O plano do “mercado” para abocanhar os Correios. Por Paulo Kliass

Jornalões alardeiam o resultado deficitário da estatal em 2024. Mas não contam sobre os R$2,8 bi de saldo positivo nos últimos 15 anos. Mercado mudou e concorrência aumentou, mas saída não é privatizar uma conquista com longa história do país

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

A sanha acumuladora do grande capital privado nunca teve limites. No caso brasileiro, as classes dominantes aproveitaram a onda liberalóide que se seguiu à implementação do Consenso de Washington, a partir dos anos 1980, para avançar na pauta da privatização. A estratégia pressupunha associar a presença do Estado na economia a um quadro ditatorial na esfera da política, donde se concluía que a transição democrática no Brasil deveria incorporar a venda das empresas estatais de forma ampla, geral e irrestrita. (mais…)

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Riqueza, força política e impacto ambiental: quem é Carlos Suarez, o Rei do Gás

Mega empresário de energia se mantém fora dos holofotes enquanto influencia decisões no país e controla ilha paradisíaca

Por André Uzêda | Edição: Giovana Girardi, Agência Pública

Entre poder e dinheiro, o recurso mais invejado por amigos, admiradores e opositores de Carlos Suarez é sua capacidade de permanecer fora dos holofotes enquanto exerce forte influência na política, seja baiana ou nacional. (mais…)

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Dia Mundial da Água: há o que comemorar?

Desde 2016, Brasil enfrenta intenso processo de privatização do saneamento. Hoje, três empresas controlam quase todo o setor. Até a conquista da Tarifa Social enfrenta retrocessos. Data precisa inspirar um chamado para a garantia da universalização do bem essencial

por Pedro Damásio e Edson Aparecido da Silva, em Outras Palavras

Neste dia 22 de março, Dia Mundial da Água, não temos nada a comemorar. Muito pelo contrário, o Brasil vem enfrentando um intenso processo de privatizações de suas empresas de saneamento, processo que se iniciou no ano de 2016 e se aprofundou no governo Bolsonaro. (mais…)

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PPPs: Como se captura o desenvolvimento do Brasil?

Desde 2004, quando aprovou-se a Lei das PPPs, a privatização do Estado se sofisticou, especialmente com os ajustes fiscais. Até o sistema prisional e parques nacionais entraram na mira. E Haddad fala em novas mudanças para dar “maior segurança aos investidores”

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

A polêmica atual em torno de um projeto de revitalização urbana no município do Rio de Janeiro recolou mais uma vez no radar da política nacional a polêmica a respeito da utilização do modelo de Parceria Público Privada (PPP) como possível solução para a questão da retomada de investimento e mesmo para manutenção das políticas públicas. No caso, trata-se do destino que poderá ser dado ao icônico e simbólico espaço urbano carioca conhecido como Jardim de Alá. (mais…)

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Muro Alto e Cupe: uma amostra da privatização das praias

Por Jeniffer Oliveira, no Marco Zero

A PEC 03/2022, conhecida como PEC das Praias, voltou à discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania nesta quarta-feira (04). Com novas emendas e alterações no texto original incorporadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a proposta que prevê mudanças significativas na propriedade e gestão dos terrenos de marinha no Brasil que pertencem à União teve sua votação adiada mais uma vez.

Apesar de não citar expressamente a privatização das praias, retirar da União a responsabilidade desses terrenos pode dar margem para dificultar ainda mais o acesso da população ao litoral brasileiro. (mais…)

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Base do governo pede vista e adia votação da PEC das Praias na CCJ do Senado

Segundo organizações e ambientalistas, medida pode impactar subsistência de ribeirinhos e afetar ecossistemas

Leonardo Fernandes, Brasil de Fato

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal suspendeu a apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022, conhecida como “PEC das Praias”, que estava marcada para esta quarta-feira (4), após um pedido de vista coletivo da bancada governista. (mais…)

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As torneiras podem secar em São Paulo

Recentes privatizações – da Sabesp e da empresa metropolitana de águas – levarão ao desinvestimento em infraestrutura e a contas mais caras. Isso enquanto 60% das cidades do estado enfrentam seca extrema. Caso de Cochabamba é exemplo de tragédia e resistência

por Tamara Zambiasi*, em Outras Palavras

São Paulo vive uma seca alarmante, considerada a mais severa dos últimos quarenta anos, com cerca de 60% das cidades do estado enfrentando condições de seca extrema ou severa. Na capital, cinco dos sete principais reservatórios que abastecem a população estão abaixo do nível ideal, incluindo o Sistema Cantareira, fundamental para o abastecimento da Grande São Paulo, que opera com menos de 50% de sua capacidade. Esse cenário é um déjà vu do que, em 2013, prenunciou a crise hídrica de 2014/2015. (mais…)

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