Jaider Esbell: “Arte indígena desperta uma consciência que o Brasil não tem de si mesmo”

Artista plástico foi encontrado morto nesta terça-feira (2) em São Paulo. Há duas semanas, Esbell conversou com o BdF

Por Caroline Oliveira e Raquel Setz. no Brasil de Fato

O artista plástico Jaider Esbell, indígena da etnia Makuxi, de Roraima, foi encontrado morto nesta terça-feira (2), na capital paulista. O motivo da morte ainda não foi divulgado. 

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Mészáros e a obra de sua vida. Por Ivana Jinkings

Conforme desejo expresso por István Mészáros, a primeira edição mundial do mais ambicioso projeto de sua vida já está em pré-venda pela Boitempo: Para além do Leviatã: crítica do Estado. Pensado inicialmente para uma publicação em três volumes, apenas o primeiro foi parcialmente concluído em razão do falecimento do autor em outubro de 2017. A seguir, publicamos a apresentação do livro feita por Ivana Jinkings, editora e fundadora da Boitempo, além de amiga de longa data do filósofo húngaro.

No blog da Boitempo

Para além do Leviatã é o décimo sexto livro de István Mészáros que a Boitempo publica. Um livro póstumo, editado a partir de seus originais e de anotações que fez ao longo das pesquisas sobre o Estado. As obras desse marxista húngaro radicado na Inglaterra, um dos maiores filósofos que a tradição materialista histórica produziu, marcam profundamente a trajetória da editora. Não tenho como escrever uma apresentação a frio.

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Cicatrizes da pandemia: Saúde mental em perigo

Nas pessoas que não necessitavam de cuidados profissionais antes da pandemia, o confinamento e a crise econômica despertaram emoções como angústia e ansiedade, levando à depressão. Aumentaram as consultas psiquiátricas e os pensamentos suicidas. O consumo de álcool e drogas, legais e ilegais, apareceu como um refúgio para anestesiar esse sofrimento

Por Ciper, El Pitazo, El Surti, Red / Acción, Ponte Jornalismo, Posta e Connectas, na Ponte

Clara Scalise entrou, em questão de semanas, em um túnel doloroso mesmo sem ter contraído o coronavírus. Seu mundo se transformou em uma cama, um pijama e um enxame de ideias que só a faziam afundar mais e mais. Como tantas outras pessoas na América Latina, a argentina caiu em uma profunda depressão quase sem perceber. O confinamento a encontrou solitária, perturbada e desmotivada como nunca. Aos 22 anos, não tinha mais esperança de encontrar o namorado, que morava na Inglaterra, porque as fronteiras estavam fechadas. E já não tinha motivos para cursar ciências políticas na faculdade.

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Souza versus Souza: a luta contra a homofobia no vôlei. Por Sérgio Miguel Buarque*

Newsletter do Marco Zero

Um é homofóbico, posa nas fotos fazendo arminha para Bolsonaro e destila todo tipo de preconceito e discurso de ódio nas redes sociais. O outro é gay assumido, defende os direitos humanos com um discurso engajado e progressista. Um está em vias de encerrar a carreira, o outro está brilhando cada vez mais nas quadras. Nos últimos cinco anos, Maurício Souza e Douglas Souza jogaram juntos e ganharam muitos títulos, no Taubaté e na seleção brasileira de vôlei. Mas, embora vestissem a mesma camisa, nunca foram do mesmo time. Nessa semana, a tensão aumentou e a diferença entre os dois souzas explicitou um problema histórico do vôlei profissional brasileiro e que sempre ficou escondido: a homofobia.

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Boaventura: o poder cru e o poder cozido

As duas versões implicam diferentes formas de exercício de poder e suscitam diferentes tipos de resistências e de resistentes. Mas, ao contrário do que pode sugerir a metáfora culinária, não há qualquer sequência entre o cru e o cozido”

Por Boaventura de Sousa Santos, no Outras Palavras

Inspirando-me livremente num dos binarismos que subjazem às Mitológicas de Leví-Strauss, sugiro que as formas de poder que dominam nas sociedades tendem a ter uma versão cozida e uma versão crua. As duas versões implicam diferentes formas de exercício de poder e, reciprocamente, suscitam diferentes tipos de resistências e de resistentes. Ao contrário do que pode sugerir a metáfora culinária, não há qualquer sequência entre o cru e o cozido. As duas versões coexistem, podem ser acionadas alternativa ou conjuntamente e o domínio relativo de uma ou outra depende dos contextos sociais, econômicos, políticos e culturais em que o exercício do poder ocorre.

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Segurança pública e racismo são temas de seminário promovido pelo MPF

Evento online ocorrerá em 26 de outubro, com a participação de membros do MPF, especialistas, representantes das Polícias e de organizações da sociedade civil

 A Câmara de Sistema Prisional e Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (7CCR/MPF) realiza, em 26 de outubro, o seminário “Segurança Pública e Racismo: Conhecer para Enfrentar”. O evento é promovido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) contra o Racismo na Atividade Policial e tem o objetivo de discutir práticas discriminatórias e sua interferência nas atividades de segurança pública, além de debater causas, efeitos e formas de superar o problema. O seminário será 100% online, via Plataforma Zoom e com transmissão ao vivo pelo canal do MPF no Youtube (www.youtube.com/canalmpf). Está prevista a participação de membros do Ministério Público, especialistas na temática, representantes das Polícias Federal, Rodoviária Federal e de organizações da sociedade civil.

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Devagar, lá se vai a cidade. Por Elaine Tavares

No Palavras insurgentes

Passo pela via expressa sul todos os dias em direção ao trabalho. Não gosto daquela via rápida, que nos impede de ver. Sempre preferi a Costeira, com seu velho cais, com a visão das moradas e as figuras dos personagens diários que assomam: o velhinho limpando a calçada, o papai-noel, a senhora à janela, os cachorros. A cidade descortinada no seu existir humano. Mas, o busão vai na Expressa e tudo o que posso fazer é olhar o vazio que se forma em volta. Não é de hoje que eu digo ao meu companheiro: “não vai demorar e estão vendendo tudo isso aqui, como fizeram na beira-mar”. Digo isso com profunda tristeza porque o que pode se erguer ali são prédios de alto padrão. A vista para o mar outra vez retirada das gentes comuns. 

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