DEUTERONÔMIO: NÃO à idolatria, ao trabalho escravo e à agiotagem. Por Gilvander Moreira*

Religião alienada das questões sociais escraviza o povo, hoje e no passado. Quando tendências religiosas intimistas, espiritualistas, amputadoras da dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e desencarnadoras da fé cristã são alardeadas por líderes religiosos, sem pastores, padres ou leigos/as, levam as pessoas a cruzar os braços e apenas orar pedindo que Deus resolva de forma mágica as injustiças sociais, o que só piora a situação de injustiças reinantes. Assim, sem perceber, as pessoas alienadas religiosamente se tornam cúmplices dos processos de opressão do povo. Ao contrário, quando tendências religiosas que animam o povo a buscar na luta coletiva e comunitária a superação dos dramas e das injustiças que se abatem sobre o povo injustiçado, as lutas populares libertárias são potencializadas, pois o povo descobre que só na luta coletiva pode conquistar seus direitos. Valorizando a dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e a opção de Javé pelos oprimidos, a fé cristã mobiliza para lutas libertárias. Do contrário, de fato, certos tipos de expressões religiosas se transformam em ópio do povo.

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Empresas escondem intoxicações de trabalhadores rurais por agrotóxico

Levantamento inédito revela que empresas não notificam casos de 2 em cada 3 trabalhadores com carteira assinada intoxicados por pesticida

Por Bruno Fonseca, Pedro Grigori, Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Na última década, 7.163 trabalhadores rurais foram atendidos em hospitais e diagnosticados com intoxicação por agrotóxico dentro do ambiente de trabalho ou em decorrência da atividade profissional. É o que revelam dados da base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, de 2010 a 2019, obtidos via lei de acesso à informação pela Agência Pública e Repórter Brasil. No entanto, mesmo com o diagnóstico médico, apenas 787 trabalhadores tiveram a comunicação de acidente de trabalho (CAT) enviada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desses, só 200 receberam auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

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O brutalismo vai à escola

A violenta lógica de roleta-russa do retorno às aulas presenciais está inscrita também na responsabilização individual dos profissionais da educação, que devem assumir todos os danos possíveis, inclusive pelo contágio. Parece que às vezes se esquece que a educação é fruto de muito trabalho.

Por Carolina Catini. no Blog da Boitempo

“Havendo óbitos de alunos ou de profissionais da escola, e se for algo desejado pela comunidade escolar, o grupo pode organizar ritos de despedida, homenagens, memoriais, formas de expressão dos sentimentos acerca da situação e em relação à pessoa que faleceu, e ainda atentar para a construção de uma rede socioafetiva para os enlutados”.
(Plano de Retorno às aulas presenciais da rede pública estadual de ensino do Espírito Santo, 2020, p. 65).

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Em Brasília, a “capital do carro”, trabalhadores sofrem com má qualidade do transporte público

Falta de mobilidade urbana em Brasília, agravada por redução de frota durante a pandemia, expõe ao contágio população que mora fora do Plano Piloto; densidade demográfica em Ceilândia é de 129 habitantes por hectare, enquanto no Plano Piloto cai para 20

Por Ana Laura Pinheiro, Isadora Martins, Millena Campello, Agência Pública

Apesar de os primeiros casos de Covid-19 na capital federal terem sido confirmados no Plano Piloto, hoje o epicentro encontra-se na periferia. A região administrativa com maior número de casos e de mortes é Ceilândia, que fica, em média, a 30 quilômetros do centro de Brasília. Uma das causas apontadas por especialistas para o aumento do número de infectados na região é o transporte público. “Já está mais do que discutido que a transmissão da Covid-19 ocorre por aglomeração, que é exatamente o que transporte coletivo faz, afirma a infectologista Eliana Bicudo. 

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Petrobras manda funcionários de volta ao trabalho após teste positivo para coronavírus

Usada como justificativa, nota técnica da petroleira com diretrizes para testagem rápida de funcionários é questionada pelo Ministério do Trabalho

Por Anna Beatriz Anjos, Raphaela Ribeiro, Agência Pública

Em uma manhã no início de junho, Daniel* chegou à Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC), na Baixada Santista, para mais um período de trabalho de 12 horas diárias por três dias seguidos. Desde o fim de maio, a prática na primeira grande refinaria construída pela Petrobras é testar os funcionários que, após a folga, retornam para mais uma jornada. Considerados essenciais, esses trabalhadores da parte operacional continuaram atuando presencialmente na pandemia.

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Pandemia desmascara modelos de negócio da educação privada

“Há escolas que estão mostrando que são só atividades de negócios, nada a ver com educação. É a mercantilização do ensino”, aponta dirigente da Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp)

Por Redação RBA

Carreatas de escolas particulares por volta às aulas e demissões em massa nas universidades privadas. Essas ações, em meio à pandemia do novo coronavírus, mostram que parte das instituições de ensino não tem compromisso com a educação, apenas com seu próprio modelo de negócio. A avaliação é do presidente da Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano.

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Breque no despotismo algorítmico: uberização, trabalho sob demanda e insubordinação. Por Ludmila Costhek Abílio

No blog da Boitempo

Eu, você e outro motoboy estamos trabalhando lá, são 8 pedidos para conseguir o bônus. Eu e você fizemos 7, o outro motoboy fez 4. Para quem eles vão jogar a entrega? Para o outro motoboy. (Mauro, motoboy há quinze anos)

A redução do motoboy a entregador sob demanda

Neste mês de julho os motoboys e os que a eles se juntam agora na categoria de entregadores alcançaram um feito histórico. Quem é motoboy há mais de seis anos sabe que sua profissão vem sendo dilacerada. Em 2012, este profissional já lidava com o viver arriscado e cheio de tensões, sob o peso das mortes e fraturas cotidianas que compõem a normalidade do cenário urbano. A discriminação era e segue sendo vivida no elevador de carga, na espera forçada na recepção, no campo de guerra do tráfego urbano. “O mesmo cara que reclama do chute no retrovisor é o que me xinga quando a pizza chega fria.” Esta era a síntese de Afrânio, que na época da entrevista completava 32 anos como motoboy e 51 de vida. “O cara esquece a chave em casa e lá vou eu buscar na chuva… ‘Pô, cê demorou hein, soubesse eu mesmo tinha ido buscar…’ ‘Amigo, sua chave não vale mais do que a minha vida’.1

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Covid-19: metade dos médicos relata pressão para prescrever remédios sem eficácia comprovada

Especialista da Friocruz alerta para a instabilidade emocional causada nas equipes médicas por esse tipo de cobrança indevida. “Tive covid, e não usei cloroquina”

Por Redação RBA

Pesquisa da Associação Paulista de Medicina (APM) mostra que quase metade (48,9%) dos médicos que estão na linha de frente do combate à covid-19 sofreu pressão para receitar tratamentos sem comprovação científica. São pacientes e familiares que exigem a aplicação de medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e a ivermectina.

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Médicos do Hospital de Campanha do Anhembi foram contratados sem saber num esquema suspeito de fraude

Áudio exclusivo indica como um empresário omitiu informação de médicos que trabalharam na linha de frente da Covid-19; MPT investiga denúncias

Por Julia Dolce, Agência Pública

Vital Passos Junior, um dos três sócios gerentes da empresa OGS Saúde, pede que alguns profissionais de saúde do Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte de São Paulo, se aproximem para ouvi-lo melhor. “Esse procedimento que vou explicar serve como uma facilidade para vocês não terem que se preocupar com nada do ponto de vista burocrático, administrativo, tributário e fiscal”, diz.

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