Dulce Pandolfi: “Fui objeto de uma aula de tortura”

Mulheres perseguidas relembram as situações e os sentimentos ao longo da ditadura e comentam o momento negacionista vivido sob o governo Bolsonaro: “Nós temos uma dor que jamais será apagada”

Por Redação Agência Pública

“Este é um momento político muito oportuno para relembrar que existiu uma ditadura civil-militar no Brasil”, introduz a repórter Tatiana Merlino, sobrinha do jornalista Luiz Eduardo Merlino, morto e torturado pelos militares em 1971. A convite da Pública, Tatiana entrevistou ao vivo Victória Grabois, do Grupo Tortura Nunca Mais, e parente de desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia, e Dulce Pandolfi, historiadora que foi torturada no DOI-Codi da Tijuca.

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Dandara dos Palmares e Luisa Mahin – Heroínas da Pátria, Heroínas do Povo Brasileiro

Artigo sobre decisão do Senado em reconhecer Dandara dos Palmares e Luiza Mahin como Heroínas da Pátria

Por Maysa Mathias Alves Pereira, da Página do MST

O Sankofa, símbolo nacional de Gana que representa conceito, nos rememora que “nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou para trás e que sempre podemos retificar os nossos erros. Este ideograma é o pássaro que vira a cabeça para trás e nos afirma a sabedoria de aprender com o passado para construir o presente e o futuro”.

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#AbrilIndígena – História, costumes e divisão sociopolítica dos Bororo são apresentados em evento do MPF em Mato Grosso

Minidocumentário intitulado “Cuiabá, muito mais que 300 anos” traz entrevistas com lideranças indígenas sobre a existência de Bororos na região muito antes da chegada dos bandeirantes.

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, por meio do Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais, realizou na última sexta-feira (26), evento alusivo ao movimento #AbrilIndígena, da Câmara de Coordenação e Revisão das Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR), e ao tricentenário da capital mato-grossense, Cuiabá. Durante cerca de uma hora e meia, foram apresentadas canções indígenas, um minidocumentário com lideranças Bororo e uma palestra sobre a história, os costumes e a divisão sociopolítica dos índios Boe. O evento foi realizado no auditório da Justiça Federal em Mato Grosso.

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Paulo Pachá é professor de história medieval da Universidade Federal Fluminense. Arquivo pessoal

Deus vult: uma velha expressão na boca da extrema direita

Historiador Paulo Pachá explica conceitos ligados às Cruzadas da Idade Média que contagiaram bolsonaristas

Por Ethel Rudnitzki, Rafael Oliveira, na Pública

“Deus vult”, expressão do latim que em português significa “Deus quer”, vem estampando camisetas, textos, tatuagens e tweets da extrema direita mundial desde que Donald Trump resolveu se lançar candidato à presidência dos EUA, em 2016.

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Campanha recria foto clássica de Machado de Assis e mostra escritor negro: ‘Racismo escondeu quem ele era’

Ação ‘Machado de Assis Real’ foi criada pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pede para que nova imagem seja inserida em cima da antiga nos livros ‘para que todas as gerações reconheçam a pessoa genial e negra que ele foi’.

Por G1

Uma campanha da Faculdade Zumbi dos Palmares recriou a foto clássica do escritor Machado de Assis e pede para que a nova imagem seja inserida no lugar da antiga.

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Ministério diz que trabalho sobre Perus continua: ‘Legado humanitário’

Representante do governo afirma que grupo de trabalho continua em atividade e que ações não serão interrompidas. Prefeitura paulistana e Unifesp também se manifestam

por Redação RBA

Depois da controvérsia sobre as atividades do Grupo de Trabalho Perus, que analisa ossadas encontradas em vala clandestina em 1990, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nota na noite de ontem (22) para afirmar que o GTP “não foi encerrado” com a publicação, por Jair Bolsonaro, do Decreto 9.759, que extinguiu conselhos sociais. Segundo o ministério, o grupo foi formado em 2014 como resultado de uma ação civil pública que envolve União, o estado e o município de São Paulo.

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Bolsonaro encerra grupos responsáveis por identificar ossadas de vítimas da ditadura

Decreto que extingue conselhos e comissões atinge o Grupo de Trabalho Perus e o Grupo de Trabalho Araguaia

Redação Brasil de Fato

O governo Jair Bolsonaro (PSL) determinou na última semana o encerramento do Grupo de Trabalho Perus, responsável por identificar corpos de desaparecidos políticos da ditadura militar (1964-1985) entre as 1.047 caixas com ossadas da vala comum de um cemitério na zona oeste de São Paulo (SP), e o Grupo de Trabalho Araguaia, responsável pela busca e identificação dos restos mortais da guerrilha do Araguaia. A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (22) pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ambos os grupos são atingidos pelo decreto 9.759, que extinguiu conselhos e comissões que permitiam a participação da sociedade civil no governo federal.

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Por que confundir populistas com fascistas é um equívoco, segundo pesquisador do Holocausto em Israel

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC News Brasil

Pesquisador por três décadas do Museu do Holocausto em Israel, Avraham Milgram sugere cautela a quem chama tudo de fascismo.

Historiador, ele defende que há uma distinção objetiva entre fascistas e populistas, apesar de semelhanças históricas como lideranças carismáticas, identidade nacional e crise socioeconômica.

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Ministério dos Direitos Humanos nega 33 pedidos de anistia para cada solicitação aprovada

Presidida por ex-advogado de Bolsonaro, com histórico de ações contra reparações a presos políticos, Comissão de Anistia tem seis militares e apenas um representante de perseguidos pela ditadura

Por Ana Karoline Silano e Bruno Fonseca, em Agência Pública

Aos três meses do governo Bolsonaro, a Comissão de Anistia ainda não se reuniu formalmente depois da cerimônia de posse. Conforme a Pública apurou, o primeiro encontro está sendo agendado para o final de abril. A ausência de reuniões com os conselheiros (como são chamados os membros da comissão) não impediu que a ministra Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – ao qual se vincula a comissão – assinasse 367 portarias, até o final de março, decidindo sobre pedidos de anistia. O resultado: apenas oito pedidos foram aprovados, contra 271 negados e 88 arquivamentos.

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Audiência discute divulgação de vídeo em comemoração ao golpe de 64

Da Agência Câmara Notícias

O ministro da Secretaria de Governo, General Carlos Alberto, participa nesta terça-feira (16) de audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Ele deve prestar esclarecimentos sobre a divulgação de um vídeo, em uma das redes sociais do Palácio do Planalto, em defesa do golpe militar de 1964. O material foi divulgado no último dia 31 de março, data em que o golpe completou 55 anos.

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