“O racismo está no imaginário coletivo”, diz 1ª reitora negra de federal no Brasil

Primeira mulher negra a comandar uma universidade federal no Brasil, Joana Angélia Guimarães lamenta o fato de sua trajetória ser algo raro no país e enfatiza o trabalho pela inclusão e a diversidade

Por Jorge Vasconcellos, no Correio Braziliense

A professora Joana Angélica Guimarães da Luz, 63 anos, é tomada por um sentimento dúbio quando perguntada sobre o fato de ser a primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal no Brasil. Ao mesmo tempo em que se vê como estímulo para outras pessoas, ela sente “tristeza” por saber que uma trajetória de vida como a sua ainda é rara no país,

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O ômicron e o que nos faz tolerar o insuportável. Por Slavoj Žižek

Mais uma vez está claro que só uma nova ordem nos livrará da crise civilizatória. Mais uma vez, o Ocidente reage da pior maneira possível. E, de novo, estamos atônitos e paralisados – porque, no fundo, tememos nos separar do que somos

Por Slavoj Zizek, na RT/Outras Palavras
Tradução: Antonio Martins

A reação à mais recente variante de Covid confirmou uma verdade desagradável. Embora muitos abracem a ideia de colaboração para combater a pandemia, nada fazem de relevante. Precisaremos de uma crise ainda maior para despertar?

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Cacciari e Agamben numa ladeira desastrosa. Artigo de Donatella Di Cesare

IHU Online

“Quem tem uma cultura de esquerda sabe o quanto as fronteiras são fluidas, quanto uma política ambígua do medo, uma certa fobocracia possa ter sucesso em situações de emergência. Mas denunciar mecanicamente o biopoder transformando-o em emblema do mal, apontando a pandemia como pretexto para um controle antidemocrático, acaba por se tornar  grotesco“,  escreve a filósofa italiana Donatella Di Cesare, professora de Filosofia Teórica na Universidade “La Sapienza”, de Roma, em artigo publicado por La Stampa, 08-12-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

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A cor do inconsciente. Por Abrao Slavutzky

No Terapia Política

Quando a conhecida psicanalista francesa Françoise Dolto pediu a palavra, fez-se silêncio: “Me perdoe, não tenho o que falar. Sua fala sangra. Sua fala é você, a Psicanálise lhe deve isso, temos que pensar sobre isso.” Foi à reação de Dolto, a grande parceira de Jacques Lacan, à fala da jovem Isildinha Baptista Nogueira sobre sua vida de mulher negra. O ano era 1984 e estavam em Paris, num Congresso sobre Psicanálise e o Terror, entre franceses e latino-americanos. Uma das origens desse livro foi o desafio que lançou Dolto sobre as marcas do racismo na realidade psíquica.

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“Duas pandemias?” Por Mia Couto e José Eduardo Agualusa

Na Revista Pazes

No dia em que a Europa interditou os voos de e para Maputo, Moçambique tinha registado 5 novos casos de infeção, zero internamentos e zero mortes por COVID 19. Nos restantes países da África Austral a situação era semelhante. Em contrapartida, a maioria dos países europeus enfrentava uma dramática onda de novas infeções.

Cientistas sul-africanos foram capazes de detetar e sequenciar uma nova variante do SARS Cov 2. No mesmo instante, divulgaram de forma transparente a sua descoberta. Ao invés de um aplauso, o país foi castigado. Junto com a África do Sul, os países vizinhos foram igualmente penalizados. Em vez de se oferecer para trabalhar juntos com os africanos, os governos europeus viraram costas e fecharam-se sobre os seus próprios assuntos.

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