MPF – Debate sobre militarização e racismo aponta necessidade de reestruturação das instituições do sistema de segurança pública

Audiência pública foi promovida pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF)

“Não há como negar que temos no Brasil um racismo estrutural e institucional em todas as instituições. Temos que aceitar essa realidade e trabalhar para mudar”. A avaliação foi feita pela subprocuradora-geral da República Ela Wiecko, nessa quinta-feira (2), ao encerrar audiência pública que discutiu a interface entre militarização e racismo. No evento, organizado pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF), procuradores da República, defensores públicos, policiais, representantes da sociedade civil e pesquisadores debateram sobre o que significa a militarização das forças policiais e como a reprodução dessa cultura de violência e enfrentamento está direcionada à população negra.

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Bolsonaristas usam escolas paramilitares para doutrinar crianças

Por Vanessa Lippelt, no Congresso em Foco

Na Berlim de 1931, a doce voz de um jovem alemão, adolescente ainda, irrompe entoando a canção “O amanhã pertence a mim” cujos versos dizem “o sol no prado é quente de verão | O cervo na floresta corre livre | Mas reúnam-se para saudar a tempestade | O amanhã pertence a mim”. A câmera desce lentamente do rosto pueril em direção ao braço do rapaz que enverga uma braçadeira onde, subitamente, surge a suástica. A partir de então, a canção evolui, tornando-se vigorosa, furiosa, com outros jovens e adultos se juntando ao, outrora, adorável adolescente que ergue o braço adiante em saudação nazista. 

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Botannica Tirannica: a exposição que denuncia o conteúdo colonialista e racista presente no ‘inocente’ nome de plantas

Tania Pacheco

Maria-sem-vergonha, Catinga-de-mulata, Chá-de-bugre, Orelha-de-judeu, Ciganinha, Bunda-de-mulata, Judeu errante, Peito-de-moça, Malícia-de-mulher são nomes de plantas. Nomes de plantas repetidos acriticamente pela maioria das pessoas, sem se darem conta da carga de preconceito, racismo, antissemitismo e misoginia neles presente, sintetizado ainda na visão geral que engloba muitas delas como “ervas daninhas”. É esse o tema da exposição-denúncia de Giselle Beiguelmann, aberta ontem no Museu Judaico de São Paulo: Botannica Tirannica.

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Truda Palazzo: “Em defesa dos gambás”      

Em entrevista exclusiva, Amyra El Khalili conversa com José Truda Palazzo Jr.

No Pravda.RU

José Truda Palazzo Jr., escritor, ativista e consultor ambiental, é mais conhecido mundo afora por seus mais de 40 anos de trabalho em defesa das baleias e dos ecossistemas marinhos. Mas ultimamente o objeto de seu afeto ativista tem sido um animal bem menos amado e defendido: o gambá. Depois de cuidar de duas pequenas órfãs que caíram em seu pátio e no de um casal de amigos, ele e a esposa Nalu Machado criaram um projeto para protegê-los da matança indiscriminada que segue acontecendo Brasil afora. Nesta entrevista ele explica o porquê desses mamíferos tipicamente americanos merecerem a nossa atenção e proteção.

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“A transição energética não custará apenas dinheiro, mas provocará muitos conflitos”. Entrevista com Joan Martínez Alier

IHU On-line

Joan Martínez Alier é um observador declarado dos conflitos ambientais, quer eclodam eles na América Latina ou na Índia. Para este economista, que está à frente do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Autônoma de Barcelona (ICTAUAB), a economia não pode ser estudada separada do funcionamento da natureza. Seus trabalhos sobre a relação entre meio ambiente e economia trouxeram à tona a distribuição desigual dos recursos naturais, bem como a urgência da justiça ambiental.

A entrevista é de Ariadna Trillas, publicada pela revista Alternativas Económicas e reproduzida por Rebelión, 22-02-2022. A tradução é do Cepat.

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O encadeamento dos discursos racistas e a naturalização do sofrimento

Por Ricardo Corrêa, na Carta Campinas

Seu silêncio não vai proteger você (Audre Lorde)

Todas as violências são minimizadas com opiniões na televisão, nas redes sociais, no jornalismo, nas palestras e seminários, e de maneira sutil e disfarçada (em alguns casos os racistas se empolgam e explicitam o ódio que sentem) os alienados são convencidos de que as vítimas do racismo são responsáveis pelo próprio destino. Em virtude disso, notamos que os discursos racistas têm feito com que a maioria da sociedade acredite, somente, que o racismo é opressão direta e individual, ou seja, ocorre através de xingamentos e agressões físicas. Mas, na realidade, o racismo insere-se em um sistema de relações de poder que envolve a conformação da subjetividade e políticas institucionais/públicas, sempre objetivando a marginalização social do grupo historicamente oprimido e a acumulação de privilégios que beneficia as classes dominantes.

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Por falar em Oswald. Por Walnice Nogueira Galvão

Considerações sobre a trajetória intelectual e acerca do último ano de vida de escritor modernista

No A Terra é Redonda

O grande ausente do Congresso do IV Centenário da cidade de São Paulo foi Oswald de Andrade, que concedera uma de suas últimas entrevistas nesse mesmo ano. A entrevista saiu na revista carioca Sombra, no número de janeiro-fevereiro de 1954. Esse foi também o ano de seu falecimento, no mês de outubro.

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