Artista homenageia personalidades negras no documentário ‘AmarElo – é tudo para ontem’, lançado na Netflix, que usa como fio condutor um show realizado no Theatro Municipal de São Paulo
Por Naiara Galarraga Gortázar, no El País
O Theatro Municipal de São Paulo é um dos lugares que por muito tempo estiveram fora do alcance de cidadãos negros no Brasil, mesmo que não houvesse uma lei lei segregacionista, como as que existiram nos Estados Unidos. Emicida (São Paulo, 1985), um dos artistas mais relevantes do país, fez um show no fim do ano passado neste majestoso edifício localizado no centro da metrópole. A sala onde atuaram Maria Callas e Duke Ellington acolheu um público muito mais negro e jovem que o habitual. Este poeta, desenhista e produtor musical converteu aquele concerto no fio condutor do documentário AmarElo – é tudo para ontem, que estreou no dia 8 de dezembro na Netflix. É uma homenagem às personalidades negras brasileiras ignoradas pela história e ao movimento antirracista nascido em plena ditadura, nas escadas do teatro. Sem eles, aquela criança criada na periferia por uma mãe empregada doméstica jamais haveria sonhado sequer em ser Emicida, explica o artista em uma entrevista realizada por videoconferência antes da estreia.
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