Há 49 anos, ditadura decretava o AI-5 inaugurando o terror como política

Transformação de adversários políticos em inimigos a serem eliminados é uma das heranças nefastas desse período que ainda permanecem, por exemplo, na atuação das polícias que reprimem negros, pobres e favelados

por Redação RBA

Há 49 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, a ditadura civil-militar, iniciada com o golpe de 1964, fazia baixar por decreto o Ato Institucional nº 5 (AI-5), inaugurando um dos períodos mais cruéis da história brasileira, com o recrudescimento da censura, cassação de direitos políticos, perseguição, tortura e mortes. Tratava-se do “golpe dentro do golpe” dado pelos setores linha-dura das Forças Armadas, que pregavam a eliminação dos adversários políticos, tratados a partir de então como inimigos.  (mais…)

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As várias faces de Dom Paulo contra a injustiça e a opressão

Documentário sobre o cardeal é lançado em São Paulo, um ano depois de sua morte. Amanhã, será a vez de biografia

por Vitor Nuzzi, da RBA

Nesta quinta-feira (14), quando se completa um ano de sua morte, entra em exibição, em sete capitais, o documentário Coragem – As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, dirigido pelo jornalista Ricardo Carvalho. Um dia antes – data de edição do AI-5, em 1968 – será relançado, em São Paulo, o livro Dom Paulo, um homem amado e perseguido (Expressão Popular), das também jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri. Na pré-estreia do filme, ontem (11) à noite, em São Paulo, diversos relatos mostraram a importância do religioso não apenas no combate ao autoritarismo, mas ao dar voz àqueles que, historicamente, não têm direito a falar.  (mais…)

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Historiador desenvolve pesquisa sobre genocídio de indígenas na Ditadura Militar

Aprovado no mestrado da UFF, no Rio de Janeiro, Breno Tommasi veio para Manaus apurar o que os militares tornavam público sobre os índios no período

Por Amanda Guimarães, de Manaus, em A Crítica

Crimes contra indígenas cometidos por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) na Ditadura Militar (1964-1985) foram apurados e registrados no Relatório Figueiredo. O documento ficou desaparecido durante 45 anos após ressurgir quase intacto em abril de 2013, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Atualmente, o relatório foi utilizado como objeto de estudo pelo historiador, Breno Tommasi, de 22 anos, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e agora pesquisa de Mestrado. (mais…)

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Volkswagen negocia para indenizar vítimas da ditadura militar no Brasil

Porta-voz na Alemanha disse que empresa negocia compensação financeira, mas não há definição de valores.

Por Agencia EFE, no G1

O grupo alemão Volkswagen, através de sua filial brasileira, está em negociações para indenizar as vítimas da ditadura militar no Brasil, mas ainda não há uma decisão sobre a quantia, segundo disse à Agência Efe um porta-voz da montadora na Alemanha. (mais…)

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O lado obscuro do ‘milagre econômico’ da ditadura: o boom da desigualdade

Mesmo com o forte crescimento e criação de empregos no período militar, os salários foram achatados e a distância entre ricos e pobres cresceu

Por Beatriz Sanz e Heloísa Mendonça, El País Brasil

O Brasil polarizado tem reproduzido uma frase que estava na boca de alguns saudosistas de tempos em que notícias sobre violência e economia em marcha lenta pareciam raras. “Na época dos militares era melhor”, tornou-se bordão de quem viveu aqueles anos, e ignora a repressão e a presença de censores nos jornais da época para filtrar notícias negativas à ditadura.  A ideia ressurgiu inclusive entre jovens que se anunciam eleitores do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, por acreditar que no tempo do regime militar o Brasil era mais alentador do que os dias atuais. Bolsonaro alimenta essa ideia tecendo elogios ao período. Entre os argumentos mais utilizados pelo candidato e pelos defensores da intervenção para mostrar a eficácia do regime está a conquista do “milagre econômico”, que ocorreu no Brasil entre 1968 e 1973. De fato, nesta época, o país conseguiu crescer exponencialmente, cerca de 10% ao ano, e atingiu, em 1973, uma marca recorde do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou 14%. O avanço veio acompanhado também de uma forte queda de inflação. A taxa, medida na época pelo Índice Geral de Preço (IGP), caiu de 25,5% para 15,6% no período. (mais…)

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Homologado acordo que permitirá continuidade de projeto para identificar ossadas de desaparecidos na ditadura

