Posts tagged: Migrantes

Organizações defendem direitos humanos de imigrantes haitianos

Por , 17/01/2012 10:09

“As organizações nacionais e internacionais de apoio às migrações e grupos de pesquisa  sobre as migrações sediados em diferentes universidades brasileiras têm acompanhado com apreensão a realidade enfrentada pelos imigrantes haitianos na fronteira da região norte do Brasil assim como a cobertura dada a essa realidade pela mídia brasileira e internacional.  Alinhados com a necessidade de um tratamento dessa nova realidade como uma questão de direitos humanos, assim como de todos os novos fluxos migratórios que começam a se intensificar na região e no Brasil, elaboramos o manifesto abaixo com um conjunto de sugestões dirigidas ao governo e à sociedade brasileiros na perspectiva de colaborar para um encaminhamento adequado das questões e políticas migratórias no país”, informam Denise Cogo, pesquisadora do  Grupo de Pesquisa Mídia, Cultura e Cidadania do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – RS e Paulo Illes, coordenador do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante – CDHIC. Eis o Manifesto.

MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DE IMIGRANTES HAITIANOS

As organizações nacionais e internacionais de apoio às migrações e grupos de pesquisa e estudo sobre as migrações sediados em diferentes universidades brasileiras têm acompanhado com apreensão a realidade enfrentada pelos imigrantes haitianos na fronteira da região norte do Brasil assim como a cobertura dada a essa realidade pela mídia brasileira e internacional.  Continue lendo… 'Organizações defendem direitos humanos de imigrantes haitianos'»

Construtora recruta haitianos e dribla apagão de mão de obra

Por , 14/01/2012 16:48

Invasão. Haitianos aguardam no Acre legalizar situação no Brasil; país tem índice de desemprego de mais de 60% após terremoto ANNIE MANUELA/ASSESSORIA DE IMPRENSA SEJUDH

Salários oferecidos são de R$ 800; no país de origem seriam de R$ 175

Pedro Grossi

Os imigrantes haitianos, que são um problema social no Acre, podem ser a solução econômica para a falta de mão de obra em outros Estados brasileiros. Ao ver pelo noticiário que muitos haitianos estavam deixando a terra natal para procurar melhores condições de vida e trabalho no Brasil, o gerente de Recursos Humanos da empresa Urb Topo Engenharia, com sede em Contagem, Frederico Morais, viajou até Brasileia, cidade na divisa com a Bolívia e que virou “ponto de acolhimento” dos imigrantes no Acre, em busca de profissionais para preencher vagas há muito pendentes.

“Estamos sofrendo há um tempo por falta de mão de obra, e quando fiquei sabendo que o Brasil estava recebendo esses imigrantes imaginei que seria a oportunidade de fazer um trabalho de relevância social e econômica”, diz.

Os 30 haitianos selecionados pessoalmente por Morais para trabalhar na empresa estão atualmente finalizando o processo de legalização e documentação trabalhista. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, o governo do Estado está intermediando no Ministério do Trabalho a carteira de trabalho dos haitianos e providenciando, gratuitamente, o transporte deles de Brasileia até a capital Rio Branco e, em seguida, até Porto Velho, em Rondônia. Continue lendo… 'Construtora recruta haitianos e dribla apagão de mão de obra'»

Brigada Dessalines: Exploração estrangeira é a causa das dificuldades do Haiti

Por , 13/01/2012 16:25
Luciana Taddeo
Enviada especial a Porto Príncipe*
Do Opera Mundi

 

Agricultores das zonas rurais caminham quilômetros para vender seus produtos na feira

“Vocês são brancos mesmo?”, perguntavam-se os haitianos que se juntavam em grupinhos para vê-los trabalhar e sujar as mãos de terra. O ato de pegar na enxada e se inclinar sobre a plantação para trabalhar na roça, carregar fardos de palha ou tirar água de um poço chamava a atenção dos negros, que paravam para contemplar a cena, abismados e imóveis por 20, 30 minutos.

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Haitianos: ”No momento em que o país acolhe os imigrantes, tem que acolher com dignidade”. Entrevista especial com Patrizia Licandro

“O governo federal resolveu, politicamente, que vai acolher os haitianos e eu apoio essa decisão, mas então tem que criar uma infraestrutura de acolhida”, declara a religiosa. Confira a entrevista.

