Celso de Mello, do STF, sobre censura a livros na Bienal do Rio: “Um novo e sombrio tempo se anuncia”

Da Fórum, no Sul21

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, vê a censura imposta pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB) – e corroborada pela Justiça – de livros com conteúdo LGBT na Bienal do Livro do Rio de Janeiro como prenúncio de tempos sombrios.

“Sob o signo do retrocesso – cuja inspiração resulta das trevas que dominam o poder do Estado –, um novo e sombrio tempo se anuncia: o tempo da intolerância, da repressão ao pensamento, da interdição ostensiva ao pluralismo de ideias e do repúdio ao princípio democrático”, escreveu o ministro em nota enviada a órgãos de imprensa.

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Sociedade civil denuncia intervenção no Conselho Nacional de Direitos Humanos

Entidades vêm a público repudiar mais um dos incessáveis ataques ao campo dos direitos humanos no Brasil e à sociedade civil brasileira. Na manhã do dia 27 de agosto, recebemos a grave denúncia de intervenção no Conselho Nacional de Direitos Humanos, órgão responsável por investigações sobre as violações de direitos humanos no país

Plataforma Dhesca

De maneira arbitrária e desrespeitando os princípios orientadores do CNDH, a Ministra Damares Alves exonerou a Coordenadora-Geral escolhida pelo órgão colegiado. A mesa diretora do CNDH denuncia, ainda, a censura no site do órgão: desde o dia 26 de agosto, está impedida de atualizar o sítio do Conselho e tornar públicas suas recomendações, decisões e resoluções.

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Administrador da Wikipédia rebate ameaça de processo de Weintraub: “Tentativa de censura”

“Enquanto responsável pela pasta da educação no país, o ministério deveria entender o papel educacional da Wikipédia e contribuir para a sua evolução e adoção”, disse Rodrigo Padula

Por Lucas Vasques, na Fórum

“Vejo essa atitude como uma tentativa de censura e total incompreensão do que é a Wikipédia e suas dinâmicas”. Esta é a resposta de Rodrigo Padula, gerente de projetos da wiki educação Brasil e administrador da Wikipédia em português, à ameaça de processo feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

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Professoras acusam Universidade Estácio de Sá, no RJ, de perseguição por Marielle

Elas tiveram calendários com a imagem da vereadora arrancados de suas salas

Por Eduardo Barretto, na Época

Duas professoras da Universidade Estácio de Sá, um dos maiores grupos de ensino privado do país, acusaram o diretor do campus em que atuam, no Centro do Rio de Janeiro, de perseguição ideológica. Uma delas judicializou o caso.

Amanda Mendonça e Laila Domith tiveram calendários com a imagem de Marielle Franco arrancados de suas salas e receberam pedidos para que se desculpassem e não participassem de protestos contra o governo Bolsonaro.

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Rede Internacional para o Constitucionalismo Democrático Latino-Americano denuncia censura da Capes

Nota de Repúdio: Censura atinge Agências de Fomento

A Rede Internacional para o Constitucionalismo Democrático Latino-Americano solicitou financiamento, junto à CAPES, para a realização do Congresso Internacional Constitucionalismo e Democracia, que será realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento já irá para sua nona edição e em todos os anos anteriores obteve êxito no financiamento no âmbito do governo federal. 

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BNegão: “Não sou músico pra não me posicionar”

Artista falou sobre a interrupção do seu show pela PM em Bonito, Mato Grosso do Sul. Para ele, a cultura está sendo perseguida pelo governo Bolsonaro

Por Ethel Rudnitzki, em Agência Pública

No último final de semana, de 24 a 28 de julho, aconteceu o 20º Festival de Inverno de Bonito, no Mato Grosso do Sul. O evento foi marcado por manifestações contrárias ao governo Jair Bolsonaro durante os shows e atividades culturais. Um vídeo da cantora Gal Costa dançando ao som de gritos de ordem e xingamentos ao presidente Jair Bolsonaro viralizou na internet.

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Uma ditadura para chamar de sua

Fausto Salvadori, editorial da Ponte Jornalismo

Os sinais estão todos aí para quem quiser ver. O governo do presidente Jair Bolsonaro já colocou em marcha um projeto que busca eliminar os poucos avanços que a democracia brasileira conquistou a partir de 1988 e instalar uma ditadura para chamar de sua. Não vai seguir os métodos ruidosos dos militares que o antecederam: nada de fechamento do Congresso ou instalação de censores dentro das redações. Bolsonaro e seus apoiadores — não podemos esquecer que o novo autoritarismo não vem sendo implantado só pelo governo federal, mas também por governadores, grupos paramilitares e até por autoproclamados jornalistas — seguem o método dos novos candidatos a ditadores, como Viktor Orbán na Hungria ou Recep Tayyip Erdoğan na Turquia, em que a democracia, como dizia o poeta, não chega ao fim numa explosão, mas com um suspiro.

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