Intervenção no Rio deve favorecer expansão do PCC, diz antropóloga Alba Zaluar

Por Wellington Ramalhoso, do UOL

Considerada uma das principais pesquisadoras da violência no Rio de Janeiro, a antropóloga Alba Zaluar, professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), disse ter medo da decisão do governo federal de intervir no Rio e afirmou que a medida pode reforçar a expansão das ações do PCC (Primeiro Comando da Capital, facção criminosa com origem em São Paulo) no país.

“Um dos efeitos da intervenção deverá ser o estrangulamento do Comando Vermelho [organização criminosa criada no Rio]. Isso vai ajudar o PCC [rival do Comando], que crescerá mais”, comentou a pesquisadora. (mais…)

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A intervenção militar no Rio de Janeiro é apenas um show para a televisão

Por Cecília Olliveira, no The Intercept Brasil

O Governo Federal declarou intervenção militar na segurança do estado do Rio de Janeiro até o final do ano. Diz o decreto, apresentado nesta sexta-feira: “O objetivo da intervenção é pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.” Trocando em miúdos: combater o que a imprensa vem chamando de “guerra” e “onda de violência” no Rio.

“Onda de violência”, esta que é pior hoje em Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará, Amapá, Pernambuco, Bahia, Goiás e Ceará, de acordo com os dados do 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que utilizou dados de 2016, os últimos disponíveis. Mas você não age onde não rende notícia. (mais…)

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A quem serve a intervenção militar?

Por Leonardo Isaac Yarochewsky, no Justificando

“Isso não resolve o nosso problema. Não é o que a comunidade e a sociedade querem. Queremos o respeito de ir e vir. O Exército na rua não vai adiantar nada. Só vai aumentar a violência. As crianças vão pensar que estão morando no Vietnã. O governo falou que ia botar o social, o emprego, a cultura e o esporte, mas só botou polícia dentro da comunidade. É só tiro, porrada e bomba”.[1] (Marquinho Balão)

O atual ocupante do Palácio do Planalto Michel Temer assinou, nesta sexta-feira (16), o decreto de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. A medida prevê que as Forças Armadas assumam a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio, a princípio, até o dia 31 de dezembro de 2018 (art. 1º do Decreto). A decisão ainda terá que ser aprovada pelo Congresso Nacional. (mais…)

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Intervenção no Rio: Só um país que se perdeu declara guerra ao próprio povo, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Um governo com alta taxa de rejeição cria uma guerra contra um inimigo a fim de reunir apoio popular e distrair a sociedade de outros problemas internos.

Não dá para dizer que Michel Temer foi criativo com a intervenção federal sobre a área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro em meio ao iminente naufrágio da Reforma da Previdência, uma vez que essa tática tem sido sistematicamente usada por grupos no poder em várias partes do mundo. Para se ter uma ideia do tamanho do clichê, filmes que reproduzem esse roteiro nem são mais indicados ao Oscar, tamanha falta de originalidade. (mais…)

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Igreja Católica de Nova Iguaçu organiza encontro sobre superação da violência

Por Fabio Leon, no Rio On Watch

A superação da violência é tema da Campanha da Fraternidade de 2018, que será inaugurada no Rio de Janeiro amanhã, dia 17 de fevereiro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião. A Campanha, criada em 1964 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, é uma atividade de evangelização da Igreja Católica com fortes vínculos com a Teologia da Libertação, corrente teológica e política nascida na América Latina que parte da premissa que a Bíblia exige que os cristãos assumam compromissos para com os pobres e para a redução de desigualdades –comumente vista como aplicação dessa teoria aos problemas concretos enfrentados na terra. Por conta disso, possui um forte componente de transformação social, ao tomar a forma de uma campanha para ajudar as pessoas a realizarem tais compromissos, objetivando promover uma série de renovações dentro da Igreja e como elas podem incidir nas transformações da sociedade. Assim, a partir do tema da superação da violência, o texto-base da campanha traz um amplo leque de problematizações acerca das formas que ela assume e recomendações concretas para superá-la. (mais…)

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Nota do Cimi: Polícia Militar agride e tortura famílias Kaingang no Rio Grande do Sul

Comissão Guarani Yvyrupa – CGY

O Conselho Indigenista Missionário vem a público manifestar seu repúdio à ação violenta da Polícia Militar em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, praticada contra 12 famílias do Povo Kaingang, no dia 15 de fevereiro. Segundo depoimento de lideranças indígenas, prestados ao Ministério Público Federal de Passo Fundo, as famílias decidiram – como forma de chamar a atenção das autoridades federais para a necessidade de demarcação de suas terras – ocupar uma área de domínio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), portanto área federal, próximo ao trevo do município de Marau, na BR-285. (mais…)

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A intervenção militar no Rio: dos juízes aos generais

Parece que está em curso uma transição: aos poucos, deixamos de ser o país dos juízes para nos tornarmos a nação dos generais – de novo, ainda que, dessa vez, com cobertura legal, uma vez que, depois do impeachment, qualquer atropelo às leis poderá ser tolerado desde que os fins justifiquem, para seus operadores, os meios

Por Luiz Eduardo Soares*, no blog da Boitempo (mais…)

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‘Não houve nenhuma explosão de violência no Rio durante carnaval’, diz diretora do ISP

Joana Monteiro, do Instituto de Segurança do Rio (ISP), afirma que o carnaval carioca registrou menos ocorrências em comparação aos anos anteriores

Por Constança Rezende, do Rio de Janeiro, no Estadão

A diretora-presidente do Instituto de Segurança do Rio (ISP), Joana Monteiro, afirmou que os dados de segurança do Rio de Janeiro divulgados pelo órgão mostram que não houve uma onda de violência atípica neste carnaval, apesar de críticas à Secretaria que motivaram a intervenção federal no Estado. Foram registradas 5.865 ocorrências policiais no total no Rio, entre os dias 9 e 14 de fevereiro, enquanto no carnaval do ano passado (quando a Polícia Civil ainda estava em greve), foram 5.773. Em 2016, 9.016 ocorrências foram registradas e, em 2015, computaram-se no total 9.062. (mais…)

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Nota da Justiça Global sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro

“É com extrema preocupação que a Justiça Global recebe a notícia de intervenção federal na área de Segurança Pública do Rio de Janeiro. É a primeira vez que esse instrumento de exceção será utilizado desde a promulgação da Constituição de 1988 e vem, no nosso entendimento, colocar ainda mais em risco as garantias democráticas.

Desde a década de 1990, as Forças Armadas vêm sendo empregadas sistematicamente em situação de segurança pública no Estado, sem que tenha tido qualquer reflexo positivo, muito pelo contrário. A ocupação militar do Conjunto de Favelas da Maré entre 2014 e 2015 deixou como saldo dezenas de mortos e sequelados, crianças e adultos traumatizados.
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Temer entrega controle das polícias do Rio para as Forças Armadas, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

O governo Michel Temer decidiu decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e entregar o comando das polícias civil e militar ao general Walter Souza Braga Netto, Comandante Militar do Leste. A decisão tem que ser confirmada pelo Congresso Nacional, teria vigência até o final do ano e também incluiria os bombeiros e o sistema prisional. (mais…)

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