Africanos estão sendo impedidos de deixar Ucrânia por racismo, diz União Africana

Por Stephanie Hegarty, da BBC World Service

A União Africana, organização que reúne os 55 países do continente, condenou publicamente o tratamento que, conforme relatos compartilhados nos últimos dias, vem sendo dispensado aos cidadãos de países africanos que estão na Ucrânia em guerra.

Muitos deles estariam enfrentando dificuldade para atravessar a fronteira para escapar do conflito, sendo inclusive impedidos de embarcar em ônibus e trens que têm saído das cidades ucranianas com os civis que tentam deixar o país.

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É proibido se dizer nazista ou negar Holocausto no Brasil? O que dizem leis e especialistas

Matheus Magenta, da BBC News Brasil em Londres

A Lei do Racismo (nº 7.716/89) estabelece que é crime no Brasil “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”, sob pena de dois a cinco anos de prisão e multa. Mas o que dizer de outros atos não expressamente previstos na lei, como fazer uma saudação nazista, se declarar antijudeu, defender a existência de um partido nazista ou negar o Holocausto?

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O episódio do Flow nos ensina que comunismo e nazismo não são iguais

Normalizar doutrinas fascistas não é uma exclusividade do Flow podcast. Na década 1930, o Estadão saudava Hitler e a editora Globo publicava Mein Kampf. Hoje, a Folha promove os devaneios da extrema direita e os liberais tentam equiparar nazismo ao comunismo para se esconderem atrás de uma falsa simetria perigosa – que fortalece a armadilha bolsonarista.

Por Hugo Albuquerque, na Jacobin

Quatro rostos felizes em uma foto de segunda-feira à noite. Era o ponto final de mais um episódio do Flow podcast, até então o segundo mais importante de um segmento extremamente popular no Brasil. Lá estavam os apresentadores, Monark e Igor, e os convidados da vez, os deputados federais Kim Kataguiri, do Podemos (ex-Dem), e Tabata Amaral, do PSB (ex-PDT), respectivamente, a nova direita “antibolsonaro” e a esquerda “moderna” no dizer do capital. A foto escondia mais um episódio macabro de apologia ao nazismo na mídia brasileira. 

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PGR vai investigar declarações de apoio ao nazismo proferidas em podcast

Deputado federal teria afirmado ser um erro criminalização do partido nazista pela Alemanha

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou nesta terça-feira (8) a instauração de procedimento para que seja apurada a prática de eventual crime de apologia ao nazismo pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP) e pelo apresentador do Flow Podcat, Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. Conforme representações apresentadas ao Ministério Público Federal (MPF), durante uma entrevista para o programa que é exibido pela internet, o apresentador teria defendido a legalidade de um partido nazista no Brasil. Já o parlamentar teria afirmado que foi um erro a Alemanha ter criminalizado o partido nazista.

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DPU – Nota pública: Repúdio ao discurso de ódio e à apologia a ideias nazistas em episódio de podcast

A Defensoria Pública da União – através do Defensor Público-Geral Federal, no exercício das atribuições delineadas no art. 8º, inciso II, da Lei Complementar nº 80/1994, e da Defensoria Nacional de Direitos Humanos, no exercício de suas atribuições insculpidas no art. 4º, incs. V, VII e X, bem como no art. 8º, II, ambos da Lei Complementar nº 80/1994, e no art. 134 da Constituição Federal – vem a público repudiar com veemência o vídeo amplamente divulgado no episódio 545 do Podcast Flow, que retrata como fato natural e – pior – como direito fundamental à liberdade de expressão a possibilidade de defesa de atos nazistas, odiosos, hostis e perniciosamente discriminatórios contra judeus.

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A CIA está municiando o terror neonazista na Ucrânia

A CIA vem treinando secretamente grupos anti-russos na Ucrânia desde 2015. Tudo o que sabemos aponta que estes grupos são neonazistas – e eles estão inspirando terroristas de extrema direita no mundo todo.

Por Branko Marcetic, na Jacobin

O governo dos EUA tem um histórico bem documentado de apoio a grupos extremistas como parte de uma panóplia de desventuras na política externa, que inevitavelmente acabam voltando e explodindo na cara do público norte-americano. Na década de 1960, a CIA trabalhou com radicais cubanos anti-Fidel Castro que transformaram Miami em um centro de violência terrorista. Na década de 1980, a agência apoiou e encorajou os radicais islâmicos no Afeganistão, que iriam orquestrar o ataque de 11 de setembro anos depois. E, na década de 2010, Washington apoiou os rebeldes não tão “moderados” da Síria que acabaram causando uma série de atrocidades entre civis e forças curdas que deveriam ser aliados dos EUA na região.

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