Banditismo e gestão da força de trabalho: A inovadora parceria entre o iFood e as milícias

Considerável parte dos entregadores do iFood, principalmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, trabalha sob um sistema jagunço, em que banditismo e gestão da força de trabalho se cruzam 

Por Leo Vinicius Liberato, no Diplomatique Brasil

Talvez você, leitor, tenha conhecimento de parte da realidade de trabalho dos entregadores de aplicativo. É uma categoria de relativa visibilidade. Mas o que será exposto aqui, pela primeira vez, é uma realidade de ameaças a que os entregadores do iFood estão submetidos.

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Qual o número ideal de horas para trabalhar todos os dias? Cinco

Uma pesquisa mostra que cinco horas de trabalho por dia podem melhorar a produtividade e aumentar o bem-estar. E só há uma coisa que impede as empresas de fazer isso.

por Wired, com tradução de Moisés Sbardelotto / IHU On-Line

Quando a agência de marketing Agent, de Liverpool, foi convidada pela BBC a testar para um programa de TV um dia de trabalho de seis horas ao estilo nórdico, ela aproveitou a oportunidade.

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Conexão Zero Estrelas: Trabalhadores de aplicativos se endividam para pagar a internet

Entregadores e motoristas não conseguem arcar com plano de dados e são penalizados por falhas de conexão

Por Alice de Souza, Fernanda Santana, Agência Pública

Quando “o dia é bom”, jargão tradicional entre entregadores de aplicativo, Paulo Henrique Gomes, 27 anos, volta para casa no Jardim Jordão, periferia de Jaboatão dos Guararapes (PE), com R$ 50. A maioria dos dias, no entanto, “é ruim”, e a jornada de horas pela cidade sobre uma bicicleta termina com no máximo R$ 10. Não que faltem entregas. É que, além das taxas cobradas pelos aplicativos, que levam parte do faturamento, falta conexão de internet. “Às vezes nem vale a pena trabalhar. Se a internet estiver ruim, é só prejuízo”, conta o entregador, que atua para quatro plataformas desde junho do ano passado. 

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Pecuarista que atingiu Resex Chico Mendes com agrotóxicos já esteve na lista do trabalho escravo

Júlio César Moraes Nantes foi acusado de fraudar notas fiscais para fugir da reforma agrária, multado pelo Ibama e condenado a dois anos de prisão por porte ilegal de armas; MP do Acre investiga danos à reserva extrativista, vizinha de sua fazenda

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O pecuarista Júlio César Moraes Nantes é o dono da Fazenda Soberana, responsável por pulverizar agrotóxicos em áreas que fazem limite com a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes. O território fica em Xapuri (AC), a cerca de 180 km de Rio Branco. O fazendeiro tem um histórico de acusações, que incluem falsificação de documentos para obtenção de vantagens junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), multa ambiental, porte ilegal de armas e até trabalho escravo.

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A saga de trabalhadores que há 12 anos reivindicam fazenda improdutiva no Paraná

Trabalhadores despejados no norte do Paraná aguardam pela desapropriação de fazenda improdutiva ligada a Usina denunciada por trabalho escravo. O processo expõe obstáculos para a reforma agrária. 

Por Alessandra Monterastelli, em Carta Maior / CPT

Roberto* diz que não quer, assim como outros agricultores, desistir da Fazenda Palheta, antigo acampamento Ester Fernandes – localizado na cidade de Alvorada do Sul, Paraná. “A gente vai se organizar e vai voltar a lutar. Mas agora tá perigoso”. Ele conta que estão todos à espera da vacina, para que a mobilização pela ocupação não seja um risco de contaminação para as famílias.

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Segunda Turma do STF acolhe pedido do MPF e mantém condenação de fazendeiros por trabalho escravo na Bahia

Colegiado confirmou sanção aos proprietários rurais Juarez Lima Cardoso e Valter Lopes dos Santos

Procuradoria-Geral da República

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou decisão do ministro Edson Fachin, nessa terça-feira (11), e manteve a condenação de dois fazendeiros por submeter 26 trabalhadores a condições análogas às de escravo em uma propriedade na zona rural de Vitória da Conquista (BA), no ano de 2013. A decisão atende recurso do Ministério Público Federal (MPF) e reforma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que havia absolvido os proprietários rurais Juarez Lima Cardoso e Valter Lopes dos Santos.

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Em meio à Covid, trabalho escravo pode se tornar uma epidemia?

Comissão Pastoral da Terra realiza sua Semana de Comunicação em Combate ao Trabalho Análogo à Escravidão para discutir impactos da pandemia sobre a escravidão contemporânea. 

CPT Bahia

Entre os dias 10 e 14 de maio, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) irá realizar a Semana de Comunicação em Combate ao Trabalho Análogo à Escravidão, que tem como foco alertar os trabalhadores e trabalhadoras sobre como prevenir o trabalho escravo. Durante toda semana serão divulgados diversos materiais informativos. No dia 13 de maio, dia da Abolição, uma live, que será transmitida nas redes sociais da CPT, discutirá os impactos da pandemia do novo coronavírus e um potencial aumento da escravidão no Brasil. A Semana de Comunicação acontece anualmente desde 2016. A iniciativa teve início com a CPT Bahia e, desde 2019, envolve os demais regionais da CPT.

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Alvo da PF, Grupo João Santos tem dívida tributária de R$ 9 bi e histórico de trabalho escravo

Alvo da Operação Background, da Polícia Federal, conglomerado retransmite a Band em Pernambuco; com dívidas trabalhistas que somam R$ 55 milhões, grupo protagoniza conflitos no campo e teve flagrante de exploração de trabalhadores em fazenda no Maranhão

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Na manhã desta quinta-feira (05), uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Receita Federal cumpriu 53 mandatos de busca e apreensão em endereços ligados a empresas e herdeiros do Grupo João Santos. Considerado um dos principais conglomerados industriais de Pernambuco, o grupo possui negócios nas áreas de cimento, cana de açúcar, papel e celulose, transportes e mineração, além de participação majoritária na TV Tribuna, retransmissora da Rede Bandeirantes no estado.

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Precarização e rebeldia na garupa de uma moto

Reflexões de líder antiuberização: em breve, outras profissões poderão estar sob o despotismo dos algoritmos. Frear a precarização da vida requer imaginação política e apostar nas ruas — com suas dificuldades. Como organizar a revolta?

Por Paulo “Galo” Lima, no Outras Palavras

Meu pai, há algum tempo atrás, me falou:

“Pô, filho, lá pelo final dos anos 80, eu fui atrás de um trampo na Praça da Sé. Tinha uma placa assim: ‘registramos sua carteira, entre aqui’” – e ele entrou.

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