Live – Rubens Paiva: 50 anos do seu assassinato

Por Núcleo Memória

No próximo dia 20 de janeiro, completam-se 50 anos do assassinato do engenheiro e deputado federal Rubens Beyrodt Paiva. Nessa data, o Núcleo de Preservação da Memória Política, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog e  a Comissão Arns de Direitos Humanos, realizarão um ato virtual de homenagem à pessoa de Rubens Paiva , um dos símbolos mais emblemáticos das arbitrariedades e violações contra os Direitos Humanos perpetrados pela ditadura civil-militar.

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Balaiada: retalhos da nossa história

A Balaiada na Província do Maranhão foi uma das mais sangrentas, envolvendo aproximadamente 3 mil rebeldes

Por Zé Luís Costa, na Página do MST

O período regencial da história do Brasil foi o período em que Dom Pedro I resolveu abdicar do seu trono de Imperador do Brasil e Dom Pedro II, ainda menor de idade não podia assumir o cargo. A solução prevista pela Constituição de 1824, era formar uma Regência até que D. Pedro II atingisse a maioridade, que eram homens ligados à nobreza.

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Enquanto houver racismo não haverá democracia nem nação. Por Ariovaldo Ramos

Há vários tipos de racismo no Brasil. Mas o desfecho é um só: crise da sociedade, impossibilidade de construir uma nação, inviabilização da democracia

Na RBA

As frases foram ditas por pessoas diferentes, com idades distintas, em locais e ocasiões distantes entre si… O que há de comum? Todos foram assassinados… E por quê? Por serem negros! São frases de negros na hora da morte! Todos vítimas do racismo no Brasil. O racismo é agente da morte! O racismo é a morte do conceito de humanidade, é o pior de todos os vírus, é a impossibilidade da unidade humana, é o motor de todas as guerras.

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Origens do racismo estrutural brasileiro. Por Juremir Machado da Silva

No Correio do Povo

O Brasil é um paradoxo cruel: o processo que levou à abolição da escravatura aumentou o racismo que era evidentemente enorme. Trato disso detalhadamente em “Raízes do conservadorismo brasileiro: a abolição na imprensa e no imaginário social (Civilização Brasileira, 2017).

A festa da abolição ainda estava nas ruas e já o Diário do Maranhão cobrava um programa governamental repressivo contra os novos cidadãos livres do Império. Depois de um elogio ao gabinete organizado por João Alfredo Correia de Oliveira, em substituição ao de Cotegipe, e de um voto de louvor ao projeto de abolição enviado ao parlamento pelo ministro da Agricultura, Rodrigo da Silva, o jornal de São Luís passava ao que realmente lhe interessava: “A criação de leis repressivas contra a vagabundagem e a ociosidade”.

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Cidadãos podem contribuir, até 4 de dezembro, para identificação de empresas responsáveis por graves violações a direitos humanos no período da ditadura militar

Basta encaminhar e-mail para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

Pesquisadores, representantes da sociedade civil e cidadãos em geral têm até o dia 4 de dezembro para encaminhar informações que tenham conhecimento sobre empresas responsáveis por graves violações a direitos humanos praticadas em colaboração com agentes da ditadura militar. As informações devem ser encaminhadas para o email pfdc@mpf.mp.br, com o assunto [GT Memória e Verdade].

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A Revolta da Chibata foi há 110 anos

Rebelião dos marinheiros da Armada brasileira contra o uso dos castigos corporais foi liderada por João Cândido, que ficaria conhecido como o Almirante Negro. Foi o primeiro marinheiro a comandar, durante cinco dias, uma frota de navios, entre os quais dois modernos couraçados.

por Luís Leiria, em Buala

“[O algoz] apanhava uma corda mediana, de linho, atravessava-a de pequenas agulhas de aço, das mais resistentes e, para inchar a corda, punha-a de molho com o fim de aparecerem, apenas, as pontas das agulhas. A guarnição formava e vinha o marinheiro faltoso algemado. O comandante, depois do toque de silêncio, lia uma proclamação. Tiravam as algemas das mãos do infeliz e o suspendiam nu da cintura no pé de carneiro, ferro que se prende à balaustrada do navio. E então, Alípio, o mestre do trágico cerimonial, começava a aplicar os golpes. O sangue escorria. O paciente gemia, suplicava, mas o facínora prosseguia calmamente o seu mister degradante. Os tambores, batidos com furor, sufocavam os gritos. Muitos oficiais voltavam o rosto para o lado. (…) A marinheirada, possuída de repulsa e de profunda indignação concentrada, murmurava:

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Jovens reconstroem a memória e o rosto de mulheres negras que tiveram suas histórias apagadas no Brasil

Idealizado por universitária, livro ‘Narrativas negras’ traz a biografia de 41 personalidades desde a luta contra a escravidão, escrita e ilustrada por outras mulheres

Por Daniela Mercier, no El País Brasil

Não se conhece o rosto de Maria Firmina dos Reis (São Luís, 1822-1917), a primeira mulher a escrever um romance no Brasil e pioneira na literatura abolicionista. Tereza de Benguela chefiou um quilombo que reuniu centenas de negros e índios no século XVIII, mas não se sabe ao certo onde ela nasceu nem como morreu. Mulher de Zumbi dos Palmares (União dos Palmares, 1655-1695), Dandara divide historiadores, e a escassez de registros sobre ela torna sua existência para muitos uma lenda. A primeira advogada do Piauí era uma negra escravizada e foi assim reconhecida 247 anos depois de escrever uma carta ao governador da então província denunciando maus-tratos que sofria nas mãos de um novo senhor: “Pelo que peço a V.S. pelo amor de Deus e do seu valimento, ponha aos olhos em mim, ordenando ao Procurador que mande para a fazenda aonde ele me tirou para eu viver com meu marido e batizar minha filha”, escreveu Esperança Garcia, em 1770.

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PFDC coletará informações sobre empresas envolvidas em graves violações e direitos humanos na época da ditadura militar

Reunião pública será realizada no dia 24 de novembro, às 18h

No MPF

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) – órgão do Ministério Público Federal (MPF) – realiza, em 24 de novembro, das 18h às 19h, reunião pública com propósito de obter da sociedade civil informações sobre empresas responsáveis por graves violações a direitos humanos perpetradas em colaboração com agentes da ditadura militar.

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De peças teatrais à transmissão da Copa, a pouco conhecida trajetória de Vladimir Herzog na BBC

Leandro Machado, da BBC News Brasil

No dia 7 de agosto de 1965, o jornalista Vladimir Herzog escreveu uma carta a seus amigos Jean Claude Bernardet (crítico de cinema) e sua esposa, a professora de literatura Lucila Ribeiro Bernardet:

“Eis-me já assentado em Londres, já entrando aos poucos na rotina… Como sabem, estou na BBC, devendo ficar, em princípio, por três anos. Quanto ao problema da volta ao Brasil, prefiro não colocá-lo no momento, mesmo porque seria fora de cogitação, em vista da evolução da situação aí”.

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Vladimir Herzog: 45 anos da morte do jornalista símbolo da luta pela democracia

Neste 25 de outubro, completou 45 anos do assassinato do jornalista pela ditadura militar

Vicente Giesel Hollas, Brasil de Fato 

O jornalista Vladimir Herzog, Vlado, como era conhecido, foi assassinado pela ditadura militar no Brasil (1964 a 1985) no dia 25 de outubro de 1975. No domingo, fez 45 anos. O crime aconteceu após ele ter se apresentado, de forma voluntária, a depor no Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). 

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