O problema de gerarem bolsões sem vacina

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

A ANTECIPAÇÃO E UM ADENDO

O governo de São Paulo anunciou ontem que vai antecipar em um mês o calendário de vacinação contra a covid-19. Se a previsão se cumprir, toda a população adulta vai ter recebido pelo menos a primeira dose até o dia 15 de setembro. Outros estados  têm feito movimentos semelhantes. O Maranhão está muito mais avançado: a capital já vai começar a cadastrar pessoas com 25 anos, sem comorbidades, para vacinar esta semana.

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Em Brasília, povos indígenas protestam em defesa de seus direitos durante abertura da Copa América

Cerca de 120 indígenas participaram do ato pacífico, impedido pela polícia de chegar até o estádio Mané Garrincha, onde ocorria partida de abertura da Copa América

POR ADI SPEZIA E TIAGO MIOTTO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Povos indígenas realizaram na tarde deste domingo (13) uma marcha pelo Eixo Monumental, em Brasília, em direção ao estádio Mané Garrincha, onde hoje, às 18h, ocorre a partida de estreia da Copa América, entre Brasil e Venezuela. O evento acontece no país apesar do alto número de casos e mortes em decorrência da covid-19 e do baixo índice de vacinação da população brasileira.

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Em solidariedade: “Por que o Intercept decidiu que Leandro Demori não vai se submeter ao depoimento policial contra nosso jornalismo”

Apesar dos esforços de alguns, ainda vivemos em uma democracia. E nossa Constituição garante a liberdade de imprensa e protege o sigilo de fonte.

The Intercept Brasil

A POLÍCIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO é a que mais mata no Brasil e uma das mais letais do mundo. Nos últimos anos, a brutalidade aumentou de modo aterrorizante, seguindo os pesados ventos da extrema direita no país. Esse é o fato público a ser investigado. É preciso parar a máquina da morte que a Coalizão Negra por Direitos acertadamente classifica como genocídio negro.

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Barbárie policial e o eterno Cemitério dos Pretos Jovens

Kathlen, jovem grávida, foi assassinada. Nas “balas perdidas” com alvo certo, nas prisões-senzalas e na brutal desigualdade, o passado escravocrata é eterno presente – e parece gritar que negro não tem direito de viver, tampouco de nascer

por Bibi Tavares*, em Outras Palavras

Ser negro e se manter vivo no Brasil é uma missão a longo prazo, te obriga a viver em alerta 24 horas, sete dias por semana. Em casa, na rua, no trabalho, no supermercado, no banco, é como se pessoas negras, preferencialmente pobres, nascessem com uma grande placa colada nas costas: atire aqui, isso quando conseguem nascer. Na última terça-feira (8), Kathlen Romeu, uma mulher negra de 24 anos, designer de interiores e que estava grávida, foi vítima da famosa “bala perdida” da PM carioca, no bairro Lins de Vasconcelos. Kathlen estava andando na rua com sua avó quando uma bala de fuzil atravessou seu tórax e lhe tirou a vida.

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Subserviência de Queiroga desmascarada pela nova bravata de Bolsonaro

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

QUANTO PIOR, MELHOR

Se há limites para uma atuação pró-vírus, Jair Bolsonaro os desconhece. “Acabei de conversar com um tal de Queiroga, não sei se vocês sabem quem é. Nosso ministro da Saúde. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados para tirar este símbolo… Que obviamente tem a sua utilidade, para quem está infectado”, anunciou ele ontem, durante um evento no Planalto sobre medidas para o setor do turismo. Choveram aplausos. 

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O Brasil muda de ideia em relação às patentes

por Raquel Torres, em Outra Saúde

MUDANÇA DE IDEIA

O Itamaraty finalmente decidiu parar de se opor à quebra temporária de patentes das vacinas contra a covid-19. Não é ainda um apoio, segundo a apuração do jornalista Jamil Chade, mas uma sinalização de que o Brasil vai aceitar discutir na Organização Mundial do Comércio (OMC) algum acordo que envolva a eventual quebra. A preferência, no entanto, continua sendo por formas de negociar a transferência de tecnologia. 

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Uma CPI no país do desvario

Mentiras inundam comissão. Depoentes bolsonaristas falam como se fizessem crônica de uma realidade paralela, ou se vivessem na dimensão da fantasia patológica. Vestem-se de personagens, saem como bufões — sobre os corpos de meio milhão de mortos

por Ricardo Salles, em Outras Palavras

Nos anos 1960, passava uma série televisiva semanal, misto de ficção científica, assombro e mistério, dublada em português. Na abertura de cada filme, numa pequena introdução, com fundo musical sugestivo, se afirmava haver uma quinta dimensão, além das três conhecidas e de uma outra, inferida, o tempo. Era a dimensão da fantasia, que o locutor dizia com voz solene e enigmática se situar além da imaginação, expressão que dava título à série.

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NOTA DE REPÚDIO: Mais um ataque de criminalização da Funai, e de seu Presidente genocida, aos povos indígenas!

COIAB

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) repudia os esforços que a Funai tem concentrado para intimidar, perseguir e criminalizar lideranças indígenas que buscam seus direitos ao se manifestarem contra essa política genocida do governo federal instaurada contra os povos indígenas do Brasil. Recentemente, Sonia Guajajara e Almir Suruí tiveram inquéritos arquivados por falta de argumentos. Mais uma vez, o Presidente da Funai pede para abrir um inquérito policial contra uma liderança indígena. Desta vez o alvo da agressão foi Mario Parwe Atroari, do povo indígena de recente contato Waimiri Atroari, que ocupa o território entre os estados do Amazonas e Roraima. Além dele, mais nove servidores da Funai e dois advogados de duas organizações indígenas foram indiciados.

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“Negativa da vacina foi motivada por dinheiro, por corrupção”, afirma Randolfe Rodrigues

Em entrevista à Revista Brasil TVT deste domingo (6) parlamentar detalha as razões para as negativas de aquisição de vacinas pelo governo Bolsonaro e não deixa dúvidas sobre as motivações para o lobby pela cloroquina.

por Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Em entrevista ao programa Revista Brasil TVT desde domingo (6), o senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou objetivamente que o interesse do governo Bolsonaro em promover o uso maciço da cloroquina no tratamento de pacientes de covid-19 foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI.”, afirma, logo no início de sua participação.

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