Alvo da PF, Grupo João Santos tem dívida tributária de R$ 9 bi e histórico de trabalho escravo

Alvo da Operação Background, da Polícia Federal, conglomerado retransmite a Band em Pernambuco; com dívidas trabalhistas que somam R$ 55 milhões, grupo protagoniza conflitos no campo e teve flagrante de exploração de trabalhadores em fazenda no Maranhão

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Na manhã desta quinta-feira (05), uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Receita Federal cumpriu 53 mandatos de busca e apreensão em endereços ligados a empresas e herdeiros do Grupo João Santos. Considerado um dos principais conglomerados industriais de Pernambuco, o grupo possui negócios nas áreas de cimento, cana de açúcar, papel e celulose, transportes e mineração, além de participação majoritária na TV Tribuna, retransmissora da Rede Bandeirantes no estado.

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Nova edição da ‘lista suja’ do trabalho escravo tem 92 nomes e mais de 1.700 resgatados

Relação traz construtoras, mineradoras e empresas do setor agropecuário

Por Redação RBA

Com 92 nomes, o governo atualizou e publicou ontem (5) a chamada “lista suja”, que inclui empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão. A relação inclui mais de 1.700 resgatados em 19 unidades da federação. São mais casos em Minas Gerais, com 24 nomes, na Bahia (10) – com destaque para construtoras – e no Pará (nove).

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Escravizados denunciam condições desumanas e são expulsos a tiros no Pará

É a quarta vez que pecuaristas são autuados por trabalho escravo em 15 anos — duas delas na mesma propriedade em São Félix do Xingu. Trabalhadores resgatados não tinham descanso e nem salário regular. Segundo patrão, eles ainda “deviam R$ 109 mil” em alimentos e insumos

Por: Joana Suarez, em Repórter Brasil

A Fazenda Terra Roxa tem pista de pouso e é tão grande que atinge três municípios no sudeste do Pará: Cumaru do Norte, São Félix do Xingu e Santana do Araguaia. O fazendeiro, criador de gado, costuma chegar de aeronave particular nas suas propriedades. Já três de seus trabalhadores bebiam água e tomavam banho em um córrego sujo; dormiam em um barraco de lona, trabalhavam de domingo a domingo e não recebiam salário de forma regular. 

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Império agropecuário da família Sarkis incluiu trabalho escravo e latifúndio no Mato Grosso

Pai de Juscelino Sarkis, que vendeu mansão para Flávio Bolsonaro em Brasília, colecionou fazendas e investimentos imobiliários; ele chegou a comprar uma propriedade, em 1976, onde padres tinham sido torturados por militares, em São Félix do Araguaia (MT)

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

O empresário mineiro Juscelino Sarkis ganhou o primeiro nome em uma homenagem do pai ao conterrâneo Juscelino Kubitschek. Foi com o aval do ex-presidente que Simão Sarkis Simão erigiu um império imobiliário e agropecuário. A face imobiliária da família tornou-se mais conhecida após o filho vender a mansão onde morava, por R$ 6 milhões, para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho primogênito de Jair Bolsonaro.

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Trabalho escravo em garimpos expõe redes criminosas na Amazônia

  • Em duas operações distintas, realizadas nos anos de 2018 e 2020, 77 trabalhadores em situação análoga à escravidão foram resgatados em garimpos mantidos pela mesma dona.
  • Investigação da Mongabay mostra que, mesmo após a operação de 2018, os donos do garimpo conseguiram registrar e aprovar requerimentos minerários na Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão federal ligado ao Ministério de Minas e Energia responsável pela gestão da atividade de mineração no país.
  • A reportagem também localiza 11 registros de Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos nomes dos donos dos mesmos garimpos. As movimentações indicam uma sofisticação do crime que lucra milhões por mês, segundo as fontes entrevistadas.

