Da humilhação na política externa. Por José Sócrates

A humilhação está por todo o lado. Nas televisões, nos jornais, nas redes sociais. Especialmente nestas, das quais não sabemos ainda como nos podemos defender. A nova violência institucional é a humilhação, como podemos ver sempre que uma informação sobre um processo judicial salta para os jornais sem que o visado tenha a mínima possibilidade de se defender.

A nova moda da sociedade da humilhação é a do insulto gratuito e da acusação não provada. E, no entanto, mesmo nos momentos de maior convulsão social, o exercício diplomático sempre pareceu apartado desta doença fútil da humilhação. Até Trump ganhar as eleições. A partir daí a humilhação parece fazer parte das ferramentas da política externa norte-americana. (mais…)

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O fascio do Tio Sam. Por Eugênio Bucci

A crítica contundente de Roberto Reich ao governo Trump revela um cenário de retrocessos sociais e econômicos, comparando o presidente americano aos ditadores da década de 1930 e alertando para o avanço do fascismo nos EUA

No A Terra é Redonda

Agora, quem usa a palavra “fascismo” para se referir ao governo de Donald Trump é Robert B. Reich, um intelectual sem nenhum histórico de surtos esquerdistas. Longe disso, Robert Reich tem uma trajetória de ponderada coerência. Advogado, foi Secretário do Trabalho (cargo equivalente ao de ministro no Brasil) durante o governo de Bill Clinton, de 1993 a 1997. Era cordial e atencioso no trato com jornalistas – brasileiros, inclusive (mais…)

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Cada povo tem o novo que merece (Nei Lisboa). Por Leonardo Melgarejo

No Brasil de Fato

Parece que algumas máscaras caíram de vez.

Mas isso não significa que podemos relaxar. Ao contrário, precisamos entender os desafios que se agigantam com as vitórias desta semana. E elas não foram pequenas – mas tampouco são definitivas.

Afinal, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que, respeitada a constituição federal, o ajuste no IOF é atribuição do executivo, e isso esvaziou aquele boicote à governabilidade que vinha sendo liderado pela dupla Hugo Motta e Davi Alcolumbre. (mais…)

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Em carta, Michelle Bolsonaro pede trégua a Lula para evitar confronto com os EUA. Por Sergio Alarcon

Na sua Página

Micheque escreveu uma cartinha ao Presidente Lula.
Não creio que ele vá recebê-la – tampouco lê-la.
Aquele tempo grotesco em que o chefe do Executivo saía de moto pelas ruas tentando impressionar mocinhas e “ver se pintava um clima” passou.

Diante da previsível indiferença, Micheque fez o que lhe restava: leu a carta em voz alta, como se se dirigisse à nação. Mas, claro, à sua nação – aquela composta de bajuladores e curiosos em busca de exotismos político-religiosos. Não me encaixo em nenhum desses grupos. Ainda assim, o YouTube, em seu misterioso algoritmo de castigos, resolveu me exibir o vídeo. (mais…)

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Jamil Chade analisa os bastidores da ação dos EUA de Trump contra o Brasil

Publicada originalmente no UOL, com o título “Ideologia, ‘big techs’, China: os bastidores da investida dos EUA ao Brasil”

Por Jamil Chade

Semanas antes da eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro de 2024, o Itamaraty decidiu mandar uma comitiva para a capital americana, Washington. O objetivo era entrar em contato com republicanos e democratas para tentar entender as prioridades políticas de cada grupo, e, assim, levantar as ameaças e oportunidades para o Brasil. (mais…)

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João Batista Damasceno: Entreguistas traidores da pátria!

Em O Dia

Em 1862 o governo inglês promoveu um conjunto de exigências impróprias ao governo imperial brasileiro, dentre elas uma indenização pelo saque da carga de um navio britânico que encalhara no Rio Grande do Sul, a demissão dos militares que haviam prendido uns oficiais ingleses que, bêbados, haviam se metido em arruaça no Rio de Janeiro e um humilhante e formal pedido de desculpas. Apesar de soltos logo depois de identificados, o embaixador inglês William Christie, arrogantemente, exigia que os militares brasileiros que efetuaram a prisão fossem demitidos. Não aceitadas as imposições, embarcações inglesas invadiram as águas nacionais, adentraram na Baía de Guanabara e apreenderam cinco navios brasileiros como indenização pelo que requeriam. (mais…)

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Sobre escolhas difíceis e óbvias. Por Sylvia Debossan Moretzsohn

A ofensa de Trump à soberania nacional pôs em brios a imprensa e estimulou os protestos contra os “inimigos do povo”. Lula reagiu à altura mas é preciso atenção às negociações para as eleições de 2026

No Come Ananás

A gravíssima e ao mesmo tempo estapafúrdia e destrambelhada agressão à soberania nacional expressa na carta de Trump, que o governo brasileiro fez o favor de devolver com a resposta ao mesmo tempo serena e incisiva que o episódio pedia, já foi objeto de muitas análises bem fundamentadas, que exploraram diferentes aspectos dessa ameaça, especularam sobre possíveis consequências e convergiram num ponto: a conclusão de que o efeito foi oposto ao pretendido, fortaleceu Lula e deu mais fôlego às manifestações realizadas em várias capitais na última quinta-feira, 10 de julho, ampliando o protesto originalmente voltado contra o Congresso “inimigo do povo” para incluir o repúdio a essa inusitada ofensa, com direito a queima da bandeira norte-americana, que fez lembrar os velhos tempos da guerra fria e das reações contra o “imperialismo ianque”. (mais…)

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