João Cândido Felisberto. Por Chico Alencar

Carta aberta ao comandante da Marinha sobre a Revolta da Chibata

No A Terra é Redonda

Exmo. Sr. Marcos Sampaio Olsen, Comandante da Marinha do Brasil
c/cópia para José Múcio Monteiro, Ministro da Defesa e para o deputado Aliel Machado, presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.

Sr. Almirante: A inscrição do nome de João Cândido Felisberto, líder da Revolta contra a Chibata, em 1910, no Livro de Heróis da Pátria, já aprovada no Senado (PL 340/2018), está em análise na Câmara dos Deputados, onde tramita (PL 4046/21). (mais…)

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Como os terreiros enfrentaram a ditadura?

Análise do jogo duplo do regime. No Nordeste, a umbanda era perseguida. Templos, invadidos. E adeptos, torturados. Até um grupo de extermínio foi criado para reprimi-la. Mas, no eixo Rio-SP, ela era celebrada como expressão da “democracia racial”

por Ana Paula Mendes de Miranda e Leonardo Vieira Silva*, em Outras Palavras

São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
Obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
(“Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória”, Gonzaguinha)

Muito já foi escrito sobre o papel de destaque da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) na luta contra a repressão e defesa dos direitos humanos no enfrentamento à ditadura civil-militar[1], que teve relação direta com as mudanças nas diretrizes pastorais e teológicas internas e o progressivo endurecimento da ordem política e social após 1964. A proeminência do tema está diretamente relacionada ao seu protagonismo nacional à época. (mais…)

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Os crimes da ditadura no Reformatório Krenak

Comissão da Anistia revirou as ações militares contra etnias às margens do Rio Doce, em MG. Levantamento aponta aparelhamento da Funai e outros órgãos para “guiá-las rumo a assimilação pela sociedade” – incluindo tortura física. Até uma guarda indígena foi criada

Por Rafael Ciscati, no Brasil de Direitos

Foi no final dos anos 1960 que Djanira Krenak presenciou uma cena cuja memória carregaria consigo por toda a vida. Anciã do povo Krenak, Djanira e a família viviam nas imediações do Posto Indígena Guido Marliére, na cidade de Resplendor, Minas Gerais.  Criado pelo governo brasileiro no início do século XX,  o Guido Marliere existia – segundo a visão da época – para administrar a presença indígena na região. O território, às margens do Rio Doce, era tradicionalmente ocupado pelos Krenak. Durante a Ditadura Militar, no entanto, a recém-criada Fundação Nacional do Índio (Funai) entregou o comando da área a um policial militar, o  Capitão Manoel dos Santos Pinheiro. (mais…)

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MPF defende criação de fórum sobre violações a indígenas durante ditadura militar

Em participação no Acampamento Território Livre, procuradores debateram a necessidade de reparação aos povos indígenas

Durante mesa ocorrida nesta sexta-feira (26), dia do encerramento da 20ª edição Acampamento Território Livre (ATL), em Brasília (DF), o Ministério Público Federal (MPF) defendeu a necessidade de reparação aos povos indígenas por violações a direitos humanos cometidos contra eles durante o período da ditadura militar. O tema foi debatido na plenária “Justiça de Transição, por reparação e não repetição dos crimes cometidos pela ditadura contra os povos indígenas”.
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Após pedido do MPF, Ufes abre procedimento para anular homenagens a agentes da ditadura

Um ex-presidente e um ex-ministro da ditadura militar brasileira têm títulos de Doutor Honoris Causa concedidos pela Ufes

Após pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) abriu um processo administrativo para reavaliar títulos de Doutor Honoris Causa concedidos pela instituição ao ex-presidente Emílio Garrastazu Médici e ao ex-ministro da Educação e Cultura general Rubem Carlos Ludwig, durante a ditadura militar brasileira.

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Ministério da Justiça de Lewandowski autoriza reinstalação da Comissão de Mortos e Desaparecidos

Decisão abre caminho para grupo emitir pareceres sobre indenizações aos familiares das vítimas e mobilizar esforços para localizar restos mortais de desaparecidos na ditadura

Brasil 247

247 – O Ministério da Justiça, sob a gestão de Ricardo Lewandowski, concedeu parecer favorável à reinstalação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, informa a coluna da Malu Gaspar no jornal O Globo. A decisão abre caminho para que o grupo retome suas atividades, incluindo a emissão de pareceres sobre indenizações aos familiares das vítimas e esforços para localizar os restos mortais daqueles que desapareceram durante a ditadura militar. (mais…)

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25 de abril: 50 anos da Revolução dos Cravos. Por Valerio Arcary

No 25 de Abril de 1974, ruiu a ditadura mais antiga do continente europeu. A rebelião militar organizada pelo MFA, uma conspiração dirigida pela oficialidade média das Forças Armadas que evoluiu, em poucos meses, de uma articulação corporativa para a insurreição, foi fulminante.

No Blog da Boitempo

“A sombra de uma azinheira, que já não sabia a idade,
Jurei ter por companheira, Grândola, tua vontade“
Zeca Afonso, cantor popular português

Já se disse que as revoluções tardias são as mais radicais. No 25 de Abril de 1974, ruiu a ditadura mais antiga do continente europeu. A rebelião militar organizada pelo MFA, uma conspiração dirigida pela oficialidade média das Forças Armadas que evoluiu, em poucos meses, de uma articulação corporativa para a insurreição, foi fulminante. (mais…)

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