A canonização de Sepé: uma causa da Igreja e do Povo!

Processo que requer o reconhecimento do líder guarani como Santo pela Igreja Católica desperta a memória de uma das sociedades mais evoluídas que a história registrou e, em consequência, de um dos crimes mais hediondos que o imperialismo praticou contra um povo

Por Marcos Corbari, na Rede Soberania

A igreja deu o start no processo de beatificação de Sepé Tiarajú no final de 2015, repercutindo em instâncias diversas de trâmite burocrático até que, em meados de 2018 veio a notícia mais esperada entre todos os envolvidos: através da diocese de Bagé, região administrativa da Igreja Católica onde está a paróquia de São Gabriel, local do martírio do líder Guarani pelo exército luso-espanhol, estava autorizado o início do processo. Para o povo, porém, Sepé já é santo desde sua morte, a partir do que se mistura com intensidade os caracteres históricos e místicos: “cânon é medida que une a terra gaúcha aos céus, a paisagem do pampa à sua estrela, a simplicidade dos gaúchos à grandeza da alma heróica que deu a vida por seu povo”, expressou em carta um dos articuladores do processo, o teólogo e frei capuchinho Luiz Carlos Susin. “Santo, ainda que tarde!”, arremata.

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MPF recorre ao TRF2 em ação contra militar por crimes na Casa da Morte

Justiça Federal em Petrópolis (RJ) rejeitou denúncia oferecida contra sargento reformado do Exército

Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para dar prosseguimento à denúncia contra um sargento reformado do Exército por crimes cometidos na chamada “Casa da Morte”, em Petrópolis (RJ), durante o regime militar. Antônio Waneir Pinheiro de Lima, de codinome “Camarão”, foi denunciado pelo MPF pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estupro contra Inês Etienne Romeu, mas teve a denúncia rejeitada pela 1ª Vara Federal Criminal de Petrópolis.

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MPF instaura inquérito civil para identificar registros e acompanhar medidas de valorização da memória de João Cândido, líder da revolta da chibata

Inquérito busca identificar os registros da trajetória do “almirante negro”, como era conhecido, na Marinha e a atuação de entes públicos federais, estaduais e municipais na preservação de sua memória

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) instituiu inquérito civil público para apurar as medidas de valorização da memória do marinheiro João Cândido Felisberto por órgãos municipais, estaduais e federais. O procedimento também tem por objetivo identificar os registros de João Cândido na marinha brasileira e acompanhar as medidas adotadas pelos entes públicos para garantir a abordagem histórica de sua trajetória, tendo em vista o disposto na Lei nº 10.639, de 2003, que manda incluir no currículo oficial da rede de ensino a luta dos negros no Brasil.

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Quem foram os primeiros habitantes do Brasil?

Jorge Eremites de Oliveira[i], para o Cafezinho

No dia 3 de fevereiro de 2019, o jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, publicou num blog a postagem intitulada ‘Amiga de Tereza Cristina’, secretária diz que índios não foram os primeiros habitantes do Brasil[ii]. A fala é atribuída à advogada Luana Ruiz Silva de Figueiredo, citada como Luana Figueiredo, atual secretária-adjunta de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura do governo federal.

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Após atuação do MPF, prefeito de Petrópolis publica decreto que desapropria imóvel conhecido como Casa da Morte

Local foi utilizado como centro clandestino de tortura pelo Exército durante a ditadura

Após recomendação do Ministério Público Federal, a prefeitura de Petrópolis publicou, nesta terça-feira (29), o decreto 649, que declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, o imóvel conhecido como Casa da Morte. O local foi utilizado como centro clandestino pelo Centro de Informações do Exército (CIE) durante a ditadura militar, e lá ocorreram casos de tortura e morte.

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“Estou preparado para a porrada”, diz Wagner Moura sobre o filme “Marighella”

Filme estreia no Festival de Berlim com dificuldades de financiamento e sem data para lançamento no Brasil

Mariana Pitasse e José Eduardo Bernardes, Brasil de Fato 

“‘Cuidado que o Marighella é valente’, alertou um agente da repressão antes de umas das muitas tentativas de captura do líder revolucionário durante a ditadura militar”. A passagem da biografia de Carlos Marighella, escrita por Mário Magalhães, retrata uma das principais facetas do protagonista do filme dirigido por Wagner Moura, que estreia na 69ª edição do Festival de Berlim, na Alemanha, entre os dias 7 e 17 de fevereiro.

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A marca que a inquisição deixou na genética de populações da América Latina – inclusive do Brasil

Nos livros de história das escolas da América Latina, 1492 costuma ser apresentado como o ano em que Cristovão Colombo chegou ao território americano

por Alejandra Martins, em BBC News Mundo

Mas também foi o ano de outro evento que deixou um imenso legado no continente, segundo um novo estudo que analisou o DNA de milhares de pessoas da América Latina, inclusive do Brasil.

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Ação Popular, uma alternativa ao materialismo histórico marxista e ao individualismo liberal-burguês. Entrevista especial com Fábio Pires Gavião

por Ricardo Machado, em IHU On-Line

A Ação Popular – AP, movimento de esquerda brasileiro fundado em 1962, tornou-se tema de debate recentemente quando veio à tona um texto do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em que ele afirmava que o filósofo e pesquisador Pe. Henrique de Lima Vaz teria negociado um cargo na Capes e no CNPQ em troca do fim do combate armado do movimento. “As alusões contidas no texto carecem de qualquer sustentação do ponto de vista documental ou de simples coerência contextual. Para além, tal autor não tem relevância acadêmica como pesquisador nos debates sobre o período”, afirma o historiador e pesquisador Fábio Pires Gavião, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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“Genocídio”: Em reportagem de 1969, o extermínio sem fim dos índios no Brasil

Por Norman Lewis, na piauí

Texto originalmente publicado na Sunday Times Magazine em 1969, e depois publicado no livro A View of the World, pela editora Eland. A repercussão do artigo estimulou a criação da Survival International, uma organização que trabalha pelos direitos dos povos indígenas no mundo inteiro. Tradução de Renato Marques de Oliveira

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