Editorial da UPAL
O dia 7 de outubro foi revelador. Dois anos após o Tempesade Al-Aqsa, o mundo voltou a olhar para a Palestina, e foram os povos — não os governos — que fizeram as praças tremerem com suas vozes. Da América Latina à África do Sul, da Europa à Ásia, milhões de homens e mulheres se manifestaram em solidariedade à resistência palestina, exigindo o fim do genocídio e o respeito aos direitos de um povo que está sob ocupação há mais de sete décadas.
Mas essa onda humana de conscientização contrastou com um silêncio doloroso: o dos países árabes e muçulmanos. Não o de seus povos, muitos dos quais também sentem a causa palestina como sua, mas o de seus governos, que se refugiaram na indiferença, no cálculo político ou na submissão às potências ocidentais. (mais…)
