Aos 79 anos, antropólogo Kabengele Munanga defende papel do intelectual de influenciar na transformação social
Por Gabriel Rocha Gaspar, na ECOA
“Tenho a pretensão de ser um intelectual”, diz o professor doutor Kabengele Munanga.
As aspas podem parecer falsa humildade se comparadas ao currículo do antropólogo brasileiro de origem congolesa. Nascido de pais iletrados na pequena cidade de Bakwa-Kalonji, Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia.
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