O imperialismo americano em convulsão. Por Ladislau Dowbor

800 bases militares espalhadas pelo mundo. Controle dos fluxos de informação essenciais à economia. Violência e tortura contra os inimigos. Três livros mostram como, ainda assim, o poder dos EUA nunca foi tão decadente e vulnerável

Por Ladislau Dowbor, em Outras Palavras

Cold inhumanity
Burning insanity
(Thomas Hood, The Bridge of Sighs, 18441)

Entender o imperialismo americano moderno envolve juntar diversas dimensões, e vale a pena. Queiramos ou não, os Estados Unidos constituem hoje uma ameaça planetária, com as convulsões e reações extremistas de um império em decadência. Nada como os próprios americanos para apresentar as transformações em curso, e queria aqui apresentar três livros que ajudam muito na compreensão das dinâmicas. Apresento uma breve resenha de cada um, pois são muito complementares em termos de construção de uma visão sistêmica. (mais…)

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Nação, soberania política, identidade e cultura. Por Cândido Grzybowski

No Blog Sentidos e Rumos

Estou intrigado conosco mesmo, analistas, ativistas e organizações de cidadania portadoras de perspectiva de transformação democrática ecossocial, para garantir direitos iguais na diversidade como povo brasileiro. Qual o porquê do nosso quase silêncio e falta de reação em relação às questões que o título anuncia? Isto em um contexto explícito de ataque do Trump, presidente dos EUA, à nossa institucionalidade democrática e acordos comerciais se julgando no direito de impor, de forma unilateral, taxação de 50% sobre as nossas exportações a seu país e condenar membros do STF, que estão julgando o líder da extrema direita e seus cúmplices pela tentativa de golpe de Estado e imposição de uma ditadura. (mais…)

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Venezuela: soam tambores de guerra dos EUA

Como Washington usa retórica de “guerra às drogas” para intimidar países e esboçar plano intervencionista contra Caracas? Quais os interesses na região, além do petróleo? Por que Trump prega paz na Ucrânia e arma-se contra América Latina?

Por Nick Corbishley*, no Naked Capitalism | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Os tambores de guerra do Império Americano estão mais uma vez batendo alto e forte na América Latina. (mais…)

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Sanções coloniais: O genocídio sem bombas. Por Vijay Prashad

Estudo mostra: impostos sobretudo pelos EUA, embargos matam meio milhão de civis por ano, mais do que as vidas perdidas em batalhas. A maioria é de crianças e idosos. Geram dor e sofrimento incalculáveis aos países do Sul

No Instituto Tricontinental / Outras Palavras

Aqueles que não vivem em zonas de guerra ou em países sufocados são forçados a viver suas vidas como se não houvesse nada de estranho em relação ao que acontece ao nosso redor. Quando lemos sobre guerra, ela não se conecta às nossas vidas, e muitos de nós queremos parar de ouvir qualquer coisa sobre a miséria humana causada por armas ou sanções. O academicismo do intelectual e o tom calmo do diplomata são silenciados enquanto a bomba e o banco travam uma guerra contra o planeta. Após autorizar a bomba atômica lançada sobre Hiroshima (Japão) em 6 de agosto de 1945, o presidente dos EUA, Harry S. Truman, anunciou no rádio: “Se [os japoneses] não aceitarem agora nossos termos, podem esperar uma chuva de ruína vinda do ar, como nunca se viu na Terra”. (mais…)

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Relatório revela que ameaça de Trump de investigar Brasil atende a Big Techs

Grupo financiado por empresas como Google, Meta e Amazon produziu relatório que pode orientar investigação contra Brasil

Por Natalia Viana | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Um grande grupo de lobby financiado pelas Big Techs dos Estados Unidos (EUA) – que tem como membros Google, Meta, Microsoft, Amazon, Uber, Apple, Pinterest e E-Bay -, está ligado à ameaça de Donald Trump de investigar práticas comerciais do Brasil. A investigação foi anunciada junto à decisão de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros. (mais…)

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Como funciona o poderoso lobby sionista. Por Ed McNally

Como explicar o incansável e desastroso apoio do Ocidente e da mídia a Israel? O lobby israelense desempenha um papel fundamental, persuadindo os políticos de que o apoio a Israel ainda é do interesse estratégico de seus países.

Por Ed McNally / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Em 2017, um diplomata israelense em Londres foi gravado exigindo medidas contra Alan Duncan, então ministro das Relações Exteriores britânico. Logo depois, Duncan foi informar o secretário executivo do departamento sobre a revelação, relembrando a conversa em seu diário: “Eu o lembrei, em tom de brincadeira […] do que eu disse a ele no meu primeiro dia como ministro. ‘Simon […] eu não te contei? O CFI [Conservadores Amigos de Israel] e os israelenses acham que controlam o Ministério das Relações Exteriores. E controlam!’” (mais…)

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Uma guerra imprevisível. Por Valerio Arcary

A guerra contra o Irã revela a ilusão da invencibilidade: mesmo nações poderosas aprendem, tarde demais, que a soberania não se destrói com bombas, mas se fortalece na resistência de um povo. A história julgará não apenas os vencedores, mas os que calaram quando era preciso falar

Em A Terra é Redonda

“Duas coisas indicam fraqueza. Calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se (Provérbio persa).

“Meia verdade é sempre uma mentira inteira” (Provérbio chinês).

1.

A história ensina que nenhum Estado é invencível. Nunca se sabe como vai terminar uma guerra quando ela começa. Ninguém pode antecipar o desenlace da guerra iniciada por Israel contra Irã, apesar do ataque dos EUA, que abriu o caminho para um comprometimento norte-americano irreversível. (mais…)

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