O ônibus e o navio negreiro

“O ônibus é ruim porque é como se ele não transportasse pessoas, ainda há uma conexão com o navio negreiro”. Nesta entrevista, Luana Costa – comunicadora popular especialista em Mobilidade Sensível a Raça e Gênero que atua na assessoria de mobilização social no Movimento Nossa BH – fala de como nossos sistemas de transporte público são reflexo do racismo da nossa sociedade. Luana cobra a participação dos usuários nas decisões para que suplantemos este e outros problemas que tolhem o direito de acesso e usufruto da cidade pelos cidadãos. 

Tatiane Matheus*, no Climainfo

“Temos um histórico de mais de 400 anos de escravização e é impossível negar que essa tradição escravocrata não se espelha em modelos de formação das cidades”, comenta a comunicadora popular Luana Costa, ainda no início de nossa conversa sobre mobilidade urbana e racismo ambiental. Em Belo Horizonte, alguns movimentos populares estão refletindo sobre a conexão da mobilidade urbana e da emergência climática com as questões de raça e de gênero.

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Após quebrar pedras sob viaduto, padre Júlio leva flores a população de rua

Sacerdote da Pastoral do Povo da Rua participou de ato em viaduto onde a Prefeitura de São Paulo havia colocado pedras para expulsar os moradores de rua e pediu uma ‘cidade mais humana’

Na Ponte

Quatro dias após arrancar a marretadas algumas das pedras fincadas pela Prefeitura da cidade de São Paulo sob o Viaduto Antonio de Paiva Monteiro, na Avenida Salim Farah Maluf, zona leste da capital paulista, o padre Júlio Lancellotti, sacerdote da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, espalhou e cobriu o concreto cinza do local com diversas flores coloridas neste sábado (6/2).

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Em Salvador, mulheres não se sentem seguras para circular pela cidade

Medo de sofrer violência sexual, racismo e LGBTfobia além de péssimas condições de transporte são algumas das reclamações ouvidas pela reportagem

Por Giovanna Hemerly, Larissa Costa, na Pública

“Eu era mais corajosa quando era mais nova, porque tinha essa ideia de que a cidade precisa ser ocupada, e ocupada  por mulheres. Mas fui assaltada duas vezes e nas duas vezes houve ameaça de estupro. Eu comecei a ter um certo pavor de andar sozinha”, relata Inajara Salles, estudante universitária e moradora da região metropolitana de Salvador.

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Obras e pé na porta: Ocupação Policial é o ‘novo normal’ no Complexo do Viradouro, em Niterói

Esta é nossa matéria mais recente sobre o novo coronavírus e seus impactos sobre as favelas.

Por Tatiana Lima, no Rio On Watch

Moradores do Complexo do Viradouro, em Niterói, foram surpreendidos com o desafio de viver em meio à pandemia da Covid-19 com um outro “novo normal”: o de uma ocupação policial. Desde 19 de agosto, eles estão sob tutela do Comando de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Ações com Cães (BAC), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Mesmo diante da ADPF 635, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as operações policiais em favelas do estado do Rio de Janeiro durante a pandemia da Covid-19.

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Em Brasília, a “capital do carro”, trabalhadores sofrem com má qualidade do transporte público

Falta de mobilidade urbana em Brasília, agravada por redução de frota durante a pandemia, expõe ao contágio população que mora fora do Plano Piloto; densidade demográfica em Ceilândia é de 129 habitantes por hectare, enquanto no Plano Piloto cai para 20

Por Ana Laura Pinheiro, Isadora Martins, Millena Campello, Agência Pública

Apesar de os primeiros casos de Covid-19 na capital federal terem sido confirmados no Plano Piloto, hoje o epicentro encontra-se na periferia. A região administrativa com maior número de casos e de mortes é Ceilândia, que fica, em média, a 30 quilômetros do centro de Brasília. Uma das causas apontadas por especialistas para o aumento do número de infectados na região é o transporte público. “Já está mais do que discutido que a transmissão da Covid-19 ocorre por aglomeração, que é exatamente o que transporte coletivo faz, afirma a infectologista Eliana Bicudo. 

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Em plena pandemia, famílias são removidas sem direito à defesa em Guaianases, na Cidade de São Paulo

Esta é nossa matéria mais recente sobre o novo coronavírus e seus impactos sobre as favelas.

Por  Lucas Veloso, no Rio On Watch

Na periferia da capital paulista, a pandemia não impediu reintegrações de posse. No dia 16 de junho, a Polícia Militar chegou em um terreno chamado Roseira, em Guaianases, no extremo leste da cidade de São Paulo para executar uma determinação judicial e desalojar cerca de 900 pessoas que estavam morando no terreno. Segundo moradores do local, os agentes chegaram de madrugada, às duas horas, e por volta das seis horas da manhã, os barracos onde as pessoas viviam foram derrubados durante a reintegração de posse.

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MPF realiza consulta pública sobre temas prioritários após encontro com movimentos sociais na Baixada Fluminense

Objetivo é a escuta dos movimentos e aprofundamento do debate para a definição de estratégias de atuação e de interação permanentes

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) da Baixada Fluminense lançou nesta sexta (02) uma consulta pública para ouvir os movimentos sociais e as entidades de direitos humanos da região sobre os principais anseios e pautas que desejam ver analisados pelo órgão. A consulta poderá ser respondida até 30 de julho pelo e-mail [email protected]. Na mensagem, considerando os eixos temáticos definidos após o encontro com movimentos sociais, os interessados deverão responder a quatro questões para subsidiará a elaboração de planos de atuação.Os eixos temáticos são:- Direito à Cidade; – Direito à moradia e à reforma agrária- Segurança pública e perspectiva antirracista; – Proteção socioambiental, grilagem e biodiversidade As questões que deverão ser respondidas são as seguintes:

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