Dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Paulo Rodrigues analisa cem primeiros dias de governo; ele prevê aumento da criminalização contra movimentos do campo e da truculência policial contra trabalhadores
Alvo de Bolsonaro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) repensa suas estratégias de luta. Em entrevista ao De Olho nos Ruralistas, um dos dirigentes nacionais do movimento, João Paulo Rodrigues, conta que o movimento perdeu 15% da sua base em acampamentos pelo Brasil, diante das perspectivas do governo Bolsonaro – e do receio decorrente. O fim da reforma agrária e o medo da violência motivou a desarticulação: a violência policial, a dos próprios latifundiários e a dos apoiadores do presidente, agora com acesso facilitado à posse de armas.
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