Documento deve ser elaborado pelo governo federal em um ano
por André Richter, da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) reconhecer a existência do racismo estrutural no país.
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“Para acabar com o racismo, nosso país precisa investir economicamente na superação das desigualdades, e a PEC 27 é inovação.”
Por Simone Nascimento, no blog da Boitempo
Em 2025 completamos 30 anos da Marcha Zumbi dos Palmares contra o Racismo, pela Igualdade e pela Vida, realizada em 1995, em Brasília, levando mais de 30 mil pessoas às ruas. Também completamos 10 anos da primeira Marcha das Mulheres Negras. De lá pra cá, conquistamos avanços fundamentais: a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, a Lei de Cotas, a criminalização do racismo, o Estatuto da Igualdade Racial e, mais recentemente, o Ministério da Igualdade Racial. Ao longo dessas décadas, seguimos resistindo na contramão do genocídio em curso no país. O movimento negro tem sido o maior projeto de vida, democracia e futuro elaborado pelo povo negro para o Brasil. (mais…)
Transformado em feriado nacional, o 20 de novembro renova o compromisso social de enfrentar o racismo e valorizar a memória e a luta do povo negro
Por Simone Magalhães*, na página do MST
Antes mesmo de ser declarado feriado nacional, por meio da Lei Nº 14.759, de 21 de dezembro de 2023, o dia 20 de novembro já sofria ataques e tentativas de desqualificação quando declarado o Dia da Consciência Negra no Brasil, já em 2003. Neste ano, o 20 de novembro passou a constar no calendário escolar como o Dia da Consciência Negra, mas foi em 2011, por meio da Lei nº 12.519, que a data seria oficializada como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Contudo, o Dia da Consciência Negra não era um feriado nacional, mas um feriado facultado aos estados e municípios, mediante leis específicas. Por ser um feriado, o Dia da Consciência Negra enfrenta questionamentos dos dois lados do espectro político. Pela direita, é comum o argumento de que a data criaria privilégios, estimularia o vitimismo e acentuaria divisões entre grupos sociais. Já pela esquerda, alguns indivíduos afirmam que teriam existido formas de escravização em Palmares e, por isso, colocar Zumbi como herói seria uma forma de romantizar sua figura. Além disso, há quem considere que dedicar apenas um dia para celebrar a memória e a luta da população negra não seria suficiente para promover a efetiva conscientização. (mais…)
Um dos maiores pensadores negros sobre a cultura popular no século XX. Na década de 1930, Solano Trindade teve uma participação ativa no debate racial brasileiro, buscando a inserção do negro na sociedade
Por Ana Sales, na Página do MST
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
pra dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
(Trecho do Poema, “Tem gente com fome”)
Em um dos bairros mais negros do Recife, o bairro de São José, nasceu em 24 de julho de 1908, Francisco Solano Trindade. Solano significa, “Vento forte que vem de África”, filho do sapateiro Manuel Abílio Pompilio da Trindade e da quituteira dona Emerenciana Maria de Jesus Trindade. (mais…)
Na semana que marca os 195 anos de nascimento de Luiz Gama, em 21 de junho de 1830, em Salvador (BA), a TV Justiça começou a exibir uma série de cinco episódios sobre sua biografia. Os programas apresentam a trajetória do ex-escravo baiano, alfabetizado aos 17 anos, que estudou direito de forma autodidata e, como advogado, libertou mais de 500 pessoas escravizadas. Gama era abolicionista, jurista, jornalista e escritor. (mais…)
Ataques em SP e DF mostram: educadores não podem manter-se passivos, limitando-se a amparar as vítimas. Uma educação antirracista e com foco nos direitos humanos é crucial. Atividades, currículo, grêmios e conselhos devem dialogar com questões fundantes do Brasil
por Valéria Pilão, em Outras Palavras
Historicamente a sociedade brasileira é racista, lgbtqifóbica e capacitista. Infelizmente, não há novidade nesta afirmação tampouco nas recorrentes reportagens divulgadas nas últimas semanas de abril e início de maio, relatando ocorrência de ações racistas entre os estudantes nas escolas de educação básica no Distrito Federal e em São Paulo. (mais…)
Escravizados lutaram na Revolução Farroupilha com promessa de liberdade, mas foram traídos e massacrados. Em janeiro, governo Lula os reconheceu como heróis, após décadas de luta do movimento negro contra apagamento da história afro-gaúcha
Por Micael Olegário, no Projeto Colabora
Grupo de guerreiros excepcionais, os Lanceiros Negros lutaram em busca da liberdade na Revolução Farroupilha, revolta gaúcha contra o Império do Brasil, mas foram traídos e mortos no “Massacre dos Porongos”, em 1844. Em janeiro de 2024, 180 anos depois, uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu os Lanceiros Negros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Durante muitos anos, a história oficial da guerra civil mais longa da história do país manteve em silêncio a participação e o protagonismo dos soldados, negros escravizados em sua maioria, que compunham a vanguarda das tropas farroupilhas. (mais…)