Irmã Patrizia Licandro vive em Tabatinga, no extremo oeste do Amazonas, e assiste de perto a chegada de vários haitianos que desembarcam na cidade e depois migram para Manaus e outras regiões em busca de emprego e de uma vida mais digna no Brasil. A migração de haitianos para o município, segundo ela, iniciou em 2010, logo após o terremoto que atingiu o país, mas desde junho de 2011 o número de imigrantes que chegam à cidade por mês dobrou. Somente no ano passado foram contabilizados 2.841 haitianos, e na primeira semana de janeiro deste ano 133 novos imigrantes chegaram ao município.

Na tarde da última quarta-feira, às vésperas dos dois anos do terremoto que assolou o Haiti, Ir. Patrizia conversou com a IHU On-Line por telefone e relatou a situação dos 1.400 haitianos que estão em Tabatinga, aguardando uma entrevista com os funcionários da Receita Federal para, então, seguirem viagem até Manaus, onde poderão solicitar a carteira de trabalho e conseguir um emprego formal. “Ao chegarem ao país, eles têm que dormir no chão, no relento, não se alimentam direito e vivem em situação de precariedade. Eles começam a ter doenças respiratórias, sarna, porque as situações higiênicas são muito precárias, transtornos psicológicos, porque eles têm dificuldade de dormir, muita ansiedade e tudo isso contribui para piorar o quadro de saúde”, conta. Continue lendo… 'Haitianos: ”No momento em que o país acolhe os imigrantes, tem que acolher com dignidade”. Entrevista especial com Patrizia Licandro'»

O Racismo da Globo e a Aquiescência do Cardoso

Por , 12/01/2012 17:51

Caros amigos, gostaria de pôr em discussão neste portal a vergonhosa e racista campanha da Globo contra os refugiados haitianos, e a mais vergonhosa ainda resposta do nosso Ministro da Justiça, ratificando a penalização destes refugiados com mais endurecimento na liberação de vistos, reforço na atuação da polícia federal e total inação contra as agressões que estes sofrem no Peru e Bolivia (agressão de agentes oficiais).

Isto demonstra a indiferença do governo brasileiro pelo drama haitiano, que só se preocupou com os holofotes da mídia e do Status de Coordenador da Minustab.

Aliás, aí está a grande contradição, pois a falência da Minustab em reconstruir o Haiti cria esta fuga de refugiados (sim, refugiados, e não clandestinos, como a Globo e o Sr. Cardoso querem), que veem o Brasil como meca para uma melhoria de vida. Continue lendo… 'O Racismo da Globo e a Aquiescência do Cardoso'»

ONU apela para que comunidade internacional mantenha apoio ao Haiti

Renata Giraldi*, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, homenageou as mais de 200 mil pessoas que morrereram no terremoto do Haiti há dois anos. Para ele, é fundamental que a comunidade internacional mantenha o apoio econômico e financeiro ao país, pois a reconstrução ainda é um desafio para as autoridades haitianas, que enfrentam uma epidemia de cólera.

No próximo dia 1º, a presidenta Dilma Rousseff estará em Porto Príncipe, capital haitiana. Na ocasião, ela pretende intensificar a cooperação brasileira ampliando as parcerias nas áreas de saúde – em conjunto com Cuba –, agricultura, capacitação profissional e o apoio à construção da usina hidrelétrica sobre o Rio Artibonite, no Sul do país.

Ban Ki-moon ressaltou os “importantes esforços” obtidos nos últimos dois anos para a reconstrução do país. Mas destacou, porém, que ainda há muitos haitianos que necessitam de ajuda internacional. “Por isso, faço novamente um apelo à comunidade internacional para manter esse apoio vital [ao Haiti]”, disse. Continue lendo… 'ONU apela para que comunidade internacional mantenha apoio ao Haiti'»

Brasil decide controlar entrada de haitianos e limita vistos

Por , 11/01/2012 08:53

Haitianos em busca de um visto provisorio em Brasileia, no interior do Acre. Foto: Gleilson Miranda/Secom/Divulgação

Ministério da Justiça afirma que vai reforçar controle nas fronteiras e limitar a emissão do número de autorizações de trabalho

Wilson Lima, iG Maranhão

Após a chegada de milhares de haitianos ao Brasil no final do ano passado e início de 2012, o governo brasileiro pretende limitar a entrada de novos refugiados no País. Além disso, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o governo brasileiro pretende reforçar a fiscalização nas fronteiras do Brasil com a Bolívia, Peru e Equador. Dados do Ministério da Justiça apontam que 4 mil haitianos entraram de forma ilegal no Brasil.

