A “caixa-preta” do WhatsApp. “Um novo direito para uma sociedade que não é mais centrada em organizações, mas em redes”. Entrevista especial com Ricardo Campos

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Um dos desafios para a regulação do WhatsApp é a proteção que o aplicativo gera para a troca de mensagens, permitindo o acesso apenas do emissor e de quem recebe. Numa resposta rápida, poderia se afirmar que basta quebrar esta proteção, a chamada criptografia. Mas isso seria um atentado à privacidade e à liberdade de expressão, valores que, na opinião do jurista Ricardo Campos, jamais podem ser atacados. “Creio que o caminho seja desenvolver um design de regulação em que se consiga obter informações do aplicativo sobre as atividades de compartilhamento”, aponta. Ou seja, o gestor do aplicativo teria de informar o fluxo das mensagens, mas não o conteúdo das mesmas. “O gestor do aplicativo sabe muito bem quem está compartilhando mais mensagens, se é humano ou se não é humano. Enquanto isso não se tornar transparente para os órgãos estatais, o WhatsApp vai continuar sendo uma caixa-preta”, acrescenta. (mais…)

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Da eleição ao cotidiano: o assédio via WhatsApp e redes será arma política. Por Leonardo Sakamoto

no blog do Sakamoto

O que acontecerá se o diálogo político for substituído por coação digital contínua no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas e Distrital? Qual será a reação se alguns deputados, senadores, governadores ou mesmo o futuro presidente acharem que podem jogar seus seguidores para ameaçar parlamentares da oposição ou assediarem de forma indevida os da sua própria base a cada nova proposta de seu interesse em trâmite no Congresso, usando WhatsApp e redes sociais? Aliás, não apenas seguidores, como também consultorias contratadas para disparar milhões de mensagens por dia. O que acontece se alguém decidir exercer seu mandato usando ataques digitais como se ainda estivesse em campanha? (mais…)

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Redes sociais, ultra-capitalismo e vidas frustradas

Como a internet, em deriva individualista, ameaça criar um mundo em que afetos, laços de compromisso e política dissolvem-se em consumo e narcisismo. Atenção: o problema é anterior à rede

Por César Rendueles, em entrevista à RT Notícias | Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel, em Outras Palavras

César Rendueles (Girona, 1975) é professor do Departamento de Teoria Sociológica da Faculdade de Ciências Políticas e Sociológicas da Universidade Complutense de Madri. É também autor do livro Sociofobia: El cambio político en la era de la utopía digital [Edição em português: Sociofobia: Mudança política na era da utopia digital.Sesc, São Paulo, 2016], onde analisa o efeito das tecnologias digitais de comunicação na realidade política e social. (mais…)

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É preciso compreender a socialização que vai além dos mundos off e on-line. Entrevista especial com Caio Machado

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Há muito tempo, as relações sociais e a constituição do espaço público têm sido atravessadas pelas lógicas de mídias. Entretanto, atualmente essas mídias, como o smartphone, que se condensa em muito mais do que uma via de acesso à internet, tem ocupado tamanho espaço que sequer é possível se conceber a divisão entre mundo off-line e on-line. “O celular é a primeira coisa que as pessoas tocam de manhã e a última coisa que elas olham antes de dormir”, observa Caio Machado, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro – ITS Rio. Para ele, todas essas formas de integrações de meios de comunicação convergem num só espaço público. “Os diálogos ‘on-line’ e ‘off-line’ se entrelaçam e se confundem, sendo uma distinção que não se sustenta mais hoje em dia”, reitera. (mais…)

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Como as ‘fake news’ no WhatsApp levaram um povoado a linchar e queimar dois homens inocentes

Boatos sobre sequestros de crianças se espalharam pelo WhatsApp em uma pequena cidade no México. A notícia era falsa, mas uma multidão espancou e queimou vivos dois homens antes de alguém checar sua veracidade.

Por 

Em 29 de agosto, pouco depois do meio-dia, Maura Cordero, dona de uma loja de artesanato na pequena cidade de Acatlán, no estado de Puebla, no México, reparou que havia uma aglomeração incomum em frente à delegacia, próxima a seu estabelecimento. (mais…)

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ONU: Brasil é exemplo de eleição afetada por ‘desinformação’

Michelle Bachelet falou sobre os riscos da manipulação de dados coletados na internet e como podem afetar ‘escolhas’ das populações

Por Jamil Chade, no Terra

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, cita o Brasil como exemplo de como a “desinformação” influenciou nas eleições, no mês passado. Num discurso realizado nesta quarta-feira na Universidade de Genebra, a chefe de Direitos Humanos das Nações Unidas tratou dos riscos da manipulação de dados coletados na internet e como podem afetar “escolhas” das populações. (mais…)

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WhatsApp, sozinho, não muda o mundo

por Elaine Tavares, em Correio da Cidadania

Teórico da comunicação, o canadense Marshall MacLuhan tem vindo à baila de novo, com seu determinismo tecnológico, pois em função das novas tecnologias que estão transformando o mundo muitos estudiosos da comunicação têm revisitado suas teses. Ele escreveu um livro em 1964 que trazia para o debate a questão dos meios de comunicação, sendo esses meios apresentados como a própria mensagem. Segundo ele o meio no qual a comunicação é propagada acaba sendo ele mesmo um instrumento importante de mudança das relações sociais. Um exemplo usado foi o da estrada de ferro.  (mais…)

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A comunicação é uma arma. Apontada para as nossas cabeças

O dia 18 de outubro se tornou, internacionalmente, o dia da democratização da comunicação. No Brasil, uma desonesta campanha dos tradicionais meios de comunicação equivaleu a expressão “democratização dos meios de comunicação” a “controle”

Por Miguel Stédile, da Página do MST

O dia 18 de outubro se tornou, internacionalmente, o dia da democratização da comunicação. No Brasil, uma desonesta campanha dos tradicionais meios de comunicação equivaleu a expressão “democratização dos meios de comunicação” a “controle” ou “censura” dos meios. (mais…)

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