Amor e revolução

Aos 80 anos, Angela Mendes de Almeida conta sua busca pela verdade sobre a morte do companheiro assassinado aos 23 anos pela ditadura, o jornalista Luiz Eduardo Merlino

Por Marina Amaral, Agência Pública

Conheci Angela Mendes de Almeida, aos 80 anos, quando ela terminava seu oitavo livro, “Do partido único ao stalinismo”. Mestre em História e doutora em Ciência Política pela Universidade de Paris VIII, sua trajetória sempre uniu ação à reflexão, militância e produção acadêmica. Ao abraçar o sonho da revolução, em 1965, quando era estudante de Ciências Sociais na famosa rua Maria Antônia, em São Paulo, Angela encontrou também o amor, unindo-se ao jovem jornalista Luiz Eduardo Merlino, companheiro de militância, brutalmente assassinado pela ditadura militar em 1971.

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MPF denuncia seis ex-agentes da ditadura pelo assassinato de Vladimir Herzog

Jornalista foi torturado e morto em outubro de 1975; Brasil já foi alvo de condenação internacional devido à impunidade dos envolvidos

Procuradoria da República no Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou seis ex-agentes da ditadura militar por envolvimento no assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975. Herzog morreu após apresentar-se para depoimento no Destacamento de Operações e Informações (DOI-Codi), em São Paulo, onde foi preso e torturado. O crime é imprescritível e impassível de anistia, uma vez que foi cometido em um contexto de ataque sistemático e generalizado do Estado brasileiro contra a população civil.

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“Quando a mulher indígena entrava no tribunal, mais de uma pessoa seria liberta”, diz pesquisadora em palestra sobre a busca por liberdade protagonizada por mulheres indígenas nos tribunais, no século XVIII

Entre 1680 a 1750, mais de 260 mil indígenas foram escravizados na Amazônia contra menos de 10 mil africanos, tidos, na época, como a mão de obra que prevalecia no Brasil.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta segunda-feira (9), a palestra “Mulheres indígenas nos tribunais: demandas por liberdade na Amazônia portuguesa, 1706-1759”, em Belém. A pesquisadora Luma Ribeiro Prado, que ministrou a palestra com base em sua dissertação de mestrado, mostrou dados e análises surpreendentes sobre a escravização de indígenas, principalmente mulheres, no estado Grão-Pará e Maranhão, no século XVIII.

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MPF move ação para assegurar processo de tombamento do prédio do antigo DOI-Codi

Exército Brasileiro impede o Iphan de ter acesso às dependências do prédio histórico, bem como às plantas do imóvel

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública para que seja determinado ao Exército Brasileiro assegurar, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o acesso às dependências do prédio onde, durante a ditadura militar, funcionou o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). O MPF também pede que sejam disponibilizadas as plantas do imóvel e documentos requisitados pelo Iphan.

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Fiocruz inaugura exposição ‘Marmo: o ofá cuja voz ecoa’

Em AFN Notícias

José Marmo da Silva é figura-chave nas lutas recentes em prol da saúde da população negra. Dentista, educador, militante, filho de Oxóssi e ogã, nascido em Nilópolis, na Baixada Fluminense, ele buscou os saberes das religiões de matrizes africanas para promover políticas públicas de Saúde e de Educação. Para isso, realizou projetos pioneiros, como a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro Saúde). Após sua morte, em 2017, sua coleção particular foi doada à Biblioteca de Manguinhos do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz). Um inventário que abrange cerca de 400 itens, e que registra não apenas sua trajetória, mas o avanço e as estratégias na luta por direitos da população negra e enfrentamento ao racismo.

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Exposição sobre Dom Paulo chega ao Centro Cultural da Juventude, na zona norte paulistana

Evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca

Na RBA

São Paulo – Depois de uma temporada na região central, a exposição Dom Paulo Evaristo Arns chega à zona norte da capital paulista. O evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca. Dom Paulo morreu em dezembro de 2016, aos 95 anos.

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História, ideais e resistência: os 25 anos da CDHM

Pedro Calvi / CDHM

Brasil, 1995. Conflito armado entre sem-terra e polícia militar termina com 10 mortos em Corumbiara (RO). Um bispo da Igreja Universal chuta uma imagem da padroeira do Brasil durante um programa de TV. Fernando Henrique Cardoso toma posse como presidente do país. Os Rolling Stones fazem o primeiro show no Brasil. Um grupo começava a aparecer e já brilhava: os Mamonas Assassinas. Também foi o ano que a internet chegou na vida dos brasileiros. Entramos na rede, navegamos e nos conectamos. Em Brasília, é criada a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A iniciativa intensificou o compromisso com os direitos humanos, marcado pela participação do Brasil na Conferência da ONU de Viena em 1993.

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Comissão que trabalha pela canonização de Sepé Tiaraju inicia ações públicas no RS

No aniversário de 264 anos da morte do líder guarani, comissão visitou locais de seu martírio

Marcos Antonio Corbari, BdF Rio Grande do Sul

Depois de um ano de ações de estudo e planejamento, atividades restritas a seus membros, a comissão pró-canonização de Sepé Tiarajú inaugurou uma nova fase no processo que pretende fundamentar o reconhecimento do líder indígena como Santo pela Igreja Católica. 

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Sessão Solene marca os 25 anos da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) foi criada em 1995. A iniciativa fez parte da intensificação do compromisso com os direitos humanos, marcada pela participação do Brasil na Conferência da ONU de Viena em 1993.

Por Pedro Calvi, na CDHM

Para comemorar os 25 anos da CDHM, será realizada no dia 18 de fevereiro (terça-feira), às 9h, uma sessão solene no Plenário Ulysses Guimarães. Devem participar ex-presidentes da Comissão, ex-ministros de Direitos Humanos, representantes de instituições da sociedade civil e organismos internacionais.

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“O nazismo não é exclusivo aos judeus. Holocausto foi tragédia humana”

Para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, CartaCapital entrevistou integrante do coletivo Judeus pela Democracia

Por Victor Ohana, Carta Capital

Dez dias após um membro do governo de Jair Bolsonaro performar o discurso do nazista alemão Joseph Goebbels, o mundo soleniza o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste mesmo dia, em 1945, as tropas soviéticas libertavam o campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior centro de assassinatos em escala industrial.

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