Depois de uma reunião realizada nesta terça-feira (10) com a presidenta Dilma Rousseff (PT), ficou definido que pelo menos 2,4 mil haitianos que entraram no país receberão seu visto de permanência provisório. Eles vão se juntar aos 1,6 mil que já têm sua situação regularizada. Ao todo, serão 4 mil vistos. Continue lendo… 'Brasil decide controlar entrada de haitianos e limita vistos'»

Secretário destaca responsabilidade social de empresas que contratam haitianos

Por , 03/01/2012 16:03

Marcos Chagas*

Brasília – Empresas brasileiras de construção civil têm buscado em Brasileia (AC) a mão de obra de haitianos que não param de chegar ao país pela fronteira do estado com a Bolívia e o Peru. No próximo dia 9, a empresa mineira URB Topo Engenharia e Construção selecionará em Brasileia metade dos 100 operários que construirão uma fábrica de cimento da Votorantim em Cuiabá (MT).

Outros haitianos com situação regularizada no Brasil já foram contratados para trabalhar em empresas de Porto Velho (RO). Entre elas, algumas que prestam serviços na construção das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, disse à Agência Brasil o secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo do Acre, Nilson Mourão. Empresas de Santa Catarina e São Paulo também já usam a mão de obra dos haitianos em seus quadros. Continue lendo… 'Secretário destaca responsabilidade social de empresas que contratam haitianos'»

Acre pede ajuda federal para assistir refugiados haitianos

Por , 02/01/2012 17:43

Marcos Chagas*

Brasília – O município de Brasiléia, no Acre, vive hoje uma situação caótica e sem qualquer condição de dar o mínimo de assistência aos refugiados haitianos que chegam todos os dias à cidade de 30 mil habitantes, onde 15 mil residem na área urbana. O “caos está instalado”, disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, além do que já fez, o governo estadual não tem mais condições de dar qualquer assistência aos 1.250 haitianos que estão na cidade.

Para o secretário, a tendência é esse número aumentar. “Hoje, em Brasiléia, temos 1.250 haitianos, e estão chegando mais. Não se tem controle sobre a situação. Agora, imagine um número desses em uma cidade que tem 30 mil habitantes.”

Mourão disse que o Acre chegou ao limite financeiro de gastos e necessita de apoio imediato do governo federal que, segundo ele, não tem dado a assistência necessária para resolver o problema. De acordo com o secretário, desde o ano passado, o estado vem requerendo ao governo federal apoio financeiro e ajuda de pessoal especializado. Ele informou que, até o momento, o governo do Acre recebeu apenas 14 toneladas de alimentos doadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Continue lendo… 'Acre pede ajuda federal para assistir refugiados haitianos'»

Para barrar haitianos, Brasil tenta acordos com serviços secretos

Por , 26/12/2011 14:00

Agência Brasileira de Inteligência e Polícia Federal acionam parceiros de países da ‘rota haitiana’ para tentar conter imigração ilegal. Rota é operada por ‘coiotes’ que cobram dois mil dólares por pessoa e já exploram imigrantes árabes e asiáticos. ‘É preciso encontrar solução urgente’, diz presidente do comitê de refugiados.

Najla Passos

BRASÍLIA – A Agência Brasileira de Informação (Abin) e a Polícia Federal (PF) estão buscando a cooperação de serviços secretos de outros países latinoamericanos para tentar desbaratar a quadrilha responsável por facilitar a entrada ilegal de haitianos no país, por meio da fronteira com a Bolívia e com o Peru.

“Temos que acabar com o tráfego de pessoas e impedir que a atuação criminosa dos ‘coiotes’ se estabeleça na região”, diz a coordenadora-geral da Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, Mírian Medeiros da Silva.

