120 anos após o massacre, Canudos é um exemplo de resistência

O ano é 1897. No norte da Bahia, a vila de Canudos era um dos focos de resistência popular contra a República e os altos impostos. A revolta era organizada por todos os moradores da vila, que tinha cerca de 20 mil habitantes, liderados pelo cearense Antônio Conselheiro. Mesmo com o massacre e a inundação, Canudos é um retrato da luta do povo do Nordeste

Brasil de Fato / CPT

Nascido em Quixeramobim-CE, Antônio Vicente Mendes Maciel foi seguidor do Padre Cícero e Padre Ibiapina. Antes de se estabelecer em Canudos, peregrinou na Bahia e em Sergipe. Além de pregar a palavra de Deus, Antônio Conselheiro contribuía na organização de 3 obras que considerava fundamentais por onde passava: açudes, para lidar com clima do semiárido e enfrentar os períodos de estiagem; cemitérios, para enterrar com dignidade a grande quantidade de crianças que morriam de fome; e as Igrejas, para reunir a comunidade em torno da palavra de Deus e para a tomada de decisões coletivas. (mais…)

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Livro de antropologia histórica premiado em evento de Ciências Sociais disponível para download gratuito

“O Nascimento do Brasil e outros ensaios” ganhou o prêmio de “Melhor Obra Científica” no maior evento de Ciências Sociais do país.

Bruno Leal, Agência Café História

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) em sua edição de 2017, outorgou no último dia 27 de outubro o Prêmio de “Melhor Obra Científica” ao livro O Nascimento do Brasil e outros ensaios: “Pacificação”, Regime Tutelar e Formação de Alteridades, do professor João Pacheco de Oliveira, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRJ (PPGAS/MN). A obra, publicada pela editora Contra Capa, pode ser baixada gratuitamente aqui. (mais…)

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Tributo à historiadora Emília Viotti da Costa, por frei Gilvander Moreira[1]

Fiquei comovido ao receber a notícia de que no dia 02 de novembro de 2017 tinha falecido a historiadora Emília Viotti da Costa (1928-2017), aos 89 anos. Para uns, Emília se encantou. Para outros, ela passou para o segundo andar. Para outros ainda, Viotti da Costa entrou para a vida plena. Para dona Maria Resende, da Comunidade Vila Nova, em Belo Horizonte, “morreu a pessoa e ficou o nome”. Perdemos a presença física de Emília Viotti da Costa, uma intelectual de rara grandeza teórica, política e ética, mas os seus escritos ganham maior eloquência e são agora de leitura imprescindível para toda pessoa comprometida com a construção de uma sociedade justa e solidária, que supere o capitalismo e o sistema do capital. (mais…)

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Angola Janga: a resistência de Palmares em quadrinhos

Para o ilustrador Marcelo D’Salete, é essencial representar o negro em primeiro plano e fomentar uma discussão sobre o nosso passado: “‘Os quilombos atuais tocam em algo que no Brasil é nevrálgico: a divisão da terra'”

Por Beatriz Drague Ramos e Filipe Vianna, no Carta Capital

O Quilombo dos Palmares, um dos principais do período colonial brasileiro, é descortinado poeticamente no livro Angola Janga, a ser lançado em 6 de novembro. Por meio dos quadrinhos, o ilustrador Marcelo D’Salete desenha e narra a história de personagens negros como Zumbi, Antônio Soares, Ganga Zumba e Ganga Zona. Principal liderança do quilombo, Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695. A data é comemorada anualmente como o dia da Consciência Negra.  (mais…)

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Um país chamado Canudos, 120 anos depois, por Ruben Siqueira

No Outras Palavras

Artigo especial[1] do cientista social Ruben Siqueira, da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), recorda e atualiza a luta de Canudos, que até hoje é a maior mobilização do exército brasileiro: contra o povo. Nem mesmo a Guerra do Paraguai ou a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra superaram o envolvimento de tropas como no combate à rebelião liderada por Antônio Conselheiro. A violência, pública e privada, continua uma marca da vida nacional, multiplicam-se as mortes nas cidades e nos campos, o Brasil sendo hoje o mais violento país do mundo sem guerra declarada, uma guerra contra os pobres. (mais…)

