Precarização: Reforma trabalhista entra em vigor para ‘baratear’ brasileiro

por André Barrocal, Carta Capital

A nova lei trabalhista, assinada em julho pelo presidente Michel Temer, entrou em vigor nesse sábado 11. É a mais profunda mudança no mercado de trabalho no País após oito décadas do legado de Getúlio Vargas, o criador da carteira profissional (1932), da Justiça do Trabalho (1941) e da CLT (1943). (mais…)

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A política de Temer é uma temeridade. É preciso distribuir e integrar, para prosperar. Entrevista especial com Eduarda La Rocque

Patricia Fachin – IHU On-Line

Quando se trata de analisar as decisões adotadas pelo atual governo federal, é preciso separar, de um lado, as propostas econômicas e, de outro, as políticas sociais. “A política econômica é boa, o problema está em todo o resto, nas políticas sociais e ambiental, na falta de governança e reputação do governo”, diz a economista Eduarda La Rocque à IHU On-Line. Na avaliação dela, “a equipe econômica está conseguindo milagres diante da falta de credibilidade política do governo. A mudança da Taxa de Juros a Longo Prazo – TJLP pela Taxa de Longo Prazo – TLP e a reforma trabalhista são fundamentais para a retomada do crescimento a longo prazo”. Além disso, frisa, “a reforma da previdência é extremamente necessária, mas há ainda muitos ajustes para que se chegue a uma proposta justa que não perpetue privilégios”. (mais…)

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As consequências da reforma trabalhista serão a reconcentração de renda e o empobrecimento dos trabalhadores. Entrevista especial com Patrícia Toledo Pelatieri

Patricia Fachin – IHU On-Line

A única forma de enfrentar o desemprego que atinge mais de 13 milhões de brasileiros é garantir o retorno do “crescimento econômico, com desenvolvimento político e social. Não há milagre, é preciso implementar um projeto de desenvolvimento nacional que leve em conta as necessidades da população”, afirma a economista Patrícia Pelatieri à IHU On-Line. Entretanto, pontua, a aprovação da PEC 95, que institui o teto dos gastos públicos, conduzirá o país para outra direção. “Infelizmente, a Reforma do Estado imposta pela PEC 95 vai significar empobrecimento da população, em decorrência da contenção das políticas públicas, e diminuição da capacidade do Estado em alavancar o crescimento e promover o desenvolvimento. E sabemos que a retomada de um ciclo de crescimento exige uma longa e penosa travessia”, adverte. (mais…)

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Novas leis trabalhistas podem aumentar desigualdade no campo

Trabalhadores rurais podem receber menos e ter que trabalhar mais a partir de novembro, quando passam a valer as regras da reforma trabalhista. Críticos apontam que novas regras devem aumentar a desigualdade

Ana Magalhães – Repórter Brasil

Eduardo [nome fictício], 44 anos, trabalha de pé. Passa pelo menos seis horas por dia percorrendo uma extensa plantação de cana no interior de São Paulo. Nas costas, carrega um vasilhame cheio de herbicida, usado para o controle de ervas daninhas. Há oito anos, ele faz a mesma coisa: acorda às 5 horas da manhã, pega o ônibus da empresa às 6h30, fumiga, fumiga, fumiga, espera ansioso pelos intervalos de descanso e sombra até voltar cansado para casa no final da tarde. (mais…)

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“Estamos vendo o fim da classe média assalariada brasileira”, diz Marcio Pochmann

Marco Weissheimer – Sul21

O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida. A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois. (mais…)

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Engenheiros aprovam carta em defesa da democracia, da soberania nacional e da engenharia

Fisenge/MST

Engenheiros e engenheiras reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), realizado entre os dias 6 e 9/9, aprovaram a Carta de Curitiba. O documento aponta para a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora. “Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos”, aponta o documento que ainda afirma: “Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta (…) A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também as privatizações”. (mais…)

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“O golpe trabalhista”. Não há relação de causa e efeito entre reforma trabalhista e crescimento econômico. Entrevista especial com Ruy Braga

Patricia Fachin – IHU On-Line

A aprovação da Reforma Trabalhista sinaliza, antes de tudo, que o Brasil está passando “por um momento de transição histórico”, diz o sociólogo Ruy Braga à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone. Segundo ele, com as alterações na legislação trabalhista, que entrará em vigor a partir de novembro, o mercado de trabalho brasileiro tende a se tornar mais terceirizado. “Com a universalização da terceirização, em pouco tempo, calculo em torno de cinco anos, teremos uma modificação estrutural dessa relação na qual a maior parte do mercado de trabalho será terceirizada e a menor parte será diretamente contratada. Além disso, nós temos o expediente do trabalho intermitente, que tende a, simplesmente, eliminar qualquer possibilidade de o trabalhador que está na informalidade ascender à condição dos direitos trabalhistas”, pondera. (mais…)

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Direitos não pagos na demissão foi o tema mais demandado na Justiça em 2016, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

”Rescisão do Contrato de Trabalho e Verbas Rescisórias” representou 11,51% do total de processos ingressados na Justiça em 2016, sendo novamente o assunto mais recorrente no Poder Judiciário brasileiro. No total, foram 5.847.967 de novos processos, enquanto, em 2015, o número ficou em 4.980.359 (11,75%). (mais…)

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