O dilema do dilema das redes: a internet é o ópio do povo

Mauro Iasi faz uma leitura marxista do novo documentário da Netflix sobre as engrenagens perversas das redes sociais.

No Blog da Boitempo

O capital tem que ser crisálida por um tempo antes de poder voar como borboleta”
KARL MARX, GRUNDRISSE, p. 453.

O dilema do documentário O dilema das redes (2020) é muito comum em documentários deste tipo. Nos apresentam uma série de dados, fatos e denúncias – todos muito preocupantes – mas lhes faltam categorias de análise para compreender a questão que denunciam. Podemos ver tal problema em bons documentários, como Uma verdade inconveniente (dirigido por Davis Guggenheim e apresentado por Al Gore, 2006) ou mesmo no brasileiro Democracia em vertigem (dir. Petra Costa, 2019).

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Procuradores e representantes da sociedade civil conversam sobre reparações necessárias em decorrência do período ditatorial no Brasil

MPF promoveu uma reunião aberta para ouvir vítimas, pesquisadores e atuantes na temática

Cerca de 40 pessoas participaram nesta quinta-feira (1º), às 18h, de reunião pública virtual promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). Com o tema Memória e Verdade, o encontro promoveu a escuta de vítimas da ditadura, de pesquisadores e de representantes de entidades da sociedade civil que atuam na temática.

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Documentário retoma luta pela Fundação Palmares e pede saída de Sérgio Camargo

Produção contou com o apoio e o depoimento do pai de Camargo

Em Carta Capital

Intelectuais e professores negros idealizaram a produção de um documentário que retoma a história de luta do movimento negro por direitos e defende a saída do atual presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, do comando da pasta. O filme ainda conta com o apoio e o depoimento do pai de Sérgio, o poeta e escritor Oswaldo de Camargo.

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“Quando a nossa história chega, é possível desfazer os preconceitos”, diz autora Glicéria Tupinambá

“Os donos da terra” aborda em quadrinhos episódios históricos e recentes da luta dos Tupinambá da Serra do Padeiro no sul da Bahia

Por Thiago Domenici, Agência Pública

As sete histórias retratadas nesta HQ coloca uma lupa na Serra do Padeiro, no sul da Bahia, região que revela uma resistência indígena que extrapola o local, muito mais ampla, que não se deixa abater, mesmo diante de um governo anti-indígena. “Desde que os Tupinambá da Serra do Padeiro e eu iniciamos nossa relação de pesquisa, há dez anos, temos experimentado diferentes linguagens para comunicar os dados e análises produzidos. Em 2016, o Vitor Flynn, que assina a arte do livro, publicou Xondaro, também pela Editora Elefante, debruçando-se sobre a mobilização dos Guarani Mbyá em São Paulo. A boa recepção do livro é um dos fatores que nos animou a produzir Os donos da terra. Com essas sete narrativas, procuramos navegar por aspectos da memória social, da territorialidade e da cosmologia tupinambá, reconstituindo lances da mobilização política recente e episódios mais recuados, contribuindo para a desconstrução da historiografia hegemônica e da memória oficial”, explica Daniela Alarcon, antropóloga e uma das autoras do livro junto com Vitor Flynn, quadrinista e ilustrador e Glicéria Jesus da Silvamais conhecida como Glicéria Tupinambá, uma das lideranças da aldeia Serra do Padeiro.

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MPF move ação para que estado de Rondônia mude nomes de escolas que homenageiam ex-presidentes da ditadura

Homenageados são apontados no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como responsáveis por graves violações de direitos humanos

Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública para que o estado de Rondônia modifique os nomes das escolas estaduais Marechal Castelo Branco, em Porto Velho; Artur da Costa e Silva, em Alto Alegre dos Parecis; e Emílio Garrastazu Médici, em Presidente Médici. A ação veio após o não acatamento de recomendação expedida pelo MPF que solicitava as mesmas mudanças.

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Mais de mil ossadas de vala aberta na ditadura ainda aguardam identificação

A clandestina Vala de Perus, revelada em São Paulo há 30 anos, armazenou vítimas ocultadas pelo regime militar. Coordenador do trabalho de identificação dos restos mortais vê risco de interrupção sob Bolsonaro.

 Nádia Pontes, na Deutsche Welle

Depois de 34 anos de busca, Gilberto Molina pôde enterrar o irmão mais novo, Flávio Molina, no jazigo da família no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Morto em São Paulo às vésperas do aniversário de 24 anos, o então estudante foi preso e torturado em 1971, nas dependências do temido órgão de repressão política da ditadura militar, conhecido como Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).

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Conteúdos sobre o golpe de 64 e o jornalista Vladimir Herzog “somem” de site da EBC

Mesmo outros sites que já republicaram reportagens e deram os créditos à EBC estão com os links “quebrados”

Redação Brasil de Fato

Conteúdos sobre o período da ditadura militar, como um especial sobre os 50 anos do golpe de 1964, publicado em 2014, assim como uma reportagem sobre a vida do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pelos militares em 1975, foram retirados do site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

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Dona Domingas Damásio, anciã tupinambá, morre vítima de covid-19

Lembrada pela atuação destacada na luta pela demarcação territorial e pelo direito à educação escolar indígena, dona Domingas vivia em Sapucaieira, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia

Por Haroldo Heleno, Nathalie Pavelic, Daniela Alarcon e Patrícia Navarro*, no Cimi

Mais uma estrela de brilho maior se apaga no céu luminoso do povo Tupinambá, no sul da Bahia. Dona Domingas Damásio agora pertence ao panteão de lutadores no mundo dos antepassados e encantados, de onde continuará mobilizada junto aos Tupinambá. Ela morreu no dia 5 de agosto, vítima da Covid-19. Guerreira que resistiu a numerosos ataques, foi retirada de seu povo em meio à necropolítica do governo federal, que tem atingido fortemente as “bibliotecas vivas” de coletividades indígenas de todo o país. Também em consequência da Covid-19, em 17 de maio, os Tupinambá já haviam perdido seu Pedro Alcântara, ancião que vivia na localidade do Acuípe do Meio.

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‘Quero que o aluno aprenda biologia, mas também nossa história quilombola’

Professor quilombola Luiz Kentu defende que ensinar os saberes tradicionais na sala de aula é um meio de ajudar a preservar o meio ambiente e a diversidade cultural do Brasil

Por Anelize Moreira e Sarah Fernandes, na RBA

Do mar, a série de reportagens sobre o educar tradicional volta para as matas. Desta vez, para o interior paulista, em uma região reconhecida pela sua diversidade socioambiental: o Vale do Ribeira. É lá, no extremo sul do estado de São Paulo, que está a maior porção remanescente de Mata Atlântica, com pelo menos 21% do bioma original preservado. Esta conservação da vegetação, da biodiversidade e das nascentes d’água do Vale do Ribeira não é um acaso: ela ocorre justamente porque a região abriga a maior concentração de comunidades quilombolas do estado. São eles e suas práticas tradicionais de manejo da natureza que ajudam a manter a Mata Atlântica em pé.

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