Não basta reduzir a jornada. Experiências internacionais já garantem tempo remunerado para estudo e qualificação. Governo poderia ter papel central para estruturar programas formativos e incentivos. É preciso acoplar essa pauta ao fim da escala 6×1
Por Any Ávila Assunção e Rafael Ávila Borges de Resende*, em Outras Palavras
Introdução
O tempo, mais do que um simples marcador de horas e dias, é um recurso vital na construção de oportunidades e na redução das desigualdades sociais. No Brasil contemporâneo, onde persistem níveis alarmantes de informalidade, jornadas extenuantes e mobilidade urbana precária, o regime 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso) não é apenas uma escala de turnos: é um dispositivo que molda e limita vidas. Ele restringe o acesso à educação, dificulta a qualificação profissional e perpetua ciclos de exclusão. (mais…)
