“Estamos destruindo a natureza para o proveito de uma minoria”, diz Dowbor

Escolhido para a Entrevista do Mês dos Aliados da Pública, o economista Ladislau Dowbor alerta: na era do capitalismo improdutivo, caminhamos em ritmo acelerado para um desastre

Por Caio Costa, Thiago Domenici, Agência Pública

O diagnóstico é grave, mas Ladislau Dowbor nega ser pessimista. Brinca: “O pessimista é o otimista bem informado”, repetindo uma frase do economista Ignacy Sachs, com quem compartilha trabalhos e a origem polonesa. Para melhorar o cenário, Dowbor tem feito reuniões em um grupo que vai apresentar propostas no Economia de Francisco, evento convocado pelo Papa Francisco para discutir uma “economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a depreda”, nas palavras do comunicado do pontífice. O encontro será realizado em março de 2020 em Assis, na Itália. “Por isso o nome Economia de Francisco, de São Francisco de Assis”, explica o professor.

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Gravidez por estupro e tortura revelam como a era Pinochet fez das mulheres troféus de guerra

Quarenta e seis anos após golpe contra Allende, livro reúne trechos de relatório que revelou atrocidades da ditadura chilena

por Rocío Montes, em El País

Quase todas as mulheres que foram torturadas no Chile desde o golpe de Estado de 11 de setembro 1973, há exatos 46 anos, sofreram também violência sexual, sem distinção de idade. Pelo menos 316 foram estupradas, incluindo 11 que estavam grávidas. Do total das vítimas que depuseram entre 2003 e 2004 na Comissão Nacional sobre a Prisão Política e Tortura, 12,5% eram mulheres (3.399). Dessas, 229 esperavam um filho, e algumas o perderam; outras deram à luz após serem estupradas por seus torturadores, e muitas passaram por intrincadas e recorrentes tortura sexuais que incluíam agressões físicas e humilhações diante de pais e irmãos.

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Itamaraty não reconhece existência de Golpe de 64 e cria constrangimento na ONU

Durante reunião em Genebra, governo Bolsonaro voltou a se recusar reconhecer a existência de regime militar; Relator da ONU fala em “volta à Idade Média”

Por Jornal GGN

Em um encontro realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (ONU), juntamente com o Instituto Herzog, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, nesta terça-feira (10), o governo Bolsonaro se recusou a reconhecer que houve ditadura militar entre os anos 1964 e 1985 no Brasil. As informações são do blog de Jamil Chade, no UOL.

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Ossos humanos são encontrados em casa do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner

Residência fica em um prédio localizado no terreno conhecido na cidade como “A Casa do Terror”, por conta das torturas que aconteceram no local contra opositores do regime

Por Opera Mundi

Ossos humanos foram encontrados nesta quarta-feira (04/09) em uma das casas do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1912-2006), que governou o país de maneira autoritária entre 1954 e 1989.

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ONU alerta para redução de espaço democrático no Brasil. Bolsonaro rebate com ataque a pai de Bachelet torturado e morto pela ditadura Pinochet

Michelle Bachelet destacou ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos. Em resposta, o presidente brasileiro chamou agenda de direito humanos de ”bandidos”

Por Agência France-Presse, no Correio Brazilense

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou, nesta quarta-feira (4/9), sobre uma “redução do espaço democrático” no Brasil, especialmente com ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos. 

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Agonia (e morte?) do desenvolvimento no Brasil

Breve, neoliberalismo nos levará à terceira década de estagnação. País está esgotado e diante de encruzilhada. Ou sucumbe e aceita fim de sua humanidade possível; ou adota novo projeto, muito distinto do desenvolvimentismo anterior

por Eleutério F. S. Prado1 , em Outras Palavras

Dois padrões de crescimento

Quando se olha o comportamento da economia capitalista no Brasil nos últimos setenta anos de uma perspectiva que fica apenas na observação dos dados empíricos, é absolutamente nítido que dois grandes períodos aparecem: um deles que vai até 1980, o qual não pode deixar de ser considerado como de alto crescimento e um outro, que se inicia em 1990, o qual está caracterizado por uma quase-estagnação. A década dos anos 1980 é de crise e de transição entre esses dois padrões de crescimento do produto interno bruto (PIB).

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Justiça responsabiliza Funai e União por violações contra povos Tenharim e Jiahui na ditadura militar

Sentença atende pedidos do MPF em ação civil pública; medidas incluem proteção aos locais sagrados, instalação de polo de saúde e pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos

Procuradoria da República no Amazonas

A Justiça Federal no Amazonas deu um importante passo em direção à reparação dos danos causados aos povos indígenas pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar ao condenar, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a União pelas violações contra os povos Tenharim e Jiahui – que fazem parte do conjunto de povos que se autodenominam Kagwahiva – durante a abertura da BR-230 (rodovia Transamazônica), entre 1969 e 1974.

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Relator no STJ vota pela reabertura do caso Riocentro; julgamento é suspenso

Ministro defendeu aplicação de normas internacionais que consideram as práticas imprescritíveis, ou seja, sem prazo para serem julgadas.

Por Rosanne D’Agostino, no G1 

O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou nesta quarta-feira (28) para que militares sejam julgados pelo atentado a bomba no Riocentro, em 1981.

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As memórias da Ditadura no RN esquecidas com o tempo

Perseguições políticas e torturas por agentes do Estado em 64 só sobrevivem na mente de quem sofreu ou cometeu os crimes

Kennet Anderson e Isadora Morena, Brasil de Fato 

No dia 28 de agosto se comemora o aniversário de 40 anos da Lei de Anistia, promulgada em plena ditadura militar após muita mobilização social. Mas pouca gente sabe do que essa lei trata e como ela afetou o Rio Grande do Norte.

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Uma democracia sem memória é como um Titanic desgovernado. Lei da Anistia, 40 anos depois, sofre riscos de retrocessos. Entrevista especial com José Carlos Moreira da Silva Filho

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

Há exatos 40 anos, no dia 28 de agosto de 1979, o presidente João Batista Figueiredo promulgou a controversa Lei da Anistia, que concedeu perdão a todos que cometeram crimes políticoscrimes conexos e crimes eleitorais entre os dias dois de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979. A  anistia foi estendida ainda aos que tiveram seus direitos políticos  suspensos, aos servidores públicos ligados à administração estatal, aos  militares e aos dirigentes e representantes sindicais punidos pelos Atos Institucionais e Complementares durante a ditadura militar.

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