O dilema do dilema das redes: a internet é o ópio do povo

Mauro Iasi faz uma leitura marxista do novo documentário da Netflix sobre as engrenagens perversas das redes sociais.

No Blog da Boitempo

O capital tem que ser crisálida por um tempo antes de poder voar como borboleta”
KARL MARX, GRUNDRISSE, p. 453.

O dilema do documentário O dilema das redes (2020) é muito comum em documentários deste tipo. Nos apresentam uma série de dados, fatos e denúncias – todos muito preocupantes – mas lhes faltam categorias de análise para compreender a questão que denunciam. Podemos ver tal problema em bons documentários, como Uma verdade inconveniente (dirigido por Davis Guggenheim e apresentado por Al Gore, 2006) ou mesmo no brasileiro Democracia em vertigem (dir. Petra Costa, 2019).

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Facebook derruba rede de fake news ligada ao PSL e à família Bolsonaro

Rede social afirma que identificou 35 contas, 14 páginas, 1 grupo e 38 contas no Instagram ligados a políticos que mantinham comportamento ‘inautêntico’

Por Bruno Romani, O Estado de S. Paulo

O Facebook anunciou nesta quarta, 8, que derrubou uma rede de fake news e perfis falsos ligadas ao PSL e a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e dos deputados estaduais pelo PSL do Rio de Janeiro Anderson Moraes e Alana Passos. O anúncio foi feito numa ligação com jornalistas de diferentes países, incluindo do Brasil – o Estadão participou do evento.  

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Governo patrocinou propaganda da Previdência para canais infantis, religiosos e investigados pela Justiça

Reportagem analisou 500 canais que atingiram 9,8 milhões de visualizações em cerca de um mês; Secom gastou R$ 6 milhões em anúncios

Por Alice Maciel, Bruno Fonseca, Ethel Rudnitzki, Laura Scofield, Mariama Correia, Agência Pública

“E essas pessoas cheias de saúde que se aposentam com 50 anos?”, pergunta o ator de um vídeo encomendado pelo governo Bolsonaro sobre a reforma da Previdência. A série publicitária, parte da campanha oficial mais cara realizada na atual gestão da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), foi veiculada em rádios, TVs, jornais impressos e na internet, onde encontrou um nicho peculiar: canais de YouTube para crianças.

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A vida digital

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

A pandemia do coronavírus provocou o aprofundamento da dependência digital. Isso é um fato. E ainda que milhões de seres no mundo não tenham acesso ao “admirável” mundo da internet, a tendência que desponta é justamente essa: tudo o que puder ser feito via rede mundial de computadores, será. Em muito pouco tempo quase nada necessitará ser  presencial e chegaremos ao tempo que considerávamos como um futuro distópico que é  tempo dominado por um grande irmão sem rosto e sem nome. 

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Seis jornalistas mulheres vítimas de ataques criticam a política de denúncia do Twitter

Entrevistadas relataram que na maioria das vezes os conteúdos com ameaças explícitas ou ofensas misóginas não são retirados do ar

Por Ethel Rudnitzki, em Agência Pública

“Não é permitido fazer ameaças de violência contra um indivíduo ou um grupo de pessoas”, dizem as atuais regras do Twitter sobre violência, assédio e outros tipos de comportamentos abusivos na plataforma.

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‘Somos cada vez menos felizes e menos produtivos porque estamos viciados na tecnologia’

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, a jornalista espanhola Marta Peirano estuda a tecnologia de forma crítica

por Diana Massis, na BBC News Mundo

“Há um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso. Alguém fez algo, publicou algo, enviou uma foto de algo, rotulou algo. Você tem cinco mensagens, vinte curtidas, doze comentários, oito retweets. (…) As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música.”

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Diálogo de surdos: Esquerda e direita falam só para bolhas de convertidos. Por Ricardo Kotscho

Dividida e sem novas propostas para tirar o Brasil do buraco, a esquerda alterna-se entre o vitimismo e o salvacionismo, incapaz de apresenta qualquer nova proposta, uma ideia original que seja, para tirar o país do buraco e devolver esperança ao povo, escreve Ricardo Kotscho, jornalista, em artigo publicado em seu blog.

IHU On-Line

Em entrevistas e discursos, é sempre a mesma coisa, sem novidades: esquerda e direita se equivalem na mesmice das mensagens, falando para os já convertidos.

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Democracia não funciona quando há pessoas passando fome, diz pesquisadora alemã

Por Ligia Guimarães, na BBC News Brasil

É errado culpar a popularidade das redes sociais por fenômenos que parecem enfraquecer a democracia atual, como a polarização do debate eleitoral, a propagação de notícias falsas durante as campanhas e os ataques virtuais a adversários políticos. Mesmo antes da digitalização, os modelos tradicionais de democracia e política já tinham seu futuro ameaçado pela própria decepção do eleitorado com seus representantes.

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Tecnologia, Ignorância e Violência

Ao ambicionar o domínio da natureza, ciência ocidental abriu caminho para o controle das sociedades; e ao perseguir obsessivamente a informação, produziu a explosão da ignorância. É preciso buscar as origens filosóficas deste paradoxos

Por Pablo Rubén Mariconda, do Scientiae Studia , em Outras Palavras

Meu objetivo neste texto é discutir o irresistível impulso tecnológico do Ocidente para o controle, domínio ou conquista da natureza, delineando em conformidade com Hermínio Martins, Experimentum humanum, duas tradições de caracterização desse impulso tecnológico de controle: a prometeica, segundo a qual o domínio da natureza serve a fins humanos, ao bem humano e, particularmente, à emancipação de toda a espécie humana; e a fáustica, que critica o otimismo dos argumentos prometeicos e avança uma concepção niilista segundo a qual a tecnologia não tem qualquer objetivo humano para além de sua própria expressão. No cerne dessa disputa encontra-se a questão crucial da passagem do domínio da natureza para o domínio dos seres humanos e, muito particularmente, a da sobrevivência da espécie humana. Essa discussão servirá para encaminhar um primeiro questionamento das concepções eugênicas do trans-humanismo vinculadas à biotecnologia, ao automatismo e à inteligência artificial: melhoria prometeica ou extinção fáustica da espécie humana?

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Escolas na mira das corporações da internet

Diversas secretarias de educação fecharam parcerias com Google e Facebook. Com ações suspeitas — como usar estudantes para divulgar ferramentas — educação brasileira é usada para captura de dados e propaganda gratuita

por Fabiana Oliveira, em Outras Palavras

“Crie rimas sobre as ferramentas do Google for Education e torne-se um Rap-baixador no Brasil”. É com esta chamada que o Google se dirige a professores, sugerindo que eles incentivem seus alunos a fazer rimas sobre as ferramentas do Google for Education e também que gravem suas manifestações. A proposta, entretanto, não explicita como e nem para quê os vídeos serão utilizados. Segundo especialistas, a falta de transparência e a ausência de informações detalhadas é exemplar do grau de liberdade com que as empresas de tecnologia têm atuado nas escolas brasileiras. No horizonte da empresa estaria a coleta de dados dos usuários norteada pelo capitalismo de vigilância.

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