Crimes na ditadura: entenda por que indígenas reivindicam uma nova Comissão da Verdade

Na Comissão de 2014, indígenas não foram priorizados, mesmo com estimativa de mais de 8 mil mortos no período

Por Rafael Oliveira | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Quando a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou seu relatório final, em dezembro de 2014, a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos incluía 434 pessoas. Nenhuma delas era indígena. Não porque a ditadura militar tenha poupado os povos originários – pelo contrário, a própria CNV estimou que alguns milhares foram mortos no período. E, sim, porque essa população não era o foco do colegiado, que abordou a temática de maneira secundária, só após pressão da sociedade civil. (mais…)

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Memórias apagadas: governo de São Paulo vende cárcere político usado na ditadura militar

Vendido por menos de 50% do preço de mercado, Presídio do Hipódromo abrigou presos famosos como José Genoino e Rita Lee

Por Sérgio Barbo | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Enquanto a casa que serviu de cenário para o filme “Ainda Estou Aqui” será transformada na Casa do Cinema Brasileiro, o imóvel usado na gravação de outra premiada película brasileira ambientada na ditadura, “O Beijo da Mulher Aranha”, foi vendido pelo governo do estado de São Paulo. (mais…)

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As vítimas do Araguaia: famílias de camponeses mortos na ditadura pedem reparação

Na região onde atuou a guerrilha do Araguaia, massacrada pela ditadura, um movimento de trabalhadores rurais e pesquisadores recupera documentos oficiais do regime militar para provar que os camponeses também foram vítimas da repressão

Por Natália Suzuki e Matheus Faustino, na Repórter Brasil

ASSIM COMO OS INTEGRANTES da Guerrilha do Araguaia — movimento de enfrentamento armado à ditadura formado na divisa do Pará com o Tocantins, entre as décadas de 1960 e 1970 — camponeses daquela região também foram alvo do regime militar na Amazônia. Meio século depois, filhos e netos desses trabalhadores ainda lutam para que o Estado reconheça seus parentes como vítimas de crimes políticos. (mais…)

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Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça realiza audiência pública nacional sobre efeitos transgeracionais da violência de Estado da ditadura

Organizada junto ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, sessão busca reconhecimento dos impactos da violência da ditadura civil-militar de 1964 nos descendentes de perseguidos políticos

No dia 15 de agosto, das 14h às 18h, um novo marco na luta por justiça e reparação histórica ocorrerá em uma audiência pública nacional virtual. O Coletivo Filhos(as) e Netos(as) por Memória, Verdade e Justiça, em parceria com Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Cidadania (CNDH), realizará um amplo debate público sobre os efeitos transgeracionais da violência de Estado, produzidos pela ditadura civil-militar (1964-1985). (mais…)

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História: Como a ditadura tentou cooptar a MPB

Censura à criação musical foi dramática. Mas, em paralelo, regime quis modernizar  indústria fonográfica com farto incentivo fiscal. Isso permitiu às gravadoras sofisticar sua produção, inclusive com músicos críticos. Mas houve um preço…

Por Ricardo Queiroz Pinheiro*, na coluna Outras Canções, em Outras Palavras

Introdução

A produção musical brasileira nos anos 1970 se deu sob uma engrenagem em que censura, mercado e Estado operavam em aliança. Gravadoras multinacionais, seus corpos técnicos e executivos, produtores e artistas agiam dentro de um padrão regulado por incentivos fiscais, critérios comerciais e vigilância ideológica. Havia margem de ação — e ela foi usada. Nem sempre contra o regime, muitas vezes com ele. A agência existiu, mas seu exercício estava condicionado por interesses que intervieram na criação musical e, não raro, ditavam as regras. (mais…)

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Audiência da CIDH expõe a falta de reparação dos indígenas pelas violações da Ditadura

Rodrigo de Medeiros Silva [1]

No 193º Período de Sessões da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ocorreu a audiência temática “Brasil: Situação das políticas de memória, verdade e justiça”, neste dia 21 de julho [2]. Ela foi pedida por três grupos, um articulada pela Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado Rio Grande do Sul, a partir do Conselho Nacional de Ouvidorias-Gerais Externas de Defensorias Públicas do Brasil (CNODP), em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ArpinSul); o Centro de Trabalho Indigenista (CTI); a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados; a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos – Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul; a Comissão Guarani Yvyrupa (CGY); o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (CEDH-RS); o Conselho Indigenista Missionário – Regional Sul (CIMI-Sul); a Fundação Luterana de Diaconia (FLD); o Fórum Justiça no Rio Grande do Sul; a Justiça Global; a Operação Amazônia Nativa (Opan); a Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina; a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP); o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SAJU da UFRGS); além de parlamentares de vários lugares do país. (mais…)

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MPF realiza reunião sobre implantação do futuro Memorial da Casa da Morte em Petrópolis (RJ)

Órgãos públicos e sociedade civil debatem criação de memorial sobre a repressão no regime militar

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta terça-feira (8), reunião, na cidade de Petrópolis (RJ), sobre a futura implantação de um centro de memória no imóvel conhecido como Casa da Morte. Estiveram presentes representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Universidade Federal Fluminense (UFF), das Secretarias Municipais de Turismo e de Educação, do Instituto Municipal de Cultura e do Grupo Pró-Memorial Casa da Morte. (mais…)

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