Por: Maurício Angelo, em Mongabay

Espalhados pelos arredores dos municípios de Itaituba e Jacareacanga, no Pará, maior polo de mineração ilegal do Brasil, os garimpos de Raimunda Oliveira Nunes revelam um empreendimento familiar que, ao longo de décadas, já submeteu dezenas de trabalhadores a condições análogas à escravidão.

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Denunciado pelo MPF, dono de carvoaria no Pará é condenado por submeter 19 pessoas a trabalho escravo

Crime foi flagrado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel em 2007, no município de Paragominas (PA)

MPF

A Justiça Federal condenou o dono de uma carvoaria de Paragominas (PA) a pena de quatro anos de reclusão por manter 19 trabalhadores em condições análogas às de escravos. A decisão foi proferida pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília (DF), em provimento a recurso do Ministério Público Federal (MPF), conforme divulgou o tribunal no último dia 9.

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Pureza, a mãe que enfrentou fazendeiros e jagunços para salvar o filho do trabalho análogo à escravidão

Por: Luiz Antônio Araujo, em BBC News

Quando Pureza Lopes Loiola atendeu a primeira ligação telefônica de Renato Barbieri, impressionou-se ao saber que o cineasta desejava levar sua vida às telas. Dias antes, durante um culto, um pastor evangélico dissera que os olhos do mundo iriam vê-la. “Agora estou entendendo. O cinema são os olhos do mundo”, disse a mulher, que criara cinco filhos com a venda de tijolos em Bacabal (MA), distante 240 quilômetros de São Luís.

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CPT Piauí lança Nota Pública sobre a realidade da prática do trabalho escravo no estado

O que supostamente foi abolido no dia 13 de maio de 1988, persiste nos dias de hoje.

CPT

O dia 28 de janeiro é lembrado no Brasil como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data foi instituída em homenagem aos auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e ao motorista Aílton Pereira de Oliveira, mortos no dia 28 de janeiro de 2004, quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas na cidade mineira de Unaí, no episódio que ficou conhecido como a Chacina de Unaí. Depois de 17 anos os executores do crime permanecem presos sem condenação e o mandante ainda não foi punido.

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Brasil: O trabalho escravo pode retornar à invisibilidade?

Como fica o combate ao trabalho escravo nestes anos de retrocesso. 

CPT

Entre 1995, ano da criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, e o final de 2020, foram realizadas 5.602 fiscalizações de trabalho escravo, no campo ou na cidade, sendo 2.851 no período de 1995 a 2010 e 2.751 no período de 2011 a 2020. O número de estabelecimentos fiscalizados anualmente pelos grupos móveis ficou numa média anual de 178 entre 1995 e 2010, subiu para 275 entre 2011 e 2020, com um teto de 296 entre 2007 e 2015. De 2016 para cá, o número anual médio foi diminuindo um pouco, em conjuntura política de franco retrocesso. Mesmo assim ficou em 247 na média dos últimos 6 anos. Apesar de muitos contratempos (orçamentos e efetivos minguados, críticas repetidas à fiscalização), a atuação dos órgãos de combate ao trabalho escravo permaneceu, possibilitando o resgate de 53.111 mil trabalhadores desde 1995, com uma média anual de 2.040 no período de 1995 a 2020, sendo 2.450 entre 1995 e 2010, e 1.400 entre 2011 e 2020, ficando abaixo de mil por ano nos últimos 6 anos (média de 868). Neste total a parte da Amazônia tendeu a diminuir fortemente: nela aconteciam 65% das fiscalizações entre 2001 e 2010; essa percentagem caiu para 47% entre 2011 e 2017, e de novo para menos de 35% depois de 2018. 

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Chacina de Unaí (MG), que marca Dia de Combate ao Trabalho Escravo, completa 17 anos

Auditores fiscais do extinto MTE foram assassinados enquanto apuravam denúncia de trabalho análogo à escravidão em 2004

Redação Brasil de Fato

Há exatos 17 anos, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira foram assassinados em uma emboscada na zona rural de Unaí (MG). A equipe fiscalizava a existência de situações análogas à escravidão em fazendas da família Mânica. 

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