O fosso entre Governo Temer e a cidadania se amplia

Cândido Grzybowski – Ibase

Um governo constituído através de um ilegítimo processo de impeachment contra a Presidenta Dilma, vitoriosa nas eleições presidenciais, nunca poderá se considerar representante de fato da cidadania. Havia, sem dúvida, um acirramento de posições no seio da cidadania a favor e contra, um caldo político de mal estar com a política institucional e a percepção da corrupção, propício para rupturas tipo a que tivemos no ano passado no Brasil. Neste contexto, destaca-se, de um lado, o Judiciário assumindo um papel que não lhe cabe institucionalmente de protagonismo político “coercitivo” dos direitos nas operações contra a corrupção – direcionadas especialmente contra o PT, diga-se de passagem. Por outro lado, a grande mídia, especialmente a Globo, exerceu um papel fundamental para alimentar e amplificar o sentimento difuso de descrédito com a democracia e a política.  Mas o golpe se fez com negociatas e traições no próprio Congresso Nacional, subjugado por interesses privados acima das forças sociais e correntes de opinião na sociedade brasileira, epicentro da crise de nossa democracia tornada de baixíssima intensidade. Em tal processo se forjou um Governo fantoche de grandes bancos, investidores e empresas, sem vergonha de se declarar fiel à agenda neoliberal de ajuste de leis e políticas a seus interesses de acumulação. (mais…)

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A instrumentalização do sistema energético brasileiro e a transformação dos políticos em capitães-do-mato. Entrevista especial com Ildo Sauer

Patricia Fachin – IHU On-Line

Uma das explicações possíveis para compreender por que os projetos do setor energético como um todo estiveram no “âmago” da corrupção entre o setor público e o setor privado nos últimos anos, é a alta margem de lucro e de excedente econômico gerado, justamente porque, nesses setores, a concorrência econômica é baixa, diz o engenheiro e diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Sauer, à IHU On-Line. (mais…)

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Discordar da Reforma da Previdência não te faz “petista” ou “mortadela”, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

O resultado da greve geral, prevista para a sexta (28), contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, interessa a quem se diz de esquerda, de centro e de direita. A mortadelas e coxinhas. Ao pessoal que gosta de rock ou que curte sertanejo universitário, mas também à turma do violãozinho da MPB ou do gospel tradicional. Palmeirenses, flamenguistas, colorados, rubro-negros baianos e até os que torcem para o Íbis. Porque, independentemente a qual grupo pertença, muita gente está preocupada com o futuro de suas aposentadorias e com a piora na qualidade do emprego no Brasil. (mais…)

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Muros do condomínio esquerdista transformados em pontes de diálogo pragmático com a maioria inconformada. Entrevista especial com Moysés Pinto Neto

Patricia Fachin – IHU On-Line

A consciência de que todo o sistema político brasileiro foi atingido pelas recentes delações dos executivos da Odebrecht “só não é compartilhada pelos mais fanáticos dos dois lados da polarização pós-2014”, afirma Moysés Pinto Neto à IHU On-Line. Na avaliação dele, as delações “arrasadoras” das últimas semanas demonstram que a “corrupção representa, no Brasil, uma cultura de saque das elites que permanece desde a Colônia e é extremamente difundida na sociedade”. (mais…)

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Petição tenta pressionar AL MT a manter parque ambiental em área “invadida” por ministro

Por  Lucas Bólico, no Olhar Direto

Uma petição espera reunir 100 mil assinaturas para pressionar os deputados estaduais de Mato Grosso a não extinguirem o Parque Serra Ricardo Franco, criado em 1997 na região de Vila Bela da Santíssima Trindade (562 km de Cuiabá), na divisa com a Bolívia.

O local está ocupado por mais de 150 fazendas, que segundo o Ministério Público, desmataram a região. Um dos proprietários de terra é o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que será diretamente beneficiado com a extinção do parque. De acordo com o MP, Padilha invadiu a área após a criação da estrutura de proteção ambiental.  (mais…)

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Ministro da Justiça demite presidente da Funai por não nomear indicações do PSC

Serraglio decide demitir Antônio Costa por não ter atendido a pedido do líder do governo no Congresso, André Moura, para nomear 25 pessoas de sua confiança na Fundação Nacional do Índio. Pressão também foi feita por deputado peemedebista

Por Leonel Rocha, no Congresso em Foco

Com o aval do presidente Michel Temer (PMDB), o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), decidiu demitir o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa, e substituí-lo por um representante da bancada ruralista no Legislativo. A demissão foi exigida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), porque o presidente da entidade responsável pela gestão das terras indígenas não aceitou nomear 25 pessoas indicadas por ele desde que a nova direção da Funai tomou posse.

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