“Quando a pandemia terminar, teremos um mundo pior do que antes”, diz o agente da Comissão Pastoral da Terra – CPT
Por João Vitor Santos, Edição: Patricia Fachin, IHU On-Line
A crise sanitária que já registrou mais de 1,5 milhão de mortes no mundo e mais de 186 mil somente no Brasil, somada às demais crises que perpassam a sociedade, exige de nós “outra atitude espiritual“: “a revisão da convicção de que o nosso tempo seria uma exceção da história humana”, diz Flavio Lazzarin, padre italiano, que reside no interior do Maranhão. Citando o antigo texto sagrado, ele lembra: “não há novidades debaixo do sol”. O mesmo era cantado há 40 anos pelas Comunidades Eclesiais de Base – Cebs: “Ninguém se engana: a nossa história já começou desumana”. A pandemia, menciona, “desmanchou as nossas ilusórias convicções de que, depois de duas guerras mundiais e algumas ditaduras civis-militares, teríamos aprendido a tratar sabiamente a vida, a economia, a política, a ordem, o progresso e a história”.
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