Conversar com Jason W. Moore (Oregon, 1971) é falar sobre o Capitaloceno, um conceito que ele propôs para “ridicularizar o pensamento autoritário que remonta a Malthus, no final do século XVIII”, onde a superpopulação era a fonte da desigualdade. Para o historiador, geógrafo e professor de sociologia, as mudanças climáticas são responsabilidade da classe capitalista e das 150 corporações transnacionais responsáveis por mais de 70% das emissões globais de carbono e gases de efeito estufa desde 1850. A crise climática, ele conclui, é uma questão trabalhista, uma guerra de classes. (mais…)
genocídio
Ato contra genocídio palestino e guerras promovidas por EUA e Israel, ocorre nesta sexta (27), em SP
Ato atende a convocatória por ações globais entre 21 e 28 de junho, feita pela Assembleia Internacional dos Povos (AIP), em meio à agressão israelo-estadunidense ao Irã
“EUA-Israel, tirem suas garras da Palestina, Irã e toda a região.” Este é o mote central do ato público amplamente unificado que acontece nesta sexta-feira (27), a partir das 11h, em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo. (mais…)
“O genocídio israelense em Gaza não vai parar porque é lucrativo; há pessoas ganhando dinheiro com isso”. Entrevista com Francesca Albanese
A relatora da ONU está prestes a publicar um novo relatório revelando os fatores econômicos que contribuem para o genocídio: “Os Estados devem impor sanções e cortar laços com Israel, mas os bancos também devem parar de investir e as empresas devem parar de lucrar com isso”.
Por Olga Rodríguez, do El Diario, no IHU
Francesca Albanese, Relatora Especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados, conseguiu fazer sua voz ser ouvida em diversas partes do mundo durante estes vinte meses de massacres contínuos em Gaza. Seu relatório, “Anatomia de um Genocídio“, apresentado há mais de um ano, provocou a ira de Israel e abriu caminho para denúncias de crimes em massa contra a população civil palestina. (mais…)
Israel como laboratório da escalada fascista e a segunda Nakba em Gaza. Entrevista especial com Peter Pál Pelbart
Estado de exceção está operativo na Palestina ocupada, onde o genocídio conduzido por Netanyahu, com apoio norte-americano e europeu, é transmitido ao vivo. Retomando Deleuze, a filosofia precisa combater a baixeza de seu tempo e, como diria Nietzsche, intervir nele
Por: Márcia Junges, em IHU
Em 1948, o êxodo de pelo menos 711 mil árabes palestinos em função da Guerra Árabe-Israelense, que está nas origens do surgimento do Estado de Israel, ocasionou o evento histórico que se convencionou chamar de Nakba, palavra que significa catástrofe ou desastre. Na análise do filósofo húngaro radicado há décadas no Brasil, Peter Pál Pelbart, o que ocorre agora com o genocídio conduzido por Netanyahu em Gaza reedita, de modo ainda mais brutal, esse episódio no Oriente Médio. Esta “é uma segunda Nakba. Num certo sentido, pior do que a anterior”. (mais…)
Pode haver saúde mental em tempos de guerra?
Em Gaza, um palhaço faz crianças sorrirem – e, em meio aos escombros, celebram-se casamentos. Não estará na psiquiatria um antídoto para o sofrimento causado por conflitos. Mas, como sugere Franco Rotelli, na resistência da “sensatez do pequeno ato da vida”
Por Cláudia Braga, para a coluna Cuidar das pessoas. Cuidar das cidades
Se eu morrer,
você tem que viver
para contar
a minha história
para vender as minhas coisas
para comprar algum papel
e quaisquer fios,
para fazer uma pipa
(faça-a branca com uma longa cauda)
para que uma criança,
em algum lugar de Gaza,
olhando o céu
nos olhos
em espera por seu pai que
se foi em uma chama
sem se despedir de ninguém
nem mesmo de sua própria carne
nem mesmo de si mesmo
veja a pipa, a minha
pipa que você fez,
voar lá no alto
e pense por um momento
que um anjo está ali
para trazer de volta o amor.
Se eu morrer,
faça com que eu traga esperança
faça com que eu seja uma história!
(Última poesia de Refaat Alareer,
poeta palestino morto em um bombardeio na
Faixa de Gaza em 06 de dezembro de 2023) (mais…)
Assim Israel cava sua própria ruína. Por Luiz Marques
Custo do terror não é apenas moral e geopolítico. O genocídio e a agressão ao Irã desgastam economia. Emergem crise na agricultura, risco de colapso de serviços públicos e êxodo de jovens. E impactos ambientais do belicismo são incalculáveis
Uma solução pacificadora em dois Estados, nos marcos de 1947, aumentaria as chances de Israel se adaptar ao colapso socioambiental em curso. Ao invés disso, o governo de Netanyahu precipita a ruína de seu país. O abismo moral do genocídio, o declínio econômico, a poluição que emana da destruição de Gaza e as bombas retaliatórias do Irã, tudo isso muito ampliado pelos impactos do rápido aquecimento regional, condenam Israel a se tornar em breve um país onde ninguém quererá ou poderá viver. Hoje, 40% dos israelenses consideram emigrar. A emigração já começou e deve se intensificar nos próximos anos. (mais…)
Genocídio em Gaza: palestino que perdeu ao menos 56 familiares parou de contar os mortos
Ramzy Baroud critica omissão global e relata ter parado de contabilizar familiares mortos após perder 56 pessoas
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Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Rafaela de Oliveira | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, citado pela agência WAFA (Agência de Notícias da Palestina), divulgou dados alarmantes na última terça-feira, 17 de junho: mais de 55 mil mortos e 130 mil feridos desde 7 de outubro de 2023. Uma guerra que já ultrapassa os 600 dias, com raízes históricas profundas, e que se expande com novos ataques a outros países do Oriente Médio, como os recentes bombardeios de Israel ao Irã. (mais…)
