“Concerning Violence” e os desafios da obra e pensamento de Frantz Fanon. Por Mariana Carneiro

A partir do livro “Os Condenados da Terra”, do revolucionário marxista anticolonialista Frantz Fanon, o sueco Göran Hugo Olsson realizou, em 2014, Concerning Violence (A Respeito da Violência), título dado por Fanon a um dos capítulos da sua obra.

No Esquerda.net

O colonialismo não é uma máquina pensante. Nem um corpo dotado de aptidões racionais. É a violência no seu estado natural e só sucumbirá quando for confrontada com uma violência maior.

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E se, para lá das distrações, falarmos do racismo mesmo a sério? Por Mamadou Ba

A cor não é uma realidade humana ou pessoal; é uma realidade política. Mas esta é uma distinção tão difícil que o Ocidente ainda não foi capaz de a fazer. E no centro desta terrível tempestade, esta vasta confusão, estão os negros desta nação, que agora devem partilhar o destino de uma nação que nunca os aceitou. (James Baldwin)

No Buala

No passado dia 21 de novembro, o canal de Youtube brasileiro “Pensar Africamente” convidou-me para um debate sobre o racismo e o avanço do discurso do ódio no mundo. A minha intervenção fez estalar em Portugal uma enorme polémica na opinião pública, por causa da evocação parafrástica de um conceito filosófico emprestado a Fanon e à teoria do afropessimismo. 

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MPF lança edital para selecionar projetos a serem desenvolvidos na área de direitos humanos

Iniciativas contarão com o aporte financeiro de até 40 mil reais

O Ministério Público Federal (MPF) divulga, nesta quinta-feira (17), edital para seleção de projetos que incentivem o respeito aos direitos humanos. Serão destinados mais de 200 mil reais para o desenvolvimento de ações que farão parte da Campanha Eu Sou Respeito, a ser lançada em 14 de janeiro de 2021. “O projeto resulta de multa decorrente do fechamento de uma mostra cujo fechamento foi antecipado. Nosso objetivo é distribuir os recursos de modo a atingir um maior número de movimentos e associações que atuem na temática dos direitos humanos, por isso o limite de R$ 40 mil para cada projeto”, explica o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Freitas.

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Vozes dos Biomas: um olhar sobre os biomas sob o prisma da cosmogonia indígena, por Ailton Krenak

Por Sucena Shkrada Resk, no Blog Cidadãos do Mundo

O Projeto Vozes dos Biomas/Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk tem como 48º entrevistado, o líder indígena Ailton Krenak, que é escritor, comunicador e também um dos maiores pensadores de nossa contemporaneidade. Ele exerceu um papel importante, na Constituinte brasileira, em 1987, para a inserção do capítulo indígena na carta magna.

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Enquanto houver racismo não haverá democracia nem nação. Por Ariovaldo Ramos

Há vários tipos de racismo no Brasil. Mas o desfecho é um só: crise da sociedade, impossibilidade de construir uma nação, inviabilização da democracia

Na RBA

As frases foram ditas por pessoas diferentes, com idades distintas, em locais e ocasiões distantes entre si… O que há de comum? Todos foram assassinados… E por quê? Por serem negros! São frases de negros na hora da morte! Todos vítimas do racismo no Brasil. O racismo é agente da morte! O racismo é a morte do conceito de humanidade, é o pior de todos os vírus, é a impossibilidade da unidade humana, é o motor de todas as guerras.

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Emicida: “Nossos livros de história são os discos”

Artista homenageia personalidades negras no documentário ‘AmarElo – é tudo para ontem’, lançado na Netflix, que usa como fio condutor um show realizado no Theatro Municipal de São Paulo

Por Naiara Galarraga Gortázar, no El País

O Theatro Municipal de São Paulo é um dos lugares que por muito tempo estiveram fora do alcance de cidadãos negros no Brasil, mesmo que não houvesse uma lei lei segregacionista, como as que existiram nos Estados Unidos. Emicida (São Paulo, 1985), um dos artistas mais relevantes do país, fez um show no fim do ano passado neste majestoso edifício localizado no centro da metrópole. A sala onde atuaram Maria Callas e Duke Ellington acolheu um público muito mais negro e jovem que o habitual. Este poeta, desenhista e produtor musical converteu aquele concerto no fio condutor do documentário AmarElo – é tudo para ontem, que estreou no dia 8 de dezembro na Netflix. É uma homenagem às personalidades negras brasileiras ignoradas pela história e ao movimento antirracista nascido em plena ditadura, nas escadas do teatro. Sem eles, aquela criança criada na periferia por uma mãe empregada doméstica jamais haveria sonhado sequer em ser Emicida, explica o artista em uma entrevista realizada por videoconferência antes da estreia.

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‘Tinha que matar é mais’. Por Conrado Hübner Mendes

Na Folha

A brutalidade brasileira é um agregado de ações e omissões estatais e individuais com a insígnia do racismo. Debaixo da prática, há uma filosofia que a atiça. A filosofia tem um capítulo da morte, uma doutrina do matar e deixar morrer. Pela primeira vez na história, a selvageria verbal se transformou em dialeto presidencial. A correlação entre o verbo recitado lá de cima e a violência letal lá embaixo (nas periferias) não é mais dúvida nas ciências sociais.

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