A branquitude criou imagens visuais que aproximam a mulher negra, como a “doméstica”, a nós, homens negros, fica uma imagem de violência.
Por João Bigon e Wesley Teixeira*, em CartaCapital
Que quer o homem? Que quer o homem negro? Mesmo expondo-me ao ressentimento de meus irmãos de cor, direi que o negro não é um homem. (FANON, 1952)
Não podemos reduzir toda essa experiência da masculinidade negra à palmitagem, esse não pode ser um bordão, ou frases de efeito, para explicar a complexidade da construção humana. Pois sim, nós homens negros também somos humanos, com toda sua profundidade, apesar de durante muito tempo não termos sido considerados ou construídos para isso.
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