Desabamento no restaurante Jamile: quem são e onde estão os verdadeiros donos do negócio?

Empresários que se apresentavam como sócios do estabelecimento não constam nos documentos de constituição da empresa

Por Daniela Abade | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Desde a última quarta-feira, 8 de outubro, os paulistanos se perguntam quem são e onde estão os donos do restaurante Jamile, localizado na região do ‘Bixiga’, na capital de São Paulo. Foi nesse estabelecimento que o mezanino desabou, causando a morte da cozinheira Suênia Maria Tomé Bezerra e ferindo mais oito pessoas. (mais…)

Ler Mais

Em Lista Suja do trabalho escravo, JBS voa ilesa

Documento incluiu 159 novos nomes. Casos envolvem condições degradantes, tráfico humano e servidão por dívidas. Mesmo após flagrante, corporação não foi incluída – apenas seus fornecedores. O que justifica a intervenção inédita do ministro do Trabalho? O que a difere das demais?

Por Daniel Camargos, Daniela Penha e Diego Junqueira, no Repórter Brasil

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) divulgou nesta segunda-feira (6) a nova atualização da chamada Lista Suja do trabalho escravo. A relação é marcada pela ausência da JBS Aves, responsabilizada em abril deste ano por trabalho escravo após o resgate de dez trabalhadores submetidos a condições degradantes na coleta de frango em uma granja em Arvorezinha (RS). Uma decisão individual do ministro Luiz Marinho suspendeu a companhia do cadastro. (mais…)

Ler Mais

MTE perde 19 coordenadores e haverá reação se JBS não entrar na lista do trabalho escravo

Auditores do Ministério do Trabalho citam “desmoralização” frente interferência de Luiz Marinho envolvendo a empresa

Por Laura Scofield | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

O ministro do Trabalho e do Emprego (MTE), Luiz Marinho (PT), tomou uma atitude sem precedentes, segundo os auditores fiscais do trabalho, servidores públicos que averiguam o cumprimento da legislação trabalhista nas empresas. Por isso, todos os 19 coordenadores estaduais de combate ao trabalho escravo deixaram seus postos na última semana de setembro. (mais…)

Ler Mais

Funcionários denunciam condições degradantes de trabalho em empresa na zona leste de SP

Companhia é investigada por manter trabalhadores em galpão com animais, sem banheiro e obrigados a jornadas exaustivas

Por José Cícero | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil de São Paulo investigam a empresa Gepav Construções e Pavimentação, acusada de submeter funcionários a condições degradantes de trabalho. Funcionários relatam jornadas exaustivas, ausência de banheiro, falta de água potável e refeições feitas em meio a animais e sujeira em um imóvel da empresa, na Zona Leste da capital. (mais…)

Ler Mais

MPF obtém decisões que reconhecem a imprescritibilidade do crime de trabalho análogo à escravidão

Baseada em normas internacionais de direitos humanos, atuação do MPF sustenta imprescritibilidade do crime previsto no art. 149 do Código Penal

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) admitiu recursos do Ministério Público Federal (MPF) em dois processos nos quais se discute se o crime de redução à condição análoga à de escravo (artigo 149 do Código Penal) é prescritível, ou seja, se pode deixar de ser punido após o fim do prazo prescricional. (mais…)

Ler Mais

Após atuação do MPF, casal é condenado por manter idosa de 80 anos em condição análoga à escravidão

Empregada doméstica foi submetida a jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho e moradia

Ministério Público Federal

Ao acolher parecer do Ministério Público Federal (MPF), a Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) condenou um casal por manter uma empregada doméstica em condição análoga à escravidão. A vítima é negra, tem quase 80 anos e vivia há cerca de quatro décadas na residência da família, em um quarto sem as mínimas condições dignas e razoáveis de moradia. (mais…)

Ler Mais

Saúde do Trabalhador: como responder à uberização?

Precarização das relações laborais e explosão de acidentes e mortes no local de trabalho ocorreram lado a lado no Brasil. Fortalecer os serviços da Renastt é urgente – mas sem revogar a Reforma Trabalhista e outras formas de desregulamentação, pode ser pouco

Por Guilherme Arruda, Outra Saúde

Nos últimos dez anos, o Brasil viveu uma explosão de acidentes e mortes no local de trabalho. Não por coincidência, trata-se de um período em que se disseminaram novas formas de relação laboral no país, que têm como marca a desregulamentação e a redução das proteções a quem trabalha – a exemplo da uberização e a pejotização. Poderão a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT) e seus instrumentos, como os Centros de Referências de Saúde do Trabalhador (Cerest) e a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), responder a esse novo e complexo desafio? (mais…)

Ler Mais