Presidente da CDHM manda para a ONU relato sobre crescimento do neonazismo no Brasil

Pedro Calvi / CDHM

Na última sexta-feira (26), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES), enviou para Michele Bachelet, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, e a E. Tendayi Achiume, Relatora especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância relacionada, um relato sobre o crescimento do neonazismo na sociedade brasileira. O documento reporta ainda manifestações de caráter neofascista e racista por parte de autoridades. O ofício de hoje entra no contexto de outro, enviado no último dia 16, quando parlamentares e entidades da sociedade civil denunciaram à ONU o recrudescimento do racismo institucional através do aumento da letalidade policial da população negra. O ofício pede que Bachelet e Achiume se manifestem sobre quais os parâmetros internacionais devem ser obedecidos e quais estão sendo desrespeitados no Brasil e solicita medidas que possam ajudar o Brasil neste momento.

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Especialistas apontam semelhanças entre os 300 de Sara Winter e grupos fascistas europeus

Filme “300”, que inspira acampamento bolsonarista também é referência para grupos racistas e neonazistas; como os europeus, o grupo brasileiro apela à desobediência civil e à violência

Por Andrea DiP e Niklas Franzen, em Agência Pública

“Olá, nós somos os 300 do Brasil, o maior acampamento contra a corrupção e a esquerda do mundo” diz, de maneira nada modesta, Sara Fernanda Giromini, mais conhecida como Sara Winter. No vídeo, ela convoca “pessoas que tenham a coragem de doar ao Brasil sangue, suor e sono” a fazer parte de seu movimento de extrema direita bolsonarista que, desde o começo de maio, está acampado nos arredores da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ontem, Sara também teve o celular e o computador apreendidos pela operação da Polícia Federal relacionada ao inquérito das Fake News que é conduzido pelo STF. Em resposta, fez vários vídeos e posts no Twitter desafiando e xingando o ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito, e ainda fez ameaças: “A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que você frequenta. A gente vai descobrir as empregadas domésticas que trabalham pro senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida. Até o senhor pedir pra sair. Hoje, o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”. Nas redes sociais, o comentário era de que ela fez isso com a intenção de ser presa para se tornar um mártir ou candidata – ou os dois.

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Sessão Solene marca os 25 anos da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) foi criada em 1995. A iniciativa fez parte da intensificação do compromisso com os direitos humanos, marcada pela participação do Brasil na Conferência da ONU de Viena em 1993.

Por Pedro Calvi, na CDHM

Para comemorar os 25 anos da CDHM, será realizada no dia 18 de fevereiro (terça-feira), às 9h, uma sessão solene no Plenário Ulysses Guimarães. Devem participar ex-presidentes da Comissão, ex-ministros de Direitos Humanos, representantes de instituições da sociedade civil e organismos internacionais.

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1945: Libertação do campo de concentração Auschwitz-Birkenau

Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio dos nazistas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia no local.

Por Birgit Görtz, Deutsche Welle

Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio de judeus, sintos e roma e tantos outros grupos perseguidos pelos nazistas.

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Bispos da Europa no Dia da Memória: não ao racismo e à xenofobia

Por ocasião do Dia da Memória neste 27 de janeiro, de libertação dos sobreviventes de Auschwitz-Birkenau, há 75 anos exatos, bispos da Europa se manifestaram contra o antissemitismo e a manipulação política da verdade. E convidaram à oração para que “possa aumentar a reconciliação e a fraternidade, da qual a hostilidade, os conflitos destrutivos e os maus entendidos alimentados são o oposto”.

por Andressa Collet e Amedeo Lomonaco, em Vatican News

O aniversário de 75 anos de libertação dos sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, no espírito das palavras do Papa Francisco, “nos obriga a contrastar com força todos os atos que ameaçam a dignidade humana: racismo, xenofobia e antissemitismo”. Não podemos permitir “que a verdade seja ignorada ou manipulada por exigências políticas imediatas”, dizem os bispos em declaração do presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), cardeal Angelo Bagnasco, e do cardeal Jean-Claude Hollerich, da Comissão das Conferências Episcopais Da União Europeia (Comece).

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Alvim, Bolsonaro e a lógica do capanguismo

Aliados são bandoleiros perante o líder: para ter destaque, é preciso se arriscar. Mas há de se ter bom cálculo. Ex-secretário foi premiado, insultando Fernanda Montenegro. Mas passou dos limites, ao evocar Goebbels — e cortaram-lhe a cabeça

por Roberto Andrés, Outras Palavras

O Bruno Torturra fez uma ótima análise do bolsonarismo a partir do capanguismo. O caso do Roberto Alvim expressa um aspecto particular disso: o comportamento de risco em bandos – de capangas, milicianos ou mafiosos.

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PFDC defende responsabilização de secretário de Cultura e anulação de atos no período em que Alvim coordenou o órgão, incluindo nomeações

“Medida busca tornar evidente que não há espaço, no Estado brasileiro, para flertes com regimes autoritários que fizeram da superioridade racial política de governo”

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão que integra o Ministério Público Federal, encaminhou nesta segunda-feira (20) à Procuradoria da República no DF uma representação com pedido de responsabilização administrativa e criminal do então secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim.

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Roberto Alvim não é o único “Goebbolsonarista” no governo brasileiro, observa Le Monde

A exoneração de Roberto Alvim da Secretaria Especial da Cultura, após o vídeo no qual parafraseou o ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, continua tendo repercussão internacional. O jornal Le Monde de sábado (18) refere-se a Alvim como um “Goebbolsonarista”, e ainda diz que ele não é o único personagem controvertido, para não dizer “iluminado”, a ocupar cargos de alto escalão na área da cultura no governo de Jair Bolsonaro.

por Radio France Internacional – RFI / IHU On-Line

“Muita gente suspeitava que o governo de extrema-direita brasileiro tinha simpatia pelo 3° Reich e, agora, tiveram a prova”, escreve o jornal francês. Le Monde aponta outros colaboradores de Bolsonaro dispostos a criar “uma máquina de guerra cultural”, copiada da propaganda nazista, para agradar o chefe.

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Documento confidencial mostra que Cultura vai continuar pregando ideais nazistas mesmo sem Roberto Alvim

Por Amanda Audi , no The Intercept Brasil

ROBERTO ALVIM FOI DEMITIDO da Secretaria Especial da Cultura após copiar um discurso do chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels. Mas isso não quer dizer que os colegas do dramaturgo, que continuam trabalhando e orientando a política cultural do país, pensem diferente dele.

Intercept teve acesso a um e-mail confidencial enviado na última terça-feira a diretores de entidades como a Agência Nacional do Cinema, a Ancine, e a Fundação Nacional das Artes, a Funarte. No texto, Elton Medeiros, assessor do gabinete do secretário de Cultura, expõe detalhadamente os mesmos ideais proclamados por Alvim e que levaram à queda do dramaturgo. O e-mail, enviado em nome do secretário especial de Cultura José Paulo Martins, foi disparado dois dias antes do vídeo que cita frases de Goebbels.

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