lei que amplia a participação de setor privado em serviços de saneamento é reciclado na Câmara. Conservadores apostam em modelo que descumpre contratos e exclui regiões pobres e periféricas

por Ana Lúcia Britto, em Outras Palavras

Uma das mazelas do país é ausência de acesso ao saneamento básico, que atinge de forma mais grave os mais pobres, moradores de favelas ou periferias metropolitanas, e de áreas rurais. No contexto atual,  com a proposta de mudança no marco regulatório do setor, a perspectiva de atender a população mais vulnerável torna-se cada vez mais distante. O plenário do Senado aprovou, no dia 6 de junho, o Projeto de Lei (PL) 3261/2019, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que também era relator da Medida Provisória (MP) 868/2018 encaminhada no apagar da luzes do governo Temer, para alterar o marco legal do saneamento básico (Lei 11.445/2007). A proposta vai agora para discussão na Câmara dos Deputados.

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