‘Coiotes’ são os operadores da rota de imigração ilegal do Haiti para o Brasil. O principal roteiro deles passa pela República Dominicana, vizinha do Haiti, e atravessa Equador, Peru e Bolívia, até chegar ao Brasil. Continue lendo… 'Para barrar haitianos, Brasil tenta acordos com serviços secretos'»

Brasil, a esperança para imigrantes ilegais haitianos

Rota de imigração ilegal pela região norte atrai milhares de haitianos em fuga da miséria e falta de perspectiva. Em Brasileia, no Acre, abrigo de imigrantes produz ‘calamidade pública’. Capital do Amazonas, Manaus torna-se também ‘capital haitiana’ no Brasil, uma referência por liderar forças de paz da ONU. Tropas começam a sair em março.

Najla Passos

BRASÍLIA – Brasileia é uma pequena cidade de 20 mil habitantes cravada no sul do Acre, na fronteira com a Bolívia. É bem provável que a imensa maioria dos brasileiros jamais tenha ouvido falar dela. Fora das fronteiras locais, porém, o município faz sucesso. A cidade é a porta de entrada no Brasil de uma rota de imigração ilegal de haitianos para o país.

Hoje, a cidade hospeda 810 haitianos. Uma população que, fugida de um dos lugares mais pobres do mundo, e onde o Brasil é uma referência por comandar tropas de paz das Nações Unidas, sonha com a cidadania brasileira, que lhes daria o direito de trabalhar, de estudar, de usufruir o Sistema Único de Saúde (SUS), enfim, de viver legalmente no país. Continue lendo… 'Brasil, a esperança para imigrantes ilegais haitianos'»

“Temos de tomar partido na luta contra o racismo”

Por , 22/12/2011 10:36

Gaby Ochsenbein, swissinfo.ch /Adaptação: Alexander Thoele

Georg Kreis está se retirando do cargo de presidente da Comissão Federal contra o Racismo (EKR) após 16 anos de atuação. Em entrevista à swissinfo.ch, o historiador suíço declara que o ambiente na Suíça se tornou mais “pesado” e que o tratamento “duro” em relação aos outros é visto até como “qualidade”.

swissinfo.ch: Durante 16 anos o senhor presidiu a Comissão Federal contra o Racismo (EKR). Qual foi seu maior sucesso na luta compra o racismo?

Georg Kreis: Nosso maior sucesso foi e continua sendo o fato das pessoas levarem mais a sério o problema do racismo desde 1996. Essa seriedade manifesta-se, em parte, de uma forma incorreta, mesmo que apenas de um ponto de vista superficial: o que posso dizer ou até que ponto posso ir sem ser condenado? Ao invés disso, deveríamos nos orientar para saber o que é positivo para a convivência das pessoas e o que podemos impingir a nossos concidadãos ou não.

swissinfo.ch: A observação do ambiente político no país faz parte das funções da EKR. Em que pé está a opinião pública em relação à população estrangeira?

G.K.: O clima em relação aos estrangeiros, aos “outros”, se tornou claramente pior. Essa justaposição do “eu e os outros” ou “nós e os outros” se tornou mais pontual. Fica muito claro que a desvalorização dos outros se dá para a valorização pessoal. Continue lendo… '“Temos de tomar partido na luta contra o racismo”'»

Escalabrianos denuciam aumento do racismo na Europa

Por , 19/12/2011 10:32

Roma (RV) – A Rede Internacional Scalabrini para as Migrações denuncia “o aumento do racismo, da discriminação e da xenofobia na Europa, em grave crise econômica e de valores”.

Em nota por ocasião do XI Dia Internacional dos Migrantes, promovido pelas Nações Unidas este domingo (18), os escalabrinianos referem que este aumento de racismo é motivado “por ideologias sem humanismo e sem Deus e por políticas securitárias e economicistas”.

A rede denuncia ainda os meios de comunicação e a opinião pública que estigmatizam o estrangeiro, colocando em perigo a vida dos cidadãos, especialmente dos migrantes, como aconteceu recentemente na Itália, em alusão ao assassinato em Florença, na semana passada, de dois senegaleses.

A Rede Internacional Scalabrini para as Migrações, presente em 33 nações, une-se a todas as organizações da sociedade civil, “para que os valores do Evangelho, a dignidade da pessoa, a transcendência, a solidariedade e a fraternidade sejam fermento eficaz para a unidade da família humana”. Continue lendo… 'Escalabrianos denuciam aumento do racismo na Europa'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.