Líderes do campo pedem impeachment, renúncia ou um “comando entre todos”, sem Bolsonaro

Para João Pedro Stédile, do MST, Bolsonaro cometeu suicídio político e sociedade precisa se organizar apesar dele; Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, aponta responsabilidade do presidente por matança iminente

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Maior ideólogo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile considerou que o presidente Jair Bolsonaro cometeu um suicídio político ao vivo ao se manifestar, em pronunciamento feito na noite de terça-feira (24), contra as medidas de proteção à saúde da população, como o fechamento do comércio e escolas e a restrição a circulação de pessoas. “Ele não tem mais condições, sob o ponto de vista político, de estar onde está”, afirmou, em entrevista ao vivo ao Brasil 247, transmitida na tarde desta quarta-feira. “Quem comanda o país agora é a unidade entre todos nós”.

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Pronunciamento de Bolsonaro repete conteúdo de redes bolsonaristas

Uma aberração

por Outra Saúde / IHU On-Line

Dizer que Jair Bolsonaro passou dos limites virou lugar comum, mas faltam adjetivos para qualificar o pronunciamento de ontem à noite. A verdade é que não há limite possível para o delírio do presidente que conseguiu, em cinco minutos, usar três vezes a palavra “histeria”, mentir sobre a covid-19, contrariar especialistas do mundo todo, fazer pouco caso dos idosos e doentes crônicos que morrerão e ainda fazer suas típicas provocações infantis a quem o contraria.

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Funai e isolados: “Consequência será o genocídio”

Em entrevista à DW Brasil, sertanista acusa Funai de ignorar regimento e usar pandemia de coronavírus como pretexto para forçar contato com povos indígenas isolados. “Vai acontecer o que o passado já nos ensinou.”

Por João Soares, na DW

Uma portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (19/3) causou forte apreensão entre indigenistas. O texto concede autorização para que as 39 coordenações regionais do órgão, que estão repletas de gestores indicados politicamente, possam estabelecer contato com povos isolados por conta da pandemia do novo coronavírus.

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Sob Bolsonaro, Funai promove evangelização

No Vale do Javari (AM), coordenador da área de Índios Isolados negocia cargos para facilitar acesso de religiosos aos povos. Proselitismo predatório já conta com apoio de helicóptero. Desmatamento na região mais que dobrou, somente no ano passado

Por Igor Carvalho, do Brasil de Fato, no Outras Palavras

O pastor Ricardo Lopes Dias, que recentemente foi nomeado para o cargo de chefia da Coordenadoria Geral de Índios Isolados e Recém Contatados (CGRIIC) da Fundação Nacional do Índio (Funai), teria convidado lideranças indígenas da Terra Indígena do Vale do Javari para assumir cargos no órgão agora dirigido por ele.

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PL 191/2020: Neoliberalismo Extrativista versus Direitos Coletivos dos Povos Indígenas. Por Ricardo Verdum

Observação de Combate: a Nota da ABA à qual Ricardo Verdum se refere pode ser lida aqui.

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) manifesta por meio desta nota sua preocupação com a recente decisão do presidente Jair Bolsonaro, de assinar e encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) onde propõe que seja autorizada a pesquisa e a extração de minerais e hidrocarbonetos em Terras Indígenas, assim como também a instalação e a operação de hidrelétricas e sistemas de transmissão, distribuição e dutovias, entre outras infraestruturas associadas.

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Organização internacional oferece curso sobre prevenção de atrocidades em massa

Formação será ofertada virtualmente pela Auschwitz Institute for Peace and Reconciliation. Inscrições devem ser feitas até 10 de fevereiro

O Auschwitz Institute for Peace and Reconciliation (AIPR) está com inscrições abertas para mais uma edição do curso “Fundamentos na Prevenção de Atrocidades em Massa”. Os interessados têm até 10 de fevereiro para realizarem a inscrição, via preenchimento de formulário eletrônico.

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Carta de denúncia do Povo Tupinambá de Olivença contra o ministro da Justiça Sérgio Moro

Sérgio Moro usou parecer de Temer baseado no chamado Marco Temporal para devolver à Funai 17 processos de demarcação de terras indígenas, prontos para serem assinados. Um dos povos atingidos pela medida, os Tupinambá de Olivença divulgaram manifesto denunciando o ex-juiz e atual ocupante do Ministério da Justiça.

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Carta de denúncia do Povo Indígena Tupinambá de Olivença contra o ex-juiz ministro da Justiça (Sérgio Moro), que violou até o Judiciário

Nós, Caciques da nação indígena Tupinambá de Olivença localizados nos municípios de Ilhéus, Una, Buerarema e São José da Vitória, no sul do Estado da Bahia, vimos através desta carta, DENUNCIAR a toda a sociedade brasileira e as autoridades nacionais e internacionais sobre a violação de todos os direitos constitucionais dos povos indígenas, praticado pelo ex-juiz e atual Ministro da Justiça (Sérgio Moro).

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“O nazismo não é exclusivo aos judeus. Holocausto foi tragédia humana”

Para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, CartaCapital entrevistou integrante do coletivo Judeus pela Democracia

Por Victor Ohana, Carta Capital

Dez dias após um membro do governo de Jair Bolsonaro performar o discurso do nazista alemão Joseph Goebbels, o mundo soleniza o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste mesmo dia, em 1945, as tropas soviéticas libertavam o campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior centro de assassinatos em escala industrial.

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1945: Libertação do campo de concentração Auschwitz-Birkenau

Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio dos nazistas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia no local.

Por Birgit Görtz, Deutsche Welle

Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio de judeus, sintos e roma e tantos outros grupos perseguidos pelos nazistas.

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A economia política do extermínio: Paraisópolis e a próxima tragédia…

Será que conseguiremos confrontar o poder burguês no Brasil sem colocar no centro da agenda política o enfrentamento ao extermínio da população negra? Como colocar no centro da cena política a questão do extermínio?

por Jones Manoel, em Blog da Boitempo

Tenho uma foto do que era, na época, minha turma de segunda série. Eram dez alunos que estudavam nos fundos da Igreja Católica São Francisco de Assis, na favela da Borborema, em Recife. Das dez crianças presentes na foto, apenas dois estão vivos. Eu e mais um. Fui o único a fazer curso superior. Os outros oito morreram. Todos de forma violenta, com tiros ou facadas. Seis deles eu vi os corpos estendidos na rua, esperando o carro do IML chegar. Nas favelas e morros do Brasil, há uma estranha curiosidade mórbida por ficar olhando o corpo até ele ser recolhido. Minha mãe, na melhor das intenções, também tinha uma pedagogia um pouco macabra (costume comum a várias mães): levar o filho para ver o corpo e saber como termina quem “entra na vida errada” para tentar dissuadi-lo das “tentações do crime”.

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