Dulce Pandolfi: “Fui objeto de uma aula de tortura”

Mulheres perseguidas relembram as situações e os sentimentos ao longo da ditadura e comentam o momento negacionista vivido sob o governo Bolsonaro: “Nós temos uma dor que jamais será apagada”

Por Redação Agência Pública

“Este é um momento político muito oportuno para relembrar que existiu uma ditadura civil-militar no Brasil”, introduz a repórter Tatiana Merlino, sobrinha do jornalista Luiz Eduardo Merlino, morto e torturado pelos militares em 1971. A convite da Pública, Tatiana entrevistou ao vivo Victória Grabois, do Grupo Tortura Nunca Mais, e parente de desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia, e Dulce Pandolfi, historiadora que foi torturada no DOI-Codi da Tijuca.

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A Comissão dos Desaparecidos e a indicação de Ailton Benedito

Benedito não aceita que em 1964 se implantou uma ditadura, que houve torturas, morte e desaparecimento de presos políticos. Em um de seus acessos, anos atrás, acusou a Comissão de não levantar os presos políticos no período do governo Lula.

Por Luis Nassif, no GGN

Uma das discussões mais estapafúrdias dos últimos tempos, no Ministério Público Federal, é sobre a indicação por Jair Bolsonaro do procurador Ailton Benedito, do MPF de Goiás, para ocupar a vaga do MPF na Comissão dos Desaparecidos.

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MPF aciona Justiça e questiona a nomeação de membros para a Comissão de Anistia

Indicação de militares e de pessoas manifestamente contrárias às políticas de reparação das vítimas da ditadura é incompatível com as atribuições da Comissão

O Ministério Público Federal solicitou à Justiça, nessa sexta-feira (3), a suspensão dos efeitos da Portaria 378 que nomeou novos conselheiros para compor a Comissão de Anistia. Para o MPF, o ato assinado pela titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a Ministra Damares Alves, viola gravemente o compromisso democrático de reparação das vítimas da ditadura. Com pedido de liminar, os procuradores pedem a imediata suspensão da nomeação de sete membros, bem como que sejam indicados novos nomes para a Comissão. Poderá ser aplicada multa diária se a liminar deferida não for tempestivamente cumprida. O MPF pede ainda a anulação dos atos praticados pelos membros nomeados na referida Portaria.

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#AbrilIndígena: Funai deverá pagar salário mínimo a indígenas da comunidade Krahô enquanto demarcação de terra não ocorre

Decisão tem caráter precautivo, diante da extrema vulnerabilidade alimentar e nutricional dos indígenas, assentados na aldeia Takaywrá, em Lagoa da Confusão (TO)

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

Na última sexta-feira (26), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) atendeu pedido do Ministério Público Federal 9MPF) pela antecipação de tutela (liminar) em ação civil pública ajuizada contra a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai), para determinar a adoção de medidas que garantam a sobrevivência da comunidade indígena Krahô, assentada na aldeia Takaywrá, em Lagoa da Confusão, Tocantins.

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Anísio Teixeira: Ele teve uma morte misteriosa enquanto lutava pela educação no Brasil

Por Maria Fernanda Garcia, no Observatório do Terceiro Setor

Anísio Teixeira nasceu em Caetité, na Bahia, em 12 de julho de 1900, e foi um jurista, intelectual, educador e escritor brasileiro.

Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930 difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em preferência à memorização, além de defender um  ensino público, gratuito, laico e obrigatório. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova.

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Ministério diz que trabalho sobre Perus continua: ‘Legado humanitário’

Representante do governo afirma que grupo de trabalho continua em atividade e que ações não serão interrompidas. Prefeitura paulistana e Unifesp também se manifestam

por Redação RBA

Depois da controvérsia sobre as atividades do Grupo de Trabalho Perus, que analisa ossadas encontradas em vala clandestina em 1990, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nota na noite de ontem (22) para afirmar que o GTP “não foi encerrado” com a publicação, por Jair Bolsonaro, do Decreto 9.759, que extinguiu conselhos sociais. Segundo o ministério, o grupo foi formado em 2014 como resultado de uma ação civil pública que envolve União, o estado e o município de São Paulo.

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Nota de repúdio do Grupo Tortura Nunca Mais

NOTA DE REPÚDIO DO GTNM-RJ SOBRE O DECRETO DE BOLSONARO QUE EXTINGUE OS GRUPOS DE TRABALHO DE PERUS E DO ARAGUAIA

Rio de Janeiro, 22 de abril de 2019.

O Grupo Tortura Nunca Mais-RJ, repudia mais um ato do governo Bolsonaro. Por meio do Decreto 9759, assinado dia 11 de abril, – que extingue conselhos e órgãos colegiados ligados à administração federal -, Bolsonaro extinguiu os dois Grupos de Trabalho de identificação das Ossadas de Perus e do Grupo de Trabalho do Araguaia (GTA).

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Ditadura militar e Bolsonarismo: política doméstica e relações internacionais

O populista, que tanto critica o “viés ideológico” de seus opositores, chancela uma política externa subalterna e ideologicamente afinada aos interesses dos EUA, que não coincidem com os interesses nacionais. Tal modalidade de inserção internacional tem contribuído para o enfraquecimento do Mercosul

Por Carlos Eduardo Santos Pinho, no Le Monde Diplomatique

A eleição de Jair Bolsonaro, potencializada pela difusão de fake news por meio de mídias sociais, redefiniu o pacto político da Nova República (1985-1989) e sucumbiu a polarização política entre PT e PSDB, vigente em seis eleições presidenciais. Foi sufragado nas urnas um projeto de poder fortemente conservador nos costumes, radicalmente liberal na economia e submisso, do ponto de vista das relações exteriores, aos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA, como mostram as evidências empíricas.

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