Em 2024, 5.449 pessoas foram afetadas por conflitos no campo no estado do Rio Grande do Norte, segundo levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) publicado na edição Conflitos no Campo Brasil 2024. O estado registrou 14 ocorrências de conflitos no campo ao longo do ano, sendo 11 deles, equivalente a 78,5%, relacionados à terra. Desse último número, 9 registros foram de ocorrências de conflitos fundiários que atingiram 780 famílias, e 2 registros foram de ocupações ou retomadas de território, que envolveram outras 380 famílias. Embora o número de ocorrências tenha sido menor do que em 2023, os dados seguem alarmantes. (mais…)
violência
Pernambuco: número de pessoas afetadas por conflitos agrários cresce 43,9% em 2024
Por Setor de comunicação da CPT Nordeste 2
Em 2024, os conflitos no campo em Pernambuco atingiram 26.342 pessoas, entre camponeses(as), pescadores(as), trabalhadores(as) rurais sem-terra, indígenas, quilombolas e outras identidades camponesas. O número representa um aumento de 43,9% em relação ao ano de 2023, o que equivale a uma média de 72 pessoas afetadas por dia por esses conflitos ao longo do ano. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), publicados recentemente na 39ª edição do relatório “Conflitos no Campo Brasil”. Ainda de acordo com o levantamento, essas pessoas foram envolvidas por um total de 49 ocorrências de conflitos no estado. (mais…)
Cimi afirma na ONU que o marco temporal é a mais grave forma de racismo contra os povos indígenas
Fala ocorreu durante Diálogo Interativo com a Relatora Especial sobre Formas Contemporâneas de Discriminação Racial, Ashwini K.P.
No Cimi
Durante a 28a Reunião da 59ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no final da manhã (horário de Brasília) desta quinta-feira, 3, o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Luís Ventura ressaltou que o marco temporal é a mais grave forma de racismo contra os povos indígenas no Brasil. (mais…)
Vítimas relatam abusos por lideranças de terreiro de candomblé em Belo Horizonte (MG)
Episódios envolveriam violência sexual, assédio moral e exploração financeira
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Por Gabi Coelho | Edição: Mariama Correia, Agência Pública
Ao menos cinco pessoas acusam os líderes do Nzo Jindanji Kuna Nkosi, terreiro de candomblé, em Belo Horizonte (MG), de assédio moral, violências e até estupro. Os casos teriam acontecido a partir de 2020. Os relatos ouvidos pela Agência Pública incluem episódios de violência religiosa e psicológica, moral, sexual e exploração financeira. Algumas das vítimas formalizaram denúncias contra a instituição no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que instaurou um procedimento ainda em andamento. (mais…)
Julho Negro: 10 anos da intervenção militar na favela da Maré será tema de debate com movimentos populares
Programação no Museu da Maré discute resistências contra militarização neste sábado (5)
Uma programação de debates com movimentos populares de favelas vai marcar os 10 anos da intervenção militar no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, no contexto da Copa do Mundo. Anos depois, outra ocupação do Exército ocorreu em 2018 com a justificativa de conter a crise da segurança pública no estado. (mais…)
Diálogos para a política externa: enfrentamento ao racismo como tarefa coletiva
Diálogos e instituições contribuem para agendas e debate global sobre o racismo e a discriminação racial
Por Wania Sant’Anna, Brasil de Fato
Da perspectiva das organizações do movimento negro e de mulheres negras, talvez o primeiro aspecto que devemos destacar sobre a política externa brasileira é que a Coalizão Negra por Direitos está de acordo com a defesa reiterada do Ministério das Relações Exteriores em relação ao diálogo multilateral e das instituições multilaterais sob a coordenação das Nações Unidas. (mais…)
Hidrovia Araguaia-Tocantins é suspensa após pressão popular, mas a luta continua!
Após vitória na justiça, comunidades ribeirinhas, quilombolas, pescadores e camponeses organizados no MAB seguem firmes na luta pela vida e pelos territórios.
por Rafael Zan / MAB
No dia 25 de junho de 2025, o povo do Baixo Tocantins conquistou uma importante vitória: o projeto da Hidrovia Araguaia-Tocantins foi suspenso pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal (MPF). A medida é resultado direto de anos de resistência, mobilização e denúncia popular protagonizados pelas populações atingidas da região, ao lado de defensores dos direitos humanos, organizações e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). (mais…)
