A aposta incerta dos bilionários digitais

Em nome da “liberdade de expressão”, Zuckerberg e seus pares chantageiam e ameaçam. Mas há fragilidade por trás da bravata. Crescem, inclusive no Brasil, os sinais de que Estados e sociedades são capazes de conter as Big Techs

Por David Allen Green, no Financial Times | Tradução: Glauco Faria, em Outras Palavras

Quis custodiet ipsos custodes?” é a importante pergunta feita pelo poeta romano Juvenal, traduzida pelo autor inglês Alan Moore como ‘Quem vigia os vigias?’. (mais…)

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O alvo real do ataque de Zuckerberg

Examinamos as cinco medidas da Meta para estimular o ódio e o negacionismo em nome da “liberdade de expressão”. Está claro: ainda que frágil, democracia é entrave à expansão das Big Techs. Com Trump, elas veem a oportunidade de destruí-la. Por isso, espere novos horrores

por Renata Mielli*, em Outras Palavras

E não demorou mais do que 24 horas da cerimônia de confirmação da eleição de Trump pelo Congresso americano para que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciasse mudanças nas políticas de suas plataformas. (mais…)

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IA, ferramenta da ultradireita? (2)

Não é que a esquerda seja “fraca” em redes sociais. É que estas são programadas para estimular aspectos sombrios da constituição humana, como o individualismo e a conflitividade. Não culpe a tecnologia – mas seus senhores atuais…

por Cristian Arão*, em Outras Palavras

A reeleição de Donald Trump em 2024 não foi apenas um ato político; foi um grito vindo do abismo. A maré de votos que o levou de volta à Casa Branca nasceu de feridas abertas, muitas das quais causadas pelo avanço inexorável de tecnologias como a automação industrial e os algoritmos das redes sociais. Não foi um voto por esperança, mas por revanche. A conjunção de máquinas e algoritmos transformou a economia, destruiu identidades e, com isso, reacendeu as chamas do ressentimento que alimentaram sua vitória. (mais…)

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Bolhas criadas pelas redes sociais alimentam extremismo, diz coordenadora do InternetLab

Coordenadora do centro de pesquisa, Ester Borges discute o impacto do universo segmentado criado pelos algoritmos

Por Andrea DiP, Clarissa Levy, Claudia Jardim, Ricardo Terto, Stela Diogo, Agência Pública

Impulsionados pelos algoritmos, os conteúdos das redes sociais que chegam pelas telas dos smartphones e computadores podem reforçar vieses preexistentes. Essa dinâmica dificulta o acesso a informações equilibradas e aprofunda tensões políticas e sociais, aponta a coordenadora do Internet Lab, Ester Borges. (mais…)

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“As redes sociais são máquinas de subjetivação especialmente úteis à extrema direita”. Entrevista com Rodrigo Nunes

Em seu último livro, o professor brasileiro analisa as características da extrema direita emergente em diversos contextos, especialmente a partir das lideranças de Bolsonaro, Trump e Milei.

A entrevista é de Alberto Azcárate, publicada por El Salto / IHU

Por ocasião da apresentação na Espanha de seu livro Bolsonarismo e extrema direita global. Uma gramática da desintegração, entrevistamos Rodrigo Nunes, professor de filosofia moderna e contemporânea da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e de Teoria Política e Organização da Essex Business School, via telemática. Ele também foi professor visitante nas universidades de Londres (2007-8), East London (2008-2009), Westminster (2008) e Jan Van Eyck Academie (2010), bem como pesquisador visitante na Brown University. (2018-2019). (mais…)

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Deveria a esquerda esquecer a educação política?

Para César Calejon, travar a luta de ideias e disputar a consciência das maiorias é “missão redentora” típica de “salvacionistas”. Por trás destas palavras há a crença de que o pensamento transformador pode ser construído nas redes sociais

Por Maurício Abdalla*, em Outras Palavras

Pastores, padres de internet, coachsyoutubers, influenciadores digitais, think thanks, mídia corporativa e outros formadores de opinião, com incentivos milionários de megacorporações e de redes internacionais de direita e extrema-direita educam o povo cotidiana e intensamente, para direcionar a sua forma de pensar e agir. (mais…)

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Tecno-Apocalipse: teses para a Era das Redes Sociais. Por Bruna Della Torre

A era da informação se torna a era da ignorância, e nossa situação como “utópicos invertidos”, isto é, incapazes de ver o que já fizemos, é combinada com a perda de nossa capacidade de imaginar o que poderíamos fazer. Para escapar desta situação, devemos primeiro nos perguntar, sem medo da resposta: existe alguma possibilidade de emancipação dentro deste aparato e situação?

No Blog da Boitempo

Em 1959, Günther Anders fez um discurso na Freie Universität Berlin que foi posteriormente publicado como “Teses para a Era Atômica”, no qual ele analisou o impacto apocalíptico da bomba nuclear na política. As reflexões abaixo, inspiradas por esse texto, abordam algumas das consequências da ascensão das plataformas sociais desde 2008 no mesmo âmbito. Enquanto as plataformas de trabalho são amplamente analisadas e criticadas pela precarização do trabalho que produzem, as plataformas sociais permanecem, apesar do reconhecimento generalizado de seus efeitos nocivos para a sociedade, o grande consenso do realismo capitalista atual, para usar a expressão de Mark Fisher. O objetivo aqui não é comparar as redes sociais ou as plataformas com a bomba atômica de forma literal, mas reconhecer seu efeito profundo e, até agora, irreversível na política. (mais…)

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