Celebração da cultura afrobrasileira marca assinatura de TAC na fazenda em Vassouras (RJ)

Em cerimônia realizada na Fazenda Santa Eufrásia, representantes das comunidades negras lembraram dos antepassados

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) e a Fazenda Santa Eufrásia, localizada no município de Vassouras (RJ), realizaram no último sábado (6), em ato simbólico, a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece uma outra forma de turismo de memória na região de Vassouras, contemplando a contribuição do povo negro e de sua cultura. (mais…)

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Maior cemitério de escravos das Américas fechará devido ao abandono pelas autoridades do Rio

Nour El-Youssef – RioOnWatch

Em 1996, Merced Guimarães e seu marido Petrucio fizeram uma descoberta assustadora no seu novo lar durante um grande projeto de reforma: os trabalhadores, ao escavar o solo sob a sua casa no bairro da Gamboa na Região Portuária do Rio de Janeiro, desenterraram ossos humanos. Após chamar as autoridades, o que levou a uma investigação do local, foi descoberto que esta cena de crime era na realidade o local de uma sepultura coletiva, o local do até então falado, porém não-descoberto Cemitério dos Pretos Novos. Foi aqui que dezenas de milhares de africanos capturados foram enterrados entre 1791 e 1831. Com os corpos enfraquecidos durante a viagem de travessia do Atlântico, eles morreram logo que chegaram à costa do Brasil e eram descartados em valas comuns, sendo os seus restos periodicamente esmagados e queimados juntamente com o lixo. (mais…)

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O papel da imprensa na manutenção do tráfico escravista

José Tadeu Arantes –  Agência FAPESP

Em 7 de novembro de 1831, no primeiro ano do período regencial, a Assembleia Geral decretou e a Regência sancionou uma lei proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil. A lei, bastante explícita em seu texto, declarava livres todos os escravos vindos de fora do Império e impunha penas bastante duras àqueles que os haviam importado. A interpretação corrente na historiografia é a de que essa lei, precedida por um tratado com a Inglaterra que impunha prazo final para o tráfico, foi feita “para inglês ver”, isto é, para acalmar a pressão externa e deixar internamente tudo na mesma. (mais…)

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Lugares onde Portugal foi buscar escravos

Uma exposição sobre os lugares onde Portugal foi buscar negros para a exploração do Brasil

Por Alexandra Lucas Coelho, no Público/Buala

1. Ao sábado, os corpos vêm à tona. Aqueles muitos milhares que de segunda a sexta enchem os escritórios do Largo da Carioca dissipam-se até aos últimos círculos do subúrbio, a calçada brilha na chuva de Dezembro e ao longo das paredes aparecem formas embrulhadas em panos, cobertores, papelão, aproveitando a zona seca por baixo dos beirais. Contornam por exemplo o edifício-mamute da Caixa Econômica, até à entrada da Caixa Cultural, onde este Verão se pode ver uma exposição sobre os lugares onde Portugal foi buscar negros para a exploração do Brasil: Sankofa: Memória da Escravidão na África. A entrada é gratuita mas num sábado como este, quase frio além de chuvoso, conto mais corpos deitados lá fora do que em pé cá dentro. (mais…)

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Tese de mestrado mostra luta pela liberdade de mulheres escravizadas

Sumaia Villela – Correspondente da Agência Brasil

Alagoas, estado onde surgiu o quilombo mais famoso do Brasil: Quilombo dos Palmares; terra onde viveu e lutou um dos ícones da resistência à escravidão no país, Zumbi. Embora marcada pela presença masculina nas lutas de vida e morte travadas no território contra a escravidão, uma tese de mestrado de um historiador alagoano buscou revelar o outro lado da resistência negra: a de mulheres escravizadas de Maceió, que em seus cotidianos usavam as mais variadas estratégias para conquistar a liberdade e, consequentemente, abalar o sistema escravagista. (mais…)

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Avança candidatura do Cais do Valongo a patrimônio mundial

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Por ser o único ponto de desembarque do tráfico negreiro que restou preservado, o Cais do Valongo, já declarado patrimônio carioca e nacional, deve se tornar patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em setembro, uma comissão do órgão vistoriou o antigo atracadouro e a expectativa é de que em maio o Brasil saiba se são suficientes as condições apresentadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em um dossiê de 400 páginas. A decisão final será anunciada em junho de 2017. (mais…)

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