O que vem depois da globalização neoliberal?

O mundo como o conhecemos é um produto da globalização — e esta era, ao que tudo indica, pode estar chegando ao fim.

Por Branko Marcetic / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Donald Trump está de volta ao poder e, para dizer o mínimo, não é fã da globalização. O presidente publicamente “rejeitou o globalismo e abraçou o patriotismo” e disse que “isso deixou milhões e milhões de nossos trabalhadores com nada além de pobreza e sofrimento”. Para entender melhor a era atual da globalização que ele tenta encerrar e seu histórico, é útil compará-la com a globalização que ocorreu entre 1870 e a eclosão da Primeira Guerra Mundial. (mais…)

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MPF recomenda retirada do nome de general da ditadura de quartel do Exército na Paraíba

Homenageado foi um dos signatários do AI-5 e integrou a junta militar que governou o país durante o regime

Ministério Público Federal na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Exército Brasileiro que retire o nome do general Aurélio de Lyra Tavares do 1º Grupamento de Engenharia, em João Pessoa (PB). A unidade militar é apontada por comissões da verdade como um local de repressão durante a ditadura (1964–1985). A recomendação destaca que manter a homenagem fere os princípios democráticos e os compromissos do Estado com a memória, a verdade e a não repetição de violações de direitos humanos. (mais…)

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Como se formam os golpistas? Por Eugênio Bucci

Fora o acerto da lei, o que vemos hoje na corte não é bom. Algo na voz dos réus, na sua maneira de olhar ou de desviar o olhar, deixa ver que, para eles, o golpismo é um ato de bravura

Em A Terra é Redonda

1.

Pela primeira vez na história do Brasil, militares de alta patente, acompanhados de um ex-presidente da República, tomam assento no banco dos réus. Eles são acusados de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, entre outros crimes. A notícia é tão inusitada que parece boa, mas, na verdade, é apenas um começo. (mais…)

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Como escritores, editoras e Academia Brasileira de Letras apoiaram ditadura militar

Nomes como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca e editoras como Record ajudaram no roteiro do golpe e seus desdobramentos

Por Sérgio Barbo | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Não foi só o front dos militares que sustentou a ditadura brasileira de 1964. Uma outra fronteira, a literária, também ajudou a manter o apoio ao regime. “Nós não gostávamos de Jango, de forma que derrubá-lo foi uma boa ideia”, declarou a escritora Rachel de Queiroz em entrevista à TV Câmara, em maio de 2000. Ao lado de Rachel estavam autores e intelectuais de renome, como Rubem Fonseca, Gilberto Freyre, Dinah Silveira de Queiroz, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna e Austregésilo de Athayde. Compartilhavam a mesma trincheira ideológica, as editoras Record, José Olympio, Agir, O Cruzeiro, Globo, Bloch, Ao Livro Técnico e GRD – de Gumercindo Rocha Dórea. (mais…)

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TV Justiça exibe série documental sobre Luiz Gama, jurista negro patrono da abolição

STF

Na semana que marca os 195 anos de nascimento de Luiz Gama, em 21 de junho de 1830, em Salvador (BA), a TV Justiça começou a exibir uma série de cinco episódios sobre sua biografia. Os programas apresentam a trajetória do ex-escravo baiano, alfabetizado aos 17 anos, que estudou direito de forma autodidata e, como advogado, libertou mais de 500 pessoas escravizadas. Gama era abolicionista, jurista, jornalista e escritor. (mais…)

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Os intelectuais e a ditadura no Brasil. Por Michel Goulart da Silva

Como o regime se relacionava com a intelectualidade – e a utilizava no governo? De que forma aconteceu a “limpeza ideológica” nas universidades? De tecnocráticos anticomunistas aos que sonhavam ser a nova elite do Brasil, como agiam as duas principais alas alinhadas aos militares?

por Michel Goulart da Silva, Outras Palavras

Em texto publicado na década de 1970, discutindo a questão dos intelectuais na ditadura, Florestan Fernandes procurava chamar a atenção para a situação concreta em que esses setores viviam naquele contexto. O sociólogo via uma postura equivocada por parte da maioria desses setores. Para Florestan Fernandes, “o intelectual, ainda que universitário e profissional liberal, não surge como uma variante do homem comum. É sua réplica, frequentemente piorada, porque se representa como parte e imune à contaminação do atraso geral”.1 (mais…)

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Onde estão? No Uruguai, todo mês de maio, uma marcha reclama os desaparecidos da ditadura

30ª edição do ato que busca punição pelos crimes da ditadura aconteceu poucos dias depois da despedida de Pepe Mujica

Por Fernanda Canofre | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

No início de uma noite de terça-feira, a Avenida 18 de Julho, que corta o centro de Montevidéu, começa a ser ocupada por uma marcha de pessoas. Idosos, adultos, jovens e crianças levam mate e garrafas térmicas debaixo do braço, alguns com cartazes e camisetas com um símbolo que identifica a causa de estarem ali: a flor da margarida faltando uma pétala, que representa os desaparecidos durante o período da ditadura cívico-militar no Uruguai (1973-1985). (mais…)

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