Educação em ruínas: A terceirização da merenda e o desmonte da educação pública

Os projetos de paceria público-privada e de terceirização trazem para a escola uma visão corporativa e lucrativa, que é essencialmente incompatível com a ideia de uma educação pública universal, gratuita, de qualidade e gerida democraticamente

Por Ricardo Normanha, no blog da Boitempo

A recente repercussão da notícia de que escolas municipais de São Paulo estão proibindo a repetição na merenda escolar sob a gestão de Ricardo Nunes é apenas mais uma peça em um quebra-cabeça maior e mais complexo que estrutura um projeto cada vez mais claro para a educação pública. Trata-se de um programa amplo, produto na ideologia neoliberal e ultraliberal, alicerçado no paradigma da Nova Gestão Pública, de terceirização e privatização de serviços públicos essenciais, incluindo a educação. No caso da merenda escolar, a terceirização já vem sendo aplicada há anos e ilustra os impactos negativos de uma lógica de gestão que desconsidera o caráter pedagógico de todas as atividades escolares. (mais…)

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MPF e MPAC recomendam instalação da Comissão Estadual de Educação Escolar Indígena no Acre

Órgão foi criado por Lei Estadual em 2018, mas nunca funcionou de fato

MPF/AC

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em conjunto, enviaram recomendação à Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE-Acre) para que institua a Comissão Estadual de Educação Escolar Indígena (CEEEI). Conforme orienta o documento, a Comissão deve entrar em funcionamento efetivo no prazo de seis meses, nos parâmetros definidos pela Lei Estadual nº 3.467/2018, que determinou sua criação, e da Portaria 2829/2018, que a instituiu formalmente. (mais…)

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Morcegos infestam escolas indígenas no Xingu construídas para compensar Belo Monte

Imagens exclusivas mostram situação insalubre de escolas erguidas pela Norte Energia em aldeias indígenas do Médio Xingu

Por Isabel Seta | Edição: Giovana Girardi, Agência Pública

Pelo menos duas escolas de aldeias indígenas no Médio Xingu, no Pará, estão tomadas por infestações de morcegos que impedem a realização de aulas para cerca de 150 alunos. (mais…)

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Escolas leiloadas na bolsa de valores. Que educação é essa?

Uma educação a serviço do poder econômico é uma educação falsificada, que se torna um obstáculo ao processo de formação. Do ponto de vista político imediato, ela só pode fortalecer a extrema direita anti-intelectual, individualista e “empreendedora”.

Por Carolina Catini e Gustavo Mello, em Blog da Boitempo

A cena grotesca de um governador de extrema direita dando golpes de martelo no ritual de leilão de escolas estatais na bolsa de valores é também a celebração de quem avança mais alguns passos no projeto de colocar a educação do povo a serviço do poder. Pagando tributo ao imaginário patriarcal, o gesto busca expressar agressividade, virilidade, força, e implicitamente faz um elogio da destruição — destruição de tudo aquilo que foge às garras do mercado, que não serve exclusivamente para garantir o acúmulo de poder econômico e político. (mais…)

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SP: Leiloar escolas – e vender gente

Retrato da escola-empresa que o governo estadual planeja: oferece a gestão na Bolsa e implanta tecnologia que pode aumentar a segregação e beneficiar Big Techs. Palavra de ordem é otimizar para tornar o Ensino um ativo. Sociedade reagirá a este ataque?

por Katya Braghini*, em Outras Palavras

A privatização do ensino público já está dada no estado de São Paulo. Há uma pergunta no ar: como toda a gente que já foi estudante e dependente do ensino público não está revoltada nas ruas para defender um patrimônio que um dia foi seu? Para defender um legado que, sendo público, está dilapidado às novas gerações? Como é possível que as ruas não estejam repletas de gente ofendida pela perda de um legado público? Perdemos a dimensão do significado disso? Renato Feder com os seus brados “Vamos privatizar tudo!” tem sido, esteticamente, a cena mais aceitável. Mas isto é uma conversa mais abrangente. (mais…)

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O trabalho docente e a transformação do ser biológico em ser social

Por Ângelo Oliveira*

Nós, chamados seres humanos, precisamos da educação assim como as plantas precisam do sol para produzir seus alimentos ou, como as formigas precisam das folhas. Porém, a diferença entre os seres humanos e os dois últimos casos é que, tanto as plantas como as formigas, encontram suas condições de sobrevivência prontas na natureza. Nós, os seres humanos, precisamos construir nossas condições de existência por meio da transformação da natureza. Esse movimento ocorre por meio do trabalho. Mas não nascemos sabendo trabalhar. Não nascemos sequer seres humanos. (mais…)

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‘A educação, historicamente, sempre foi pautada pela luta’. Entrevista com Alexandre Duarte

André Antunes – EPSJV/Fiocruz

Nesta entrevista, o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Política Educacional e Trabalho Docente Alexandre Duarte discute os retrocessos nos indicadores de valorização do trabalho docente no país nos últimos anos, fala dos efeitos da pandemia que ainda perduram sobre o trabalho dos professores da educação básica e responde se há algo a se comemorar nesse Dia do Professor, no dia 15 de outubro. Confira a seguir: (mais…)

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