Ditadura militar: a terrível violência contra os índios em MG

Pesquisas da Comissão da Verdade mostram técnicas de tortura, prisões e aumento da violência durante regime

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

Cleonice Pankararu tinha dois anos quando essa história começou. Ela e a família viviam em uma aldeia em Pernambuco, ameaçada pela construção da Hidrelétrica de São Francisco. Os integrantes da aldeia não concordaram com a construção e então, num dia no final dos anos 60, o avô de Cleonice foi amarrado por guardas e sumiu. Ali começou a viagem em busca de Antônio Pankararu. (mais…)

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MPF/MG Recomenda à Comissão de Anistia que evite retrocessos no projeto do Memorial da Anistia

A recomendação trata apenas da importância do Memorial como medida de Justiça de Transição

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) recomendou ao Presidente da Comissão de Anistia, Paulo Henrique Kuhn, que evite retrocessos no projeto de implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil, localizado em Belo Horizonte/MG, bem como que sejam adotadas as medidas cabíveis para a solução de todas as questões que envolvem a efetivação do projeto do Memorial, de modo a permitir a regular retomada do desenvolvimento das etapas que se encontrem pendentes. (mais…)

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‘Desigualdade existe porque o capital é a prioridade, não os direitos humanos’

Vinte e cinco anos após a descoberta dos Arquivos do Terror, que denunciaram a existência da Operação Condor, o advogado paraguaio Martin Almada diz que seus princípios da ação continuam vigentes

por Sarah Fernandes, para a RBA

São Paulo – Em 22 de dezembro de 1992, há exatos 25 anos, ocorria um fato que mudaria para sempre a história política da América Latina: o advogado paraguaio Martín Almada, acompanhado pelo juiz José Agustín Fernández, encontrava quatro toneladas de documentos sobre atividades da polícia secreta paraguaia na ditadura de Alfredo Stroessner, que governou o país por 35 anos (de 1954 a 1989). Os papéis ficaram conhecidos como Arquivos do Terror e denunciaram ao mundo à existência da Operação Condor, uma aliança política entre os vários governos militares da América Latina, com respaldo da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), para coordenar a repressão a opositores e eliminar seus líderes. (mais…)

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Ditadura Militar: atualize as histórias que te contaram na escola

Indígenas, crianças e até mesmo o ex-presidente JK estiveram sob perseguição do regime militar

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

Acaba de ser lançado um relatório de quase 2 mil páginas com informações novas sobre como a ditadura militar agiu em Minas Gerais. O documento é resultado de quatro anos de pesquisas e entrevistas realizadas pela Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg), com o objetivo de recuperar fatos que aconteceram entre os anos de 1946 a 1988. (mais…)

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Relatório da Volkswagen não satisfaz vítimas da ditadura no Brasil

Ex-operários perseguidos boicotam divulgação de estudo encomendado por montadora alemã. Texto aponta colaboração de funcionários da empresa com aparato repressivo, mas conclui que comportamento não era institucional.

Na DW*

A Volkswagen divulgou nesta quinta-feira (14/12) um relatório que detalha a colaboração da filial brasileira da empresa com o aparato repressivo do regime militar, que governou o país de 1964 a 1985. (mais…)

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Investigação sobre atuação da Volkswagen na ditadura é inédita no país, diz MPF

Por Camila Maciel, repórter da Agência Brasil

A investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a Volkswagen – pessoa jurídica de direito privado – como colaboradora do regime militar (1964-1985] e, portanto, responsável por violações de direitos humanos, é inédita no Brasil. Segundo o procurador responsável pelo caso, Pedro Machado, as investigações anteriores apuravam ações de agentes do Estado ou do próprio Estado. Nesse sentido, o procurador afirma que o caso é “paradigmático” para a Justiça brasileira no tema da memória e verdade. (mais…)

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Minas Gerais teve 1.531 presos políticos durante ditadura militar

Relatos revivem crueldade da tortura e sequelas deixadas nas vítimas do regime

Bernardo Miranda e Fransciny Alves – O Tempo

De Minas Gerais partiram as primeiras tropas militares para o golpe de 1964. Se o Estado foi protagonista na derrubada de João Goulart, também teve um importante papel na resistência à ditadura e, consequentemente, nos atos de repressão. O relatório final da Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg), que vai ser lançado nesta quarta-feira (13), somente em seu primeiro volume, detalha mortes e desaparecimentos forçados de 17 militantes no Estado e o assassinato e “sumiço” de 49 mineiros pelo país, além de identificar 1.531 presos políticos em Minas. (mais…)

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Argentina fecha o círculo do crime mais cruel da ditadura

IHU On-Line

Precisou esperar 40 anos pelo fechamento do círculo. Mas viveu para contá-lo. María del Rosario Cerruti, como outras mães de desaparecidos, estava juntando dinheiro em frente à Igreja de Santa Cruz na tarde de 8 de dezembro de 1977. Precisavam do valor para pagar um anúncio no jornal La Nación com os nomes de 804 desaparecidos. Dentro da Igreja, o infiltrado Alfredo Astiz, um capitão da Marinha que se fez passar por irmão de um sequestrado e havia conquistado a confiança das mães, deu o sinal da morte: beijou os que deviam ser sequestrados enquanto seus colegas observavam a cena, ocultos entre os fiéis que comemoravam o dia da Virgem. A reportagem é de Carlos E. Cué, publicada por El País, 10-12-2017. (mais…)

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Historiador desenvolve pesquisa sobre genocídio de indígenas na Ditadura Militar

Aprovado no mestrado da UFF, no Rio de Janeiro, Breno Tommasi veio para Manaus apurar o que os militares tornavam público sobre os índios no período

Por Amanda Guimarães, de Manaus, em A Crítica

Crimes contra indígenas cometidos por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) na Ditadura Militar (1964-1985) foram apurados e registrados no Relatório Figueiredo. O documento ficou desaparecido durante 45 anos após ressurgir quase intacto em abril de 2013, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Atualmente, o relatório foi utilizado como objeto de estudo pelo historiador, Breno Tommasi, de 22 anos, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e agora pesquisa de Mestrado. (mais…)

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