Crédito de bancos permite “fluir a economia” ligada ao trabalho escravo, diz procurador do MPT

Segundo o procurador Rafael de Araújo Gomes, é a primeira vez no mundo que uma ação tenta responsabilizar os bancos pelo financiamento de empresas denunciadas na lista suja

Por Julia Dolce, Agência Pública

O Ministério Público do Trabalho (MPT), no final de maio deste ano, entrou com ações inéditas para responsabilizar os sete maiores bancos do país pela constante concessão de crédito a empresas que comprovadamente fizeram uso de trabalho escravo ou foram denunciadas por sérias violações aos direitos humanos.

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Prefeito recomenda que população receba equipe da Funai “à bala”, denuncia autarquia ao MPF no Pará

Prefeito de Itaituba incitou moradores ao crime em reunião que divulgou área delimitada para estudos de identificação de Terras Indígenas, informaram servidores do órgão

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação na última sexta-feira (14) para apurar denúncias de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) de que o prefeito de Itaituba (PA), Valmir Climaco, teria incitado a população a receber “à bala” um grupo de trabalho da autarquia responsável por estudos para a criação de Terras Indígenas no sudoeste do Pará.

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Em defesa das NRs de saúde e segurança do trabalho

Abrasco

Em maio o governo federal anunciou que irá reavaliar as Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho, e que pretende reduzir em 90% as regras estabelecidas pelo extinto Ministério do Trabalho (O GLOBO). O Grupo Temático  Saúde do Trabalhador da Abrasco assinou, juntamente com diversas entidades – sindicatos, associações que representam juízes, procuradores, advogados, auditores, pesquisadores e diversos profissionais da área –  o manifesto “Normas que salvam Vidas: em defesa das NR de saúde e segurança no trabalho”. A carta será enviada à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e às autoridades brasileiras.

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Fiscais cobram proteção contra ameaças crescentes no combate ao trabalho escravo

Uso de armas estimulado por Bolsonaro tem deixado proprietários mais à vontade para subir o tom das ameaças, diz representante dos auditores fiscais

por Tiago Pereira, da RBA

Auditores-fiscais do trabalho cobram providências das autoridades contra casos de ameaças e intimidações sofridos em ações de combate ao trabalho análogo à escravidão. Eles se reúnem nesta sexta-feira (7), em Fortaleza, com representantes da secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) para tratar do reforço da segurança, depois de casos de ameaças de morte no Ceará e no Pará nos últimos meses.

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O percurso desumano da comida até sua casa

Precarização e falta de responsabilidade trabalhista: iFood, Rappi e outras plataformas punem quem não se submete ao ritmo frenético de entregas. Entregadores precisam emendar jornadas e dormir nas ruas para pagar os boletos

Por Leandro Machado, da BBC Brasil, no Outras Mídias

Um deles explica: “Dou entrevista para você, sim, parça. Ainda está suave, porque o bagulho aqui só estrala às 7 horas da noite. Então, nessa hora, começa a pingar pedidos e eu não paro mais”.

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Jornalista que virou Uber: “É difícil fugir da sensação de fracasso”

Jornalista com 30 anos de carreira faz relato íntimo de como ele e outros colegas se tornaram motoristas de aplicativo em meio ao desemprego

Por Evanildo da Silveira, na Agência Pública

Lá pelo início da década de 1990, eu frequentava um misto de bar e lanchonete que ficava no andar térreo do meu prédio, na rua Heitor Penteado, na zona oeste de São Paulo. O dono era um português que havia brigado com seu sócio, o próprio irmão, que, não sei por que cargas d’água, acabou virando taxista. Então o “portuga” costumava dizer que, quando alguém não serve para mais nada na vida, vai ser taxista. Mais ou menos pela mesma época, li em algum lugar o saudoso Paulo Francis dizer que esta categoria de profissionais deveria ser fervida em óleo. Tirando o preconceito dos dois, eu até que achava graça.

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A uberização do trabalho é pior pra elas

Entregadoras, motoristas, manicures e diaristas explicam como a informalidade dos aplicativos precariza suas vidas

Por Julia Dolce, Agência Pública

Anos de experiência como motorista mecânica de testes em fábricas de automóveis, onde teve aulas de postura correta ao volante, não foram suficientes para impedir que Tatiana Francisca de Souza adoecesse dirigindo com aplicativos. Mineira de 29 anos, ela foi demitida em 2017, quando se despediu da carteira assinada e do acompanhamento semestral que a empresa fazia de sua saúde e começou a trabalhar com a Uber. No início deste ano, as longas jornadas que precisa fazer para pagar as contas começaram a gerar os primeiros impactos.

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MPF move ação para garantir reforço de pessoal e reforma de sede da Rebio Tinguá (RJ)

Unidade de conservação apresenta grave quadro de insuficiência de pessoal e de recursos

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União garantam uma lotação mínima de agentes de fiscalização da unidade de conservação Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá), bem como a adoção das medidas necessárias para a reforma da sede administrativa da unidade.

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O pesquisador questiona os limites do que está posto

Por Priscila Aurora Landim de Castro, no Justificando

Caminhava para a universidade quando recebi a mensagem de uma amiga filósofa e psicanalista que está realizando o doutorado sanduíche na Sorbonne. O texto motivou que ligasse para ela. Gastamos duas horas falamos sobre as nossas vidas e alguns temas que guardam correspondência nas nossas pesquisas. Compartilhamos o medo do futuro e do atual contexto político brasileiro. Desligamos a chamada afirmando uma para outra que precisávamos trabalhar e assim fizemos. Nesse caso, o termo trabalhar significava estudar e produzir conhecimento, atividade que tem sido especialmente desqualificada atualmente enquanto categoria de trabalho.

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Associações nacionais de Procuradores e de Juízes do Trabalho protestam contra anúncio de redução de 90% das normas de segurança

ANPT e Anamatra, as duas principais entidades de classe, divulgam nota conjunta em que apontam ‘diversos fatores’ pelos quais não concordam com medida que ‘constitui retrocesso inadmissível’

No Estadão

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgaram nesta quarta-feira, 15, nota pública conjunta na qual apontam ‘diversos fatores’ pelos quais não concordam com a redução de 90% das Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho vigentes no país, segundo declaração do presidente Jair Bolsonaro.

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