O direito à cidade e a redução das desigualdades: o caso do bairro Mãe Luiza – RN. Um outro olhar sobre a periferia. Entrevista especial com Ion de Andrade

Desde sua vivência na periferia de Natal, no Rio Grande do Norte, médico articula rede de inclusão social que garanta infraestrutura e lazer, demandas daquela população. Para ele, são bases para qualidade de vida da população e redução das desigualdades

Por: João Vitor Santos, em IHU

Em um contexto de empobrecimento e volta da fome ao Brasil, falar em lazer e direito à cidade parece utópico. Correto? Não. “Ao falar em Direito à Cidade estamos também falando sobre saúde em sentido amplo, enquanto bem-estar físico, mental e social. E, ao consolidar conquistas na área do direito à cidade, galgaremos também melhores indicadores de Saúde Pública”, defende o médico Ion de Andrade.

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Raquel Rolnik: a outra Semana de 22

Enquanto as elites viviam efervescências culturais, os territórios proletários se insurgiam contra a exploração, a carestia e os aluguéis abusivos. Cem anos depois, luta pelo direito à moradia ainda sacode a rica (e desigual) São Paulo…

Por Raquel Rolnik,* no LabCidade

O ano do centenário da Semana de Arte Moderna tem trazido uma oportunidade de revisitar esse momento. Então me pergunto: enquanto no interior do campo das elites intelectuais paulistanas se vivia toda a efervescência cultural da semana de 22, o que estava acontecendo, do ponto de vista cultural e político, nos territórios populares da cidade de São Paulo?

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Desigualdades, segregações e relações de poder: um retrato das cidades brasileiras e o desafio da justiça socioespacial e socioambiental. Entrevista especial com Anderson Kazuo Nakano

Professor demonstra como, desde 1500, a ocupação de terras se dá por interesses escusos, marginalizando aqueles que têm e sempre tiveram direito a um chão

Por: João Vitor Santos, em IHU

Desde a chegada do primeiro estrangeiro no Brasil, seja ele um náufrago, degredado ou colonizador, o uso da terra está envolto em exclusão e marginalização. “A história do Brasil após 1500 é marcada por diversas formas de produção do espaço baseadas em apropriações por meio de invasões, conquistas e ocupações de terras realizadas por diferentes grupos populacionais que já viviam aqui ou que chegaram da Europa e de outras partes do mundo”, reitera o demógrafo e professor Anderson Kazuo Nakano, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Por uma revolução no Direito à Cidade

Enorme atraso urbanístico do Brasil exige resposta inovadora. Como na Espanha pós-franquista, é preciso criar equipamentos múltiplos, em especial nas periferias. Somarão cultura, esporte e fruição da vida. Promoverão intensa participação popular

Por Ion de Andrade, em Outras Palavras

Um dos maiores gargalos no processo de desenvolvimento social do Brasil é a não oferta crônica de equipamentos coletivos capazes de responder às necessidades de toda sorte situadas fora da esfera da Saúde e da Educação, áreas em que tal oferta ocorre tão somente em decorrência de conquistas sociais que as tornaram obrigatórias por lei.

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Com surto de covid e 26 pessoas em isolamento, Quilombo Santa Luzia pede ajuda

Quilombo Santa Luzia acolhe pessoas que estavam nas ruas em situação de vulnerabilidade. 12 já testaram positivo para covid

Por Marco Weissheimer, no Sul21

Um surto de covid atingiu o Quilombo Santa Luzia, localizado no Jardim Cascata, zona sul de Porto Alegre. Segundo Morgana Alves, liderança do Quilombo, 12 pessoas já testaram positivo para covid-19. Ao todo, 26 pessoas que vivem e trabalham ali entraram em um período de isolamento, de pelo menos dez dias, a partir da confirmação, sexta-feira (7), dos primeiros casos de contaminação pelo vírus.

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Padre Júlio Lancellotti: o que é a arquitetura ‘antipobres’ denunciada por religioso em São Paulo

Por Felipe Souza, na BBC News Brasil

Pedras, grades e espetos de ferro. Esses objetos foram inseridos na arquitetura de diversas construções e equipamentos públicos em diversas cidades do Brasil, como São Paulo e Florianópolis, para evitar a presença e permanência dos mais pobres, principalmente os moradores de rua.

Há meses, o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações.

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Os brasileiros que sobrevivem com comida de porco e água suja: ‘Um balde para seis tomarem banho’

Por Josué Seixas, de Maceió (AL) para a BBC News Brasil

Williams Tavares, de 19 anos, interrompe o telefonema com a reportagem para ajudar uma mulher e uma criança a transportar água para dentro da comunidade Muvuca, no Vergel do Lago, uma das regiões mais pobres de Maceió, capital de Alagoas. Ele retorna à ligação ofegante.

“Aqui, tudo é precário. Se em alguns dias falta o dinheiro até mesmo para comprar o pão ou a mistura, o que dá para fazer quando falta a água de beber ou de tomar banho?”, diz Páscoa, como o morador da comunidade é conhecido.

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