Nota oficial da Federação Nacional dos Jornalistas em apoio ao jornalista Juca Kfouri e em repúdio a seu agressor

Fenaj

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) expressa seu apoio ao jornalista Juca Kfouri e seu repúdio às inaceitáveis agressões praticadas por meio de mensagens em rede social por José Emílio Joly Júnior. Em sua coluna na internet e em jornal, Juca Kfouri aborda principalmente temas esportivos, mas com frequência trata também de temas políticos, inclusive para dar toda a dimensão das questões que envolvem o esporte brasileiro e mundial.

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Ação Popular, uma alternativa ao materialismo histórico marxista e ao individualismo liberal-burguês. Entrevista especial com Fábio Pires Gavião

por Ricardo Machado, em IHU On-Line

A Ação Popular – AP, movimento de esquerda brasileiro fundado em 1962, tornou-se tema de debate recentemente quando veio à tona um texto do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em que ele afirmava que o filósofo e pesquisador Pe. Henrique de Lima Vaz teria negociado um cargo na Capes e no CNPQ em troca do fim do combate armado do movimento. “As alusões contidas no texto carecem de qualquer sustentação do ponto de vista documental ou de simples coerência contextual. Para além, tal autor não tem relevância acadêmica como pesquisador nos debates sobre o período”, afirma o historiador e pesquisador Fábio Pires Gavião, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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Flavio Koutzii: “A democracia acabou. Eu me sinto hoje um exilado no Brasil”

Por Marco Weissheimer, no Sul21

O colapso do Estado de Direito e a violação do processo eleitoral, materializados de diferentes formas em 2018, têm consequências de graves implicações para o presente e o futuro do país. Para um militante histórico da esquerda brasileira e latino-americana, a mais grave delas é que a democracia acabou no Brasil. “Como a democracia real depende de um certo grau de estado de direito, o colapso deste impede a existência de um estado de democracia. Ela levou um tiro no coração”, diz Flavio Koutzii, que lutou contra duas ditaduras, no Brasil e a Argentina, onde ficou preso entre 1975 e 1979.

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Os fuzis e as flechas

Resenha de Messias Basques*, do Cadernos de Campo/USP, no  Jornalistas  Livres

As manchetes dos jornais revelam um cenário desolador. Aldeia Munduruku é dizimada pelo garimpo. Hidrelétrica inunda cachoeira sagrada, retira urnas indígenas e gera crise espiritual na Amazônia. Mais da metade dos Xavante sofrem de diabetes e doença coronariana. CPI da Funai aprova relatório com pedido de indiciamento de lideranças indígenas. Professor Xokleng é morto a pauladas e entidade vê intolerância étnica em Santa Catarina. Indígenas denunciam descaso com saúde na região do Vale do Javari. Ministério Público Federal investiga denúncia de intimidação e ameaças durante evento que debatia impactos ambientais da extração de ouro pela mineradora Belo Sun. Taxa de suicídio entre indígenas é três vezes maior que a média nacional. Ato de vandalismo destrói gravuras históricas do povo Waujá em caverna do Xingu. “Nem um centímetro a mais para terras indígenas”, prometeu o candidato eleito à Presidência da República. A fotógrafa Claudia Andujar alerta: “Só vai piorar”.

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Maria Rita Kehl: Brasil sempre achou melhor negociar com elite do que bater de frente

A psicanalista, jornalista e escritora concedeu uma entrevista à Rádio Brasil de Fato, na última semana

Por Nina Fidélis e Leonardo Fernandes, no Brasil de Fato

Na penúltima edição do programa No Jardim da Política de 2018, o estúdio da Rádio Brasil de Fato contou com a presença da psicanalista, jornalista e escritora Maria Rita Kehl, que compôs a Comissão Nacional da Verdade. A entrevista acontece no mês em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos. 

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Após 50 anos do AI-5, ‘toda a nação está sob ameaça’

A Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo, recebeu personalidades históricas em ato que rememorou a ditadura e alertou sobre a ameaça de novos tempos sombrios

por Gabriel Valery, da RBA

Há 50 anos, o regime ditatorial civil-militar, que alcançara o poder por meio de um golpe quatro anos antes, em 1964, dava seu passo mais sombrio com o Ato Institucional Número Cinco, o AI-5. Naquele 13 de dezembro, a força da ditadura fechou o Congresso, cassou parlamentares, demitiu funcionários públicos, suspendeu habeas corpus e quaisquer garantias constitucionais. O resultado foi a institucionalização da tortura e da censura no país.

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“É urgente reafirmar o compromisso com a defesa dos direitos humanos”, destaca PFDC em audiência sobre os 70 anos da Declaração Universal

Diálogo também celebrou os 30 anos da Constituição Cidadã e chamou atenção para a necessidade de alianças contra retrocessos

Quando se pensa na história dos direitos humanos e na história da Constituição Federal brasileira, necessariamente há que se falar de lutas pela afirmação desses direitos. “Trata-se de direitos e garantias que não surgiram do nada, mas sim como fruto da real mobilização desses sujeitos de direitos”, destaca o procurador federal adjunto dos Direitos do Cidadão, Domingos da Silveira.

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‘Toda ditadura quer controlar o campo educacional, porque é nele que há liberdade para pensar e construir novos caminhos para a sociedade’

Julia Neves – EPSJV/Fiocruz

Era 13 de dezembro de 1968 quando o então presidente da República, general Artur da Costa e Silva, autorizou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que cassou as liberdades civis no país por quase duas décadas. À época, várias medidas de exceção foram impostas, como o fechamento do Congresso Nacional, a suspensão do habeas corpus para crimes políticos e a intensificação da censura. Antes do AI-5, em 28 de junho, milhares de trabalhadores e estudantes se reuniram na chamada Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, tendo como pano de fundo o recente assassinato do estudante Édson Luís pela ditadura. Somando-se a isso, greves em todo o país mostravam os problemas e a indignação de grande parte da sociedade. A Educação foi bastante impactada pelo decreto do AI-5. No final de novembro daquele mesmo ano, os militares já haviam promulgado a Lei nº 5.540, da Reforma Universitária. Já o ensino profissional foi modificado em 1971, com a Lei nº 5.692, que instituiu o segundo grau técnico obrigatório. Cinquenta anos depois, as medidas de 1968 ainda impactam o sistema educacional brasileiro.

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Eugênia Gonzaga: “O Brasil não cumpriu o dever de pôr a ditadura em pauta. Há um pacto para não constranger os militares”

Eugênia Gonzaga, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, diz que hierarquia do presidente em relação às Forças Armadas poderia facilitar a demanda das famílias dos desaparecidos

Por Marina Rossi, no El País

No aniversário de 50 anos do Ato Institucional número 5 (AI-5, de 13 de dezembro de 1968), considerado o ato mais duro dos 17 instituídos durante a ditadura militar brasileira, a procuradora Eugênia Gonzaga, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, faz questão de pontuar os poucos – mas importantes – avanços na pauta dos desaparecidos políticos. Dentre elas, a identificação das ossadas de dois militantes dados como desaparecidos, que ela considera “a melhor notícia do ano”.

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