Escolas na mira das corporações da internet

Diversas secretarias de educação fecharam parcerias com Google e Facebook. Com ações suspeitas — como usar estudantes para divulgar ferramentas — educação brasileira é usada para captura de dados e propaganda gratuita

por Fabiana Oliveira, em Outras Palavras

“Crie rimas sobre as ferramentas do Google for Education e torne-se um Rap-baixador no Brasil”. É com esta chamada que o Google se dirige a professores, sugerindo que eles incentivem seus alunos a fazer rimas sobre as ferramentas do Google for Education e também que gravem suas manifestações. A proposta, entretanto, não explicita como e nem para quê os vídeos serão utilizados. Segundo especialistas, a falta de transparência e a ausência de informações detalhadas é exemplar do grau de liberdade com que as empresas de tecnologia têm atuado nas escolas brasileiras. No horizonte da empresa estaria a coleta de dados dos usuários norteada pelo capitalismo de vigilância.

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Twitter – fábrica de factoides?

Existe um papel formal das redes sociais dentro do conflito político?

Bruno Lima Rocha *, Brasil de Fato

Cabe a pergunta. Existe um papel formal das redes sociais dentro do conflito político? Creio que não necessariamente. O papel das redes sociais é o que cada força política, cada agente coletivo, cada ator individual decide o que fazer com as próprias redes. A relação direta, líder político e bases e redes afins, passando menos pelo controle dos partidos e instâncias decisórias, traz uma tentação para os operadores políticos. Daí o uso permanente para fins de “criação de celebridades”, realizando um proselitismo permanente.

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A tecnologia que confina o humano. Entrevista especial com Marildo Menegat

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Quem já não se pegou boquiaberto com as respostas da assistente virtual  Siri, da Apple, ou outra assistente qualquer como a Bia, do banco Bradesco? Mais do que dar a impressão de que já vivemos o futuro em que homens e máquinas convivem a todo instante, esses robôs revelam muito sobre a evolução humana no contexto da revolução 4.0. E essa revolução pode evidenciar algo não tão positivo. Para o professor Marildo Menegat, é preciso superar esse deslumbramento e sedução pela  tecnologia para de fato apreender o que ela tem feito com nossa humanidade. “Os boots falam, mas não lhes pergunte se o tempo está bom, ou se andam estressados com tanto trabalho. Eles delimitam a conversação na resolução de uma mediação na qual você mesmo se torna a representação de uma coisa, no caso, o dinheiro-consumidor”, observa. Ou seja, podemos afirmar que ela confina a relação na base do estímulo-resposta, sujeitando o próprio humano, aquele que interage com a máquina. “As pessoas vão desaprendendo a riqueza e a inteligência presente no uso cotidiano da linguagem. Para falar com máquinas  ninguém precisa decorar mais do que uma única oração”, acrescenta.

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Novo colonialismo não explora apenas riquezas naturais, explora nossos dados

Para o professor Nick Couldry, da London School of Economics and Political Science, o chamado “colonialismo de dados” pode marcar nova fase histórica, mediada pelas corporações

Por Denis Pacheco, no Jornal da USP

Nas salas de aula, durante o ensino fundamental, aprendemos as primeiras noções sobre as origens do nosso País. Da chegada dos portugueses até o estabelecimento de uma república independente, nos acostumamos a dividir nossa história a partir de um período conhecido como “colonialismo”.

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Facebook identifica empresa israelense que espalhou fakenews nas eleições brasileiras

Archimedes Group chegou a investir cerca de US$ 800 mil em anúncios mentirosos, pagos nas moedas dólar, shekels israelenses e em real brasileiro

Por Jornal GGN

O Facebook detectou uma empresa israelense que trabalhava espalhando Fake News em processos eleitorais de todo o mundo, inclusive no Brasil. Atuando há mais de 15 anos, o Archimedes Group chegou a investir cerca de US$ 800 mil em anúncios mentirosos, pagos nas moedas dólar, shekels israelenses e em real brasileiro.

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Virtual e perigoso

No dia 13 de março dois ex-alunos de uma escola estadual em Suzano (SP) entraram no lugar onde estudaram, mataram oito pessoas, feriram outras 11 e depois tiraram as próprias vidas. Ainda em março, o aluno de uma escola de Belo Horizonte publicou nas redes sociais uma imagem onde mostrava duas réplicas de arma de fogo e uma faca. Na legenda, uma mensagem dirigida à escola: “Segunda tem”. Dias depois, 11 adolescentes foram identificados como fontes de falsas ameaças a diferentes escolas no Distrito Federal

por Pedro Calvi / CDHM

A sequência desse tipo de caso, logo após o episódio de Suzano, os especialistas estão chamando de “contágio”. Ou seja, pela divulgação massiva através de redes sociais ou imprensa, outros jovens buscam ficar conhecidos e, quem sabe, famosos.

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Zizek: “liberdade é escravidão”, mostra Assange

Como em 1984, o poder deseja que pensemos em lógica da “novilíngua” – enxergando como liberdade o fluxo de informações que nos aprisiona e denuncia. Por isso, o Wikileaks é tão importante – e só a mobilização libertará seu criador

Por Slavoj Zizek | Tradução: Simone Paz Hernández, em Outras Palavras

Finalmente, aconteceu — Julian Assange foi retirado da embaixada do Equador e preso. Não foi surpresa: vários sinais já vinham apontando nessa direção.

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Brasil, (des)gobernado por Twitter

Al tomar decisiones basándose en los gritos en las redes sociales, Jair Bolsonaro corrompe la democracia

por Eliane Brum, en El País

Brasil se ha convertido en el laboratorio del nuevo autoritarismo: no se gobierna planificando ni debatiendo con la sociedad, sino basándose en los alaridos de quien puede desgañitarse en las redes sociales. El nuevo presidente, Jair Bolsonaro, ha hecho la zancadilla a ministros y ha tomado decisiones a partir de la reacción de sus seguidores. No gobierna para todos, solo para los que lo apoyan. Vende como democracia lo que es corrupción de la democracia.

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