Força Tarefa Araguaia: MPF denuncia novamente Sebastião Curió por crimes na ditadura militar

O militar que comandou a repressão à Guerrilha do Araguaia, acusado pela terceira vez, é denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de duas vítimas.

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra Sebastião Curió, o major do exército brasileiro que comandou a repressão à Guerrilha do Araguaia, no sudeste do Pará, resultando em centenas de camponeses torturados e dezenas de guerrilheiros mortos, cujos corpos jamais foram encontrados. A ação penal é assinada por oito Procuradores da República que integram a Força Tarefa Araguaia e foi apresentada à Justiça Federal em Marabá, tratando do assassinato, tortura e ocultação dos cadáveres de Cilon da Cunha Brum (“Simão”) e Antônio Teodoro de Castro (“Raul”).

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Os militares que a ditadura brasileira tentou apagar

Levantamento inédito da Pública revela que indenizações a anistiados da ditadura, foco de críticas da ministra Damares Alves, contemplam mais de 3 mil militares perseguidos; para cada três civis anistiados, há um militar

Por Bruno Fonseca, Agência Pública

No feriado do dia 9 de julho de 1975, não houve aulas. Era quarta-feira, mas o ponto facultativo da Revolução Constitucionalista em São Paulo permitiu ao tenente-coronel Vicente Sylvestre trocar a sala de aula do Curso Superior de Polícia por uma ida trivial ao supermercado. O relógio marcava 3 da tarde quando o telefone tocou na residência da família, nos arredores do bairro do Butantã. Do outro lado da linha, o chefe da 2ª Seção da Polícia informou ao filho mais velho de Sylvestre que estavam a caminho: “Avise-o, aguardem”, disse antes de desligar.

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Bolsonaro: proibidão para menores e maiores

O preconceituoso capitão-presidente reivindica e cumpre o lugar de fala de um Brasil da pornochanchada

Por Xico Sá, no El País

Não precisamos recorrer a seriados chiques e distópicos, como abestalhadamente já fez este cronista. Nem citar os Black Mirrors ou South Parks da vida. O buraco, a cratera, o rombo simbólico é mais embaixo.  Bolsonaro é típico personagem da pornochanchada brasileira, o cinema popular dos anos 1970-80, não por coincidência a época de um Brasil idealizado pelo capitão-presidente nos seus micro-sermões nostálgicos e patrióticos.

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Pela primeira vez, indígenas waimiri-atroari relatam à Justiça ataques sofridos durante a abertura da BR-174

Audiência judicial ocorreu na TI Waimiri-Atroari; MPF quer responsabilizar União e Funai por violações praticadas durante ditadura militar

Helicópteros que sobrevoavam as aldeias derramando veneno e detonando explosivos sobre centenas de indígenas reunidos para celebração de rituais de passagem. Sucessivos ataques a tiros, esfaqueamentos e degolações violentas praticadas por homens brancos fardados contra indígenas sobreviventes dos ataques aéreos. Tratores que passavam destruindo roçados, locais de passagem e antigas capoeiras de aldeias centenárias – locais sagrados para os indígenas.

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Quem foi Alfredo Stroessner, ditador homenageado por Bolsonaro?

Mais de 18 mil pessoas foram torturadas e mais de 400 foram executadas ou desapareceram no stroessnismo

por Giovanna Galvani, em CartaCapital

Reverenciado por Jair Bolsonaro na posse do novo diretor-geral da Usina Itaipu-Binacional, em Foz do Iguaçu (PR) nesta terça-feira 26, o general paraguaio Alfredo Stroessner entra no rol dos repressores publicamente citados – e admirados – pelo presidente brasileiro. Bolsonaro o definiu como “um homem de visão, um estatista” pela atuação do ditador na construção da Usina. Foi no governo de Stroessner que as relações entre ambos países se estreitaram – devido, em grande parte, à existência de governos autoritários de militares dos dois lados.

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Diretor da Faculdade de Direito da USP repudia ‘incitação ao ódio’

Por Estadão Conteúdo / Metro

O diretor em exercício da Faculdade de Direito da USP, Celso Fernandes Campilongo, manifestou repúdio ao texto distribuído pelo professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, que elogia a ditadura militar (1964-1985) e se manifesta contra uniões afetivas. Campilongo reagiu ao que classifica de “incitação ao ódio”.

Em nota, na qual não cita o nome de Gualazzi, o diretor diz que a “Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo zela pela liberdade de cátedra e expressão”.

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Elogiado por Bolsonaro, Stroessner perseguiu camponeses e grilou 6,7 milhões de hectares

Durante 35 anos, ditador cedeu a aliados políticos uma área total equivalente à Lituânia; principais beneficiários da grilagem no Paraguai, latifundiários brasileiros expandiram sua influência durante o regime

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

“Um homem de visão, um estadista”. Com essas palavras o presidente Jair Bolsonaro prestou sua reverência ao general Alfredo Stroessner, ditador que presidiu o Paraguai entre 1954 e 1989. Em 35 anos de governo, Stroessner promoveu um regime de terror que culminou com 425 paraguaios mortos e 20 mil presos políticos, segundo dados da Direção Geral de Verdade, Justiça e Reparação do Paraguai. Entre eles, vários camponeses.

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MPF lança site em simpósio sobre Justiça de Transição: “não há futuro sem memória”. “O país segue dividido”

Evento promovido pela ESMPU teve conferência do brasilianista James Green e a participação do Vice-PGR, da PFDC, procuradores atuantes no tema e ex-presos políticos e familiares de mortos e desaparecidos

O Ministério Público Federal lançou, nesta sexta-feira (22), o site sobre a atuação da instituição em Justiça de Transição (AQUI). O lançamento ocorreu durante simpósio realizado na sede da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, unidade do MPF onde esse trabalho, hoje nacional, começou há 20 anos.

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Transição incompleta e democracia débil, o caso brasileiro

Sem punir os violadores da ditadura, o Brasil é um triste caso de falta de vontade política de enfrentar e superar o passado. Site do MPF reúne ações movidas contra repressores

Por Marlon Alberto Weichert*, no El País

Justiça de Transição é a denominação dada para um conjunto de medidas judiciais e não judiciais adotadas por países egressos de regimes autoritários ou guerras internas para lidar com o legado de graves violações aos direitos humanos. O objetivo central do processo de justiça de transição é o fortalecimento do Estado democrático de direito, com o desenvolvimento de garantias de não-recorrência, ou seja, a transformação do Estado e da sociedade para que não se repitam violações em massa aos direitos humanos.

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O calabouço onde o governo da Nicarágua prendeu jornalistas

Condições da prisão não servem “nem para criar porcos”, diz deputado europeu que foi visitar o dono de um canal de TV detido pelo governo de Daniel Ortega

Por Wilfredo Miranda Aburto, Agência Pública

As lanternas dos celulares machucaram os olhos do jornalista nicaraguense Miguel Mora. Os deputados do Parlamento Europeu iluminaram a cela para, no escuro, encontrar o jornalista e preso político da ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo na Nicarágua. Mora estava no fundo da cela, vestindo o uniforme azul de presidiário. Passou quase um minuto até que os olhos do diretor do antigo canal de TV 100% Noticias se adaptassem à iluminação e ele pudesse ver com clareza os visitantes de sotaque estrangeiro que haviam chegado ao seu calabouço na prisão conhecida como El Chipote, na capital Manágua.

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