Venezuela: soam tambores de guerra dos EUA

Como Washington usa retórica de “guerra às drogas” para intimidar países e esboçar plano intervencionista contra Caracas? Quais os interesses na região, além do petróleo? Por que Trump prega paz na Ucrânia e arma-se contra América Latina?

Por Nick Corbishley*, no Naked Capitalism | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Os tambores de guerra do Império Americano estão mais uma vez batendo alto e forte na América Latina. (mais…)

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Sanções coloniais: O genocídio sem bombas. Por Vijay Prashad

Estudo mostra: impostos sobretudo pelos EUA, embargos matam meio milhão de civis por ano, mais do que as vidas perdidas em batalhas. A maioria é de crianças e idosos. Geram dor e sofrimento incalculáveis aos países do Sul

No Instituto Tricontinental / Outras Palavras

Aqueles que não vivem em zonas de guerra ou em países sufocados são forçados a viver suas vidas como se não houvesse nada de estranho em relação ao que acontece ao nosso redor. Quando lemos sobre guerra, ela não se conecta às nossas vidas, e muitos de nós queremos parar de ouvir qualquer coisa sobre a miséria humana causada por armas ou sanções. O academicismo do intelectual e o tom calmo do diplomata são silenciados enquanto a bomba e o banco travam uma guerra contra o planeta. Após autorizar a bomba atômica lançada sobre Hiroshima (Japão) em 6 de agosto de 1945, o presidente dos EUA, Harry S. Truman, anunciou no rádio: “Se [os japoneses] não aceitarem agora nossos termos, podem esperar uma chuva de ruína vinda do ar, como nunca se viu na Terra”. (mais…)

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Relatório revela que ameaça de Trump de investigar Brasil atende a Big Techs

Grupo financiado por empresas como Google, Meta e Amazon produziu relatório que pode orientar investigação contra Brasil

Por Natalia Viana | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Um grande grupo de lobby financiado pelas Big Techs dos Estados Unidos (EUA) – que tem como membros Google, Meta, Microsoft, Amazon, Uber, Apple, Pinterest e E-Bay -, está ligado à ameaça de Donald Trump de investigar práticas comerciais do Brasil. A investigação foi anunciada junto à decisão de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros. (mais…)

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Como funciona o poderoso lobby sionista. Por Ed McNally

Como explicar o incansável e desastroso apoio do Ocidente e da mídia a Israel? O lobby israelense desempenha um papel fundamental, persuadindo os políticos de que o apoio a Israel ainda é do interesse estratégico de seus países.

Por Ed McNally / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Em 2017, um diplomata israelense em Londres foi gravado exigindo medidas contra Alan Duncan, então ministro das Relações Exteriores britânico. Logo depois, Duncan foi informar o secretário executivo do departamento sobre a revelação, relembrando a conversa em seu diário: “Eu o lembrei, em tom de brincadeira […] do que eu disse a ele no meu primeiro dia como ministro. ‘Simon […] eu não te contei? O CFI [Conservadores Amigos de Israel] e os israelenses acham que controlam o Ministério das Relações Exteriores. E controlam!’” (mais…)

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Uma guerra imprevisível. Por Valerio Arcary

A guerra contra o Irã revela a ilusão da invencibilidade: mesmo nações poderosas aprendem, tarde demais, que a soberania não se destrói com bombas, mas se fortalece na resistência de um povo. A história julgará não apenas os vencedores, mas os que calaram quando era preciso falar

Em A Terra é Redonda

“Duas coisas indicam fraqueza. Calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se (Provérbio persa).

“Meia verdade é sempre uma mentira inteira” (Provérbio chinês).

1.

A história ensina que nenhum Estado é invencível. Nunca se sabe como vai terminar uma guerra quando ela começa. Ninguém pode antecipar o desenlace da guerra iniciada por Israel contra Irã, apesar do ataque dos EUA, que abriu o caminho para um comprometimento norte-americano irreversível. (mais…)

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Vietnã, 50: A Grande Vitória. Capítulo 5

A quinta parte de nossa série sobre a heroica tomada de Saigon, em 1975. Debilitado e sem dinheiro de Washington, governo fantoche do Sul tentou resistir. Mas revolucionários arquitetaram uma brilhante investida final que, enfim, reunificou o país

por Daniel M. Huertas, em Outras Palavras

Capítulo 5 – Do Acordo de Paris à queda de Saigon (1973-1975)
“Esta será a mensagem final da estação de Saigon. Foi uma luta longa e perdemos. […] Aqueles que não conseguem aprender com a história são forçados a repeti-la. Esperemos que não tenhamos outra experiência no Vietnã e que tenhamos aprendido nossa lição. Saigon desligando” (mensagem derradeira de Thomas Polgar, chefe da estação de Saigon da CIA, um dos últimos estadunidenses a deixar a cidade de helicóptero) [1]. (mais…)

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Vietnã, 50: “O horror, o horror”. Capítulo 3

Terceiro texto da série sobre a vitória contra os EUA. O três milhões de vietnamitas mortos; a maioria, civis. O Massacre de My Lai que chocou até soldados americanos. O agente laranja que ainda adoece a população. E vários outros crimes de guerra transmitidos ao vivo e a cores…

por Daniel M. Huertas, em Outras Palavras

Capítulo 3 – Ao vivo e a cores: a brutalidade da agressão do imperialismo dos Estados Unidos [1]

“A tecnologia tornava suas vítimas invisíveis, como não podiam fazer as pessoas evisceradas por baionetas ou vistas pelas miras de armas de fogo. Diante dos canhões permanentemente fixos da Frente Ocidental estavam não homens, mas estatísticas – nem mesmo estatísticas reais, mas hipotéticas, como mostraram as “contagens de corpos” de baixas inimigas durante a guerra americana no Vietnã. Lá embaixo dos bombardeios aéreos estavam não as pessoas que iam ser queimadas e evisceradas, mas somente alvos” (Eric Hosbsbawm) [2]. (mais…)

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