A culpa é da esquerda

A culpa é um afeto pouco transformativo. Assim como criticar tornou-se o mesmo que desqualificar e agredir, autocrítica tornou-se sinônimo de admissão de culpa.

Por Christian Ingo Lenz Dunker*, no Blog da Boitempo

Agora que o castelo de areia criado pelo ódio e pela desinformação começa a ser varrido pelas ondas de corrupção e lama que vêm caracterizando as primeiras semanas do governo Bolsonaro, talvez tenha chegado a hora da autocrítica da esquerda. Qual parte lhe cabe nesse latifúndio de miséria, ignorância e regressão? Imagino que vários outros (bem mais qualificados em ciência política e no entendimento de processos institucionais, que efetivamente comandam o chão de fábrica da política) tenham muito mais e melhor a dizer do que eu. Mas aqui vai minha contribuição lateral para esse começo de conversa que teve bons e maus motivos para ser adiada.

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Capitalização na Previdência vai promover desordem e desigualdade social

Modelo defendido pelo ministro da Economia é insustentável num país desigual como o Brasil e tende a privilegiar apenas os bancos, condenando a maioria da população a viver na miséria durante a velhice

por Tiago Pereira, da RBA

Aqueles que trabalharam por uma vida e hoje (sobre)vivem das aposentadorias, e todos os que pretendem um dia se aposentar têm pouco a comemorar, e muito a se preocupar e temer, neste Dia dos Aposentados, celebrado nesta quinta-feira (24). A reforma da Previdência, panaceia do mercado financeiro, é uma obsessão do ministro da Economia, Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Patrimônio dos 26 mais ricos equivale ao dos 50% mais pobres do mundo

Oxfam alerta para desigualdade “fora de controle” mundo afora, devido em grande parte a sistemas tributários injustos. Aumento de impostos sobre fortuna dos mais ricos permitiria financiar estudos de milhões de crianças.

por Deutsche Welle / CPT

A desigualdade na distribuição de riqueza em todo mundo está “fora de controle”, alerta um relatório da ONG antipobreza Oxfam divulgado nesta segunda-feira (21/01). Segundo o documento, em 2018, enquanto as camadas mais favorecidas acumulavam riquezas, as mais pobres ficavam ainda mais pobres, aumentando o abismo entre os dois grupos.

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Dois anos após a aprovação de Teto dos Gastos, entidades alertam para o risco de colapso das políticas sociais no país

Coalizão de sociedade civil faz apelo aos novos parlamentares do Congresso Nacional e ao  Supremo Tribunal Federal pela revogação da Emenda Constitucional 95

Na Plataforma de Direitos Humanos

Na semana em que a Emenda Constitucional 95, conhecida como Teto dos Gastos, completa dois anos (15/12), organizações de sociedade civil, conselhos nacionais de direitos, movimentos sociais, instituições acadêmicas chamam a atenção do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e da sociedade para a urgência da revogação da Emenda Constitucional 95. As entidades denunciam a piora acelerada das condições de vida da população, o aumento da fome, o crescimento da mortalidade infantil, a falta de remédios em postos de saúde e hospitais, a inviabilização do Plano Nacional de Educação e de outras políticas públicas, entre outros graves retrocessos.

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Apenas acesso à educação não é suficiente para reduzir desigualdade no Brasil, diz estudo

Simulação aponta que se país tivesse garantido educação secundária para a população desde 1994, disparidade da renda do trabalho teria caído apenas 2%

Por Helo[isa Mendonça, no El País

O Brasil é hoje um dos países mais desiguais do mundo com quase 30% da renda nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país. Para tentar diminuir tamanha brecha entre os ricos e os pobres, o investimento em educação quase sempre aparece como um dos remédios mais promissores. A solução frequentemente repetida para tentar resolver a desigualdade, entretanto, já é relativizada por especialistas.

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Em Seminário pelos 70 Anos dos Direitos Humanos, Talíria Petrone ressalta luta por direitos básicos no Brasil

por Renata Queiroz Ramos, em RioOnWatch

Foram comemorados, no dia 10 de dezembro, os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, para relembrar este dia, foram realizados o X Seminário Internacional Direitos Humanos e Saúde e o XIV Seminário Nacional Direitos Humanos e Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, durante os dias 10, 11 e 12 de dezembro. O evento foi organizado pelo Departamento de Direitos Humanos e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz), o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a organização Juízes para a Democracia, e contou com a participação de conferencistas como o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos; o embaixador Celso Amorim, e a vereadora de Niterói e deputada federal eleita nas eleições de 2018, Talíria Petrone. Além disso, teve atividades culturais como o grupo Música na Calçada e o a peça teatral Luiz Gama – Uma Voz Pela Liberdade. 

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Dowbor: há saída no labirinto capitalista?

Em sua fase delirante, sistema comete todos os desvarios – e os trata como alta sabedoria. Teremos inteligência para escapar da cilada?

por Ladislau Dowbor, em Outras Palavras

The most intellectual creature ever to walk the earth,
is destroying its only home
.” (Jane Goodall)

A burrice no poder tende não só a se perpetuar, como nela se afundar. O acúmulo de bobagens ou de tragédias, a partir de um certo ponto, exigiria tamanha confissão de incompetência, que os donos de poder continuam até a ruptura total. Reconhecer a burrice torna-se demasiado penoso. Barbara Tuchman nos dá uma análise preciosa dos mecanismos, no que ela chama de Marcha da Insensatez: “Uma vez que uma política foi adotada e implementada, toda atividade subsequente se transforma num esforço para justificá-la.” Isso levou, por exemplo, cinco presidentes norte-americanos sucessivos a se afundarem na guerra do Vietnã, apesar da convicção íntima, hoje conhecida, de que era uma causa perdida. A burrice política obedece a uma impressionante força de inércia. (263)

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Cena política é concebida para ser machista. Entrevista especial com Luciana Panke

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

A representatividade feminina na política é ainda um dos grandes desafios do sistema democrático. Muitos partidos rifam as vagas para mulheres apenas para cumprirem a cota mínima exigida pela legislação. Não obstante, quando consegue ultrapassar essas barreiras e chega a ser eleita, a mulher tem de enfrentar um ambiente de homens, concebido para ser masculino. Mas se engana quem pensa que essa é uma realidade apenas brasileira. A professora Luciana Panke foi pesquisar mulheres na cena política de países da América Latina e constatou: “ainda que alguns países sejam mais machistas que outros, todos eles oferecem as mesmas barreiras para as mulheres que querem entrar na política”.

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Nesta quarta, na CDHM: Leonardo Boff participa de audiência pública sobre os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Pedro Calvi, CDHM

Princípios constitucionais e direitos humanos são uma construção permanente. Na passagem dos anos, das transformações sociais, políticas ou econômicas adquirem novas configurações e propõem novos desafios.

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A cuidadosa construção da desigualdade brasileira

Relatório da Oxfam tem mérito notável: mostrar que as injustiças sociais não são “naturais” – mas resultam de políticas impostas pelo 1% mais rico em favor de si mesmo

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

É fato amplamente sabido e reconhecido a desigualdade estrutural que sempre caracterizou a sociedade brasileira. O enfoque pode ser centrado na distribuição de renda, na distribuição do patrimônio, na distribuição da terra, na distribuição dos imóveis urbanos ou qualquer outro tipo de mensuração do fenômeno. Pouca importa o objeto avaliado, o resultado dos níveis de concentração é sempre impressionante. Trata-se de um país profundamente desigual, atributo infelizmente secular que nos acompanha ao longo da História. (mais…)

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