Nas pessoas que não necessitavam de cuidados profissionais antes da pandemia, o confinamento e a crise econômica despertaram emoções como angústia e ansiedade, levando à depressão. Aumentaram as consultas psiquiátricas e os pensamentos suicidas. O consumo de álcool e drogas, legais e ilegais, apareceu como um refúgio para anestesiar esse sofrimento
Por Ciper, El Pitazo, El Surti, Red / Acción, Ponte Jornalismo, Posta e Connectas, na Ponte
Clara Scalise entrou, em questão de semanas, em um túnel doloroso mesmo sem ter contraído o coronavírus. Seu mundo se transformou em uma cama, um pijama e um enxame de ideias que só a faziam afundar mais e mais. Como tantas outras pessoas na América Latina, a argentina caiu em uma profunda depressão quase sem perceber. O confinamento a encontrou solitária, perturbada e desmotivada como nunca. Aos 22 anos, não tinha mais esperança de encontrar o namorado, que morava na Inglaterra, porque as fronteiras estavam fechadas. E já não tinha motivos para cursar ciências políticas na faculdade.
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