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120 anos após fim da guerra de Canudos participação indígena no conflito ainda é menosprezada

Antropólogo estima que cerca de 500 índios Kiriri morreram lutando ao lado de Antônio Conselheiro

Rodrigo Esteves Lima, O Estado de S.Paulo

O fim da guerra de Canudos completa 120 anos neste mês de outubro, marcando o aniversário do que foi o maior massacre da história da nossa república. O conflito, que foi travado entre 1896 e 1897 teve entre homens, mulheres e crianças, cerca de 35 mil mortos, dos quais pelo menos 500 seriam índios pertencentes à etnia Kiriri. (mais…)

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“Os índios isolados pertencem à terra, não é a terra que pertence a eles”, diz diretora de Piripkura

Filme sobre o povo indígena em Mato Grosso segue para festival em Amsterdã, após prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio

Por Cristiane Fontes, Época

“Por nos abrir os olhos para a luta incansável de um homem em preservar os direitos inalienáveis em um contexto de hostilidade aberta. Por nos dar o privilégio de mostrar pela primeira vez o milagre do olhar inocente de dois homens livres, em um documentário que nos devolve uma imagem própria como um espelho e nos obriga a refletir sobre nossas próprias vidas.” E assim o júri do Festival do Rio anunciou o prêmio de Melhor Documentário a Piripkura. O filme que nos apresenta Pakyî e Tamandua, dois sobreviventes do povo piripkura que, isolados da sociedade, vivem com um facão, um machado cego e uma tocha no noroeste de Mato Grosso, cercados por fazendeiros e madeireiros; Jair Condor, o indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) que dedica sua vida à proteção dos índios isolados, acompanha os piripkuras desde 1989 e integra a equipe que vem lidando com orçamentos e condições de trabalho cada vez mais precárias; e também a Rita, a terceira sobrevivente piripkura, que, hoje casada com um caripuna, vive em uma aldeia em Rondônia e embarca ocasionalmente em expedições da Funai para monitorar vestígios dos piripkuras na floresta e, assim, reencontrar seu passado. (mais…)

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Corte Interamericana vai decidir se condena Brasil por morte de Herzog na ditadura

Juízo sobre assassinato do jornalista, em 1975, começou nesta quarta e deve ser concluído em 30 dias

No El País Brasil

A Corte Interamericana de Direitos Humanos teve uma jornada intensa nesta quarta-feira, com uma série de depoimentos prévios à sua decisão de condenar ou absolver o Estado brasileiro por torturar e matar o jornalista Vladimir Herzog, em 1975, durante um regime militar que o via como inimigo político. (mais…)

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Origens da polarização política brasileira: guia para entender a nossa política

Ao contrário do que muitos dizem, o PT não dividiu o Brasil; a nossa polarização política é inevitável e é uma consequência do nosso passado escravocrata.

Por 

Gostaria de começar esse texto pedindo para o leitor imaginar um caso hipotético, prometo que não será muito complicado. Numa terra muito distante, um político foi eleito para o cargo máximo, com uma plataforma que buscava fortalecer o mercado interno desse país e expandir a sua capacidade industrial. Numa democracia ideal, após eleito, o novo chefe da nação teria a liberdade (ou melhor, a obrigação) de colocar em prática aquilo que havia sido debatido e decidido durante a campanha eleitoral. (mais…)

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Da Comissão Nacional da Verdade ao Golpe de 2016: a negação da Justiça de Transição

Por Marcelo Zelic*, no Cimi

Uma janela contra o esquecimento abriu-se aos povos indígenas quando, em maio de 2012, os membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniram-se no escritório da Presidência da República, em São Paulo, com entidades de direitos humanos para discutir a inclusão da violência praticada pelo Estado contra os povos indígenas nos estudos da CNV. (mais…)

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