Cena política é concebida para ser machista. Entrevista especial com Luciana Panke

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

A representatividade feminina na política é ainda um dos grandes desafios do sistema democrático. Muitos partidos rifam as vagas para mulheres apenas para cumprirem a cota mínima exigida pela legislação. Não obstante, quando consegue ultrapassar essas barreiras e chega a ser eleita, a mulher tem de enfrentar um ambiente de homens, concebido para ser masculino. Mas se engana quem pensa que essa é uma realidade apenas brasileira. A professora Luciana Panke foi pesquisar mulheres na cena política de países da América Latina e constatou: “ainda que alguns países sejam mais machistas que outros, todos eles oferecem as mesmas barreiras para as mulheres que querem entrar na política”.

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Vídeo documentário mostra a história de luta de mulheres nordestinas contra a cultura do machismo

No chão da Bahia e de Sergipe, elas percorreram caminhos de libertação, empoderamento, resistência, denúncia e anúncio

Por Jucelene Rocha, da Cáritas Brasileira, na ASA

“O machismo até hoje ainda existe. Eu via nas reuniões de mulheres… eu via as mulheres chorar com um menino pequeno e dizer, — fazer como diz a história, vocês me desculpem que eu vou falar mesmo —, e dizer que pra ela ir pra aquele encontro, pra aquela reunião foi obrigado ela servir ao marido tantas vezes na noite, que era pra ela não ter vontade para os outros. Pense, uma mulher servir a um homem no desejo dele três, quatro vezes numa noite pra poder sair? É muito difícil”. Relata no filme Sem medo de ser mulher, a veterana nas lutas femininas, Maria Faraildes Alves Dantas, 83 anos, moradora de Brejo Grande, município do estado de Sergipe. (mais…)

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CPT Bahia realiza formação de lideranças sobre relações sociais de gênero e poder em Jacobina (BA)

Por CPT Bahia – Centro Norte

A Comissão Pastoral da Terra – Centro Norte Bahia, realizou entre os dias 19 e 21 deste mês, a 5ª etapa da formação do Curso de Lideranças, o Liderar, no Centro de Educação Integrada (CEI), em Jacobina (BA). A formação teve como tema principal “Relações sociais de gênero e poder” e contou com a participação da arte educadora, agricultora e terapeuta holística Terezinha Bauer. (mais…)

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General diz que “grande parte” de homens de comunidades pobres são bandidos. Por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Após as críticas que recebeu por ter declarado, nesta segunda (17), que ”a partir do momento que a família é dissociada”, por ”agendas particulares que tentam impor ao conjunto da sociedade”, ”áreas carentes”, ”onde não há pai e avô”, apenas ”mãe e avó” transformam-se em ”uma fábrica de elementos desajustados” que tendem a ingressar em ”narcoquadrilhas”, o general da reserva Hamilton Mourão afirmou que fez apenas uma ”constatação”. E trouxe mais um preconceito. (mais…)

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Por que há mulheres que votam em Bolsonaro?

Pela família, pelos valores cristãos, pelos cidadãos de bem: o discurso simples e conservador do candidato convence até quem sofre com o machismo

por Carol Castro, em CartaCapital

“Empoderamento feminino se dá com arma na mão de cidadão de bem”. “Só um candidato preocupado de verdade com a violência contra a mulher propõe castração química para estupradores”. “Sou contra a ideologia de gênero – vai ensinar filho meu a ser gay na escola?” (mais…)

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Médicos cortam e costuram vaginas no parto e estragam a vida sexual das mulheres – uma mutilação genital, segundo especialistas

por Bruna de Lara, em The Intercept Brasil

O corte abaixo da vagina veio sem aviso. A dor que invadiu o corpo de Cema Alves, que paria o segundo filho, era absurda. E, mal havia dado à luz, veio a fisgada da agulha. Sozinha na sala de parto, ela conta ter ouvido um diálogo entre uma enfermeira e o médico Humberto Keiji. “Ela perguntou: ‘Doutor, vai fazer o [ponto] do marido?’ Ele falou: ‘Vou fazer dois pra garantir’”, lembra. (mais…)

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Direito à Creche, luta rebelde

Surgida durante a resistência à ditadura, reivindicação tem caráter antipatriarcal profundo — mas às vezes ignorado. Sugere que cuidado das crianças é tarefa social, não peso nas costas da mãe

Por Maria Amélia de Almeida Teles*, em Outras Palavras

Nos anos de 1970, ainda sob a intensa repressão política da ditadura militar, houve a retomada de alguns movimentos sociais, com articulações mais frequentes de estudantes, sindicalistas, mulheres da periferia e feministas, que lutavam por liberdades democráticas, anistia política, saúde, contra a alta do custo de vida, em defesa da Amazônia, por melhorias nos bairros periféricos e nas condições de trabalho e de vida da população pobre. (mais…)

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Em defesa do acesso das mulheres à matemática

por José Tadeu Arantes, em Agência FAPESP

Em contraste com exposições sobre temas matemáticos altamente abstratos, uma palestra focada na questão social de gênero destacou-se no Congresso Internacional de Matemáticos (International Congress of Mathematicians 2018 – ICM 2018), que se realiza até 9 de agosto no Rio de Janeiro. Foi a fala de Marie Françoise Ouedraogo, professora do Departamento de Matemática da Université de Ouagadougou, em Burkina Faso, e presidente da African Women in Mathematics Association (AWMA).  (mais…)

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