Acordo foi o primeiro assinado na 12ª Semana Nacional da Conciliação do tribunal; Vala de Perus foi aberta em 1990 e, em 2009, MPF/SP entrou com ação pois restos mortais estavam se deteriorando

MPF SP

Foi assinado hoje (27) acordo que viabilizará, até o final de 2018, a continuidade dos trabalhos de identificação das ossadas encontradas nas valas clandestinas do Cemitério de Perus, na zona norte de São Paulo. O acordo foi promovido pelo Gabinete de Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) entre representantes da União, do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça Federal, em cerimônia pública assistida por familiares de mortos e desaparecidos políticos, e sobreviventes da repressão. (mais…)

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Estado mantém nomes da ditadura em escola e advogado justifica as contribuições

Por Paulo Victor Fanaia Teixeira, no Olhar Direto

Durou pouco menos de 30 dias a “Escola Estadual Onze de Agosto”, em Arenápolis (a 234km de Cuiabá). Por força de ação judicial, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) recuou e rebatizou a instituição escolar com seu antigo nome, “Senador Filinto Muller”, em homenagem ao general do Exército e ex-senador. A mudança, proposta pelo governo do Estado havia sido tomada no bojo de uma iniciativa federal que visa dar fim a nomeação de prédios públicos em homenagem a agentes antidemocráticos da história do país. Em Mato Grosso, tornou-se objeto de celeuma familiar. (mais…)

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Auschwitz: a luta para preservar a memória do horror

O campo de extermínio nazista de Auschwitz enfrenta um complexo processo de restauração. O objetivo: preservar sua memória, deixando tudo exatamente como estava quando os soviéticos o liberaram

Guillermo Altares, El País Brasil

O sistema de assassinato em massa de Auschwitz baseava-se na esperança e no roubo. De ambas as coisas restam profundas marcas quando se visita o campo de extermínio nazista alemão na atualidade. Os carrascos tentavam enganar os judeus deportados, que iam morrer em questão de minutos ou horas, para que não houvesse tentativas de rebelião. Na antessala das câmaras de gás, diziam-lhes que tomariam banho para desinfecção; pediam-lhes que pusessem nomes nas respectivas malas, que amarrassem os sapatos para não perdê-los quando saíssem… Não importam as fotografias que você possa ter visto: é impossível não sentir um calafrio ao contemplar a enorme montanha de sapatos que as vítimas deixaram para trás. E, quando se olha de perto e se descobre um par de botas de crianças atadas pelos cadarços, indício de que o passaram pela câmara de gás, percebe-se a magnitude do crime cometido ali, mas também até que ponto os mínimos detalhes são importantes neste lugar da morte. (mais…)

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“Latifundiários” de São Paulo no golpe de 1964: apoios, projetos e controvérsias (Introdução e link para baixar)

O texto abaixo é a Introdução ao artigo “Latifundiários” de São Paulo no golpe de 1964: apoios, projetos e controvérsias, de Gabriel Pereira, escrito a partir de parte dos trabalhos desenvolvidos na Comissão da Verdade Rubens Paiva, da ALESP. Foi publicado no Boletim DATA LUTA, da Unesp-Prudente. Sobre ele, diz Gabriel: “De lá pra cá algumas coisas mudaram no campo, mas outras nem tanto, principalmente a repulsa patronal em adotar qualquer forma de regulação das terras e das relações de trabalho dentro das suas fazendas”. Ao final da Introdução, apresentamos o link para a leitura completa. (Combate) (mais…)

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120 anos após o massacre, Canudos é um exemplo de resistência

O ano é 1897. No norte da Bahia, a vila de Canudos era um dos focos de resistência popular contra a República e os altos impostos. A revolta era organizada por todos os moradores da vila, que tinha cerca de 20 mil habitantes, liderados pelo cearense Antônio Conselheiro. Mesmo com o massacre e a inundação, Canudos é um retrato da luta do povo do Nordeste

Brasil de Fato / CPT

Nascido em Quixeramobim-CE, Antônio Vicente Mendes Maciel foi seguidor do Padre Cícero e Padre Ibiapina. Antes de se estabelecer em Canudos, peregrinou na Bahia e em Sergipe. Além de pregar a palavra de Deus, Antônio Conselheiro contribuía na organização de 3 obras que considerava fundamentais por onde passava: açudes, para lidar com clima do semiárido e enfrentar os períodos de estiagem; cemitérios, para enterrar com dignidade a grande quantidade de crianças que morriam de fome; e as Igrejas, para reunir a comunidade em torno da palavra de Deus e para a tomada de decisões coletivas. (mais…)

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