Gaza: A paz cínica dos carrascos. Por Chris Hedges

Acordo ignora crimes de guerra, autodeterminação da Palestina e qualquer possibilidade de reparação. Genocidas saem vencedores. E cessar-fogo pode ser temporário; afinal, há décadas Israel rompe tratados para impor seu terror sem fim

Em seu substack | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Não há escassez de planos de paz fracassados na Palestina ocupada, todos incorporando fases e cronogramas detalhados, remontando à presidência de Jimmy Carter. Eles terminam sempre da mesma maneira. Israel obtém o que quer inicialmente — no caso mais recente, a libertação dos reféns israelenses restantes — enquanto ignora e viola todas as outras fases até retomar seus ataques ao povo palestino. (mais…)

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“Ainda estamos de pé em meio às ruínas”. Por Ali Skaik

Relato de um jovem de Gaza após o cessar-fogo. O bloqueio acabará: comerão até frango! Famílias voltarão à cidade. Dormirão sem medo de bombas e tiros. Cadáveres serão recolhidos sob escombros. E começa outra batalha: de cura, de recusa a esquecer, de perseguir sonhos

Por Ali Skai*, no The Nation | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Após dois anos de um genocídio implacável, chegou um cessar-fogo. Nós, gazenses, estamos inundados de sentimentos conflitantes — alegria pelo silêncio que se seguiu aos intensos bombardeios, mas também uma tristeza que persiste no fundo da alma. Esperança e luto se entrelaçam enquanto começamos a nos curar entre os ecos da perda e da sobrevivência. (mais…)

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O jornalista palestino Saleh Al-Jaafarawi, 27 anos, foi assassinado dia 12 de outubro de 2025, por uma milícia sionista.

O sionismo não luta apenas contra o Hamas, luta contra todo o povo palestino

Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL

Por mais de sete décadas, o aparato de propaganda israelense tentou reduzir a causa palestina à luta contra uma única organização: o Hamas. Com esse argumento, busca justificar o genocídio de um povo inteiro e apresentar sua guerra como uma “campanha antiterrorista”. No entanto, a verdade é bem diferente: o sionismo não luta contra o Hamas, luta contra a Palestina, seu povo, sua história, sua identidade e seu direito de existir.

Desde 1948, o projeto sionista se baseia na desapropriação, na limpeza étnica e na negação do outro. Não importa se o palestino é cristão ou muçulmano, se vive em Gaza, Jerusalém ou na diáspora; para o sionismo, todo palestino é um obstáculo ao seu projeto colonial. Esta é a raiz da violência que vemos hoje: não um conflito religioso ou político, mas uma ocupação militar prolongada que busca apagar um povo inteiro de sua terra. (mais…)

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Trump, Gaza e o império da paz tutelada

Em um cessar-fogo construído sobre escombros, cada detalhe pode esconder uma nova armadilha para a paz. É possível confiar em Netanyahu, que já quebrou acordos anteriores? Desta vez, o presidente dos EUA estará disposto a contrariar seu aliado?

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Após a aprovação da chamada fase um do acordo para encerrar o conflito em Gaza, mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e aceito de forma condicional pelo Hamas e pelo gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, diversas questões são colocadas para o futuro próximo de Gaza e do equilíbrio geopolítico da região. (mais…)

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O consentimento israelense ao genocídio. Por Gideon Levy*

Quando 62% da população nega a existência de inocentes em Gaza, a desumanização deixa de ser projeto extremista para se tornar consenso nacional sustentado por uma máquina de negação midiática

A Terra é Redonda

Os massacres de 7 de outubro de 2023 trouxeram a morte à Faixa de Gaza. Levará anos para que ela retorne à vida, se é que isso acontecerá. Mas esses eventos, e o subsequente ataque israelense, também mataram a esperança por um Israel diferente. Ainda é cedo para mensurar a extensão dos danos que esta guerra causou à sociedade e ao Estado israelense. (mais…)

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A solidariedade do mundo e o silêncio árabe

Editorial da UPAL

O dia 7 de outubro foi revelador. Dois anos após o Tempesade Al-Aqsa, o mundo voltou a olhar para a Palestina, e foram os povos — não os governos — que fizeram as praças tremerem com suas vozes. Da América Latina à África do Sul, da Europa à Ásia, milhões de homens e mulheres se manifestaram em solidariedade à resistência palestina, exigindo o fim do genocídio e o respeito aos direitos de um povo que está sob ocupação há mais de sete décadas.

Mas essa onda humana de conscientização contrastou com um silêncio doloroso: o dos países árabes e muçulmanos. Não o de seus povos, muitos dos quais também sentem a causa palestina como sua, mas o de seus governos, que se refugiaram na indiferença, no cálculo político ou na submissão às potências ocidentais. (mais…)

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