PL 2628: Big techs pressionam para excluir trechos de lei de proteção a crianças nas redes

Empresas se opõem a reter dados de pedófilos e pedem balanço entre proteção e interesse financeiro, revelam documentos

Por Laura Scofield | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

As big techs não querem ter que guardar dados de usuários ligados ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes para repassar às autoridades competentes. É o que revelam documentos, acessados pela Agência Pública, com sugestões das empresas ao projeto de lei 2.628/2022, que pode ser votado nesta semana na Câmara dos Deputados. A proposta visa proteger crianças e adolescentes nas redes sociais e teve a tramitação acelerada após o vídeo do influenciador Felca dominar o debate público sobre adultização e sexualização deste público. (mais…)

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Mudanças nos padrões de sociabilidade juvenil: da melancolia societal à invisibilização dos diferentes. Entrevista especial com Ricardo Severo

Plataformização e mídias sociais são construídas para dar visibilidade a tópicos que geram raiva, ansiedade e medo e t​êm transformado o comportamento social dos jovens, diz sociólogo

Por: Patricia Fachin, em IHU

“Há uma mudança significativa do comportamento que não se restringe à juventude, mas que é mais evidente junto aos jovens, de melancolia societal”. Esse estado de espírito que tem marcado o comportamento social no período recente é potencializado pelo uso cada vez mais frequente das redes sociais que, segundo Ricardo Severo, “são construídas para dar visibilidade a tópicos que geram raiva, ansiedade, medo e sentimentos negativos”. A resposta emocional que emerge da interação social plataformizada, explica, é a “constituição de câmaras de eco de indivíduos que compartilham opiniões semelhantes e que tendem a invisibilizar os diferentes, com relevância, comumente, para opiniões extremadas, com maior alcance aos tópicos ligados à extrema-direita”. (mais…)

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Como enquadrar as Big techs – sem tiros no pé. Por Flávia Lefèvre

Responsabilizar plataformas por conteúdos ilegais é tarefa urgente – e o STF deu um grande passo. Porém, ao dar amplo poder para elas removerem conteúdos, pode criar ambiente de censura seletiva feita por corporações já coniventes com a extrema direita

Por Flávia Lefèvre*, em Outras Palavras

Para analisar a tese de repercussão geral fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 26 de junho, ao decidir sobre a constitucionalidade ou não do artigo 19, do Marco Civil da Internet (MCI), sobre responsabilização de plataformas que exploram serviços na Internet por danos decorrentes de conteúdos postados por terceiros, vou partir da pertinente perspectiva manifestada pela ministra Cármen Lúcia na sessão de julgamento que ocorreu no dia 25 de junho, com o seguinte teor: (mais…)

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Como prevenir uma nova geração fumante e proteger crianças e adolescentes dos vapes

Especialistas e jovens ativistas apontam caminhos para acabar com epidemia de vapes e cigarros no mundo

Por Laura Scofield | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Não é brigando com seu filho, irmão, sobrinho ou amigo, mas por meio de políticas públicas baseadas em evidências científicas que a epidemia de cigarros eletrônicos será controlada. Políticas essas que só serão implementadas globalmente se houver ação das autoridades e pressão pública. Isso é o que defendem especialistas e jovens ativistas ouvidos pela Agência Pública durante a Conferência Mundial sobre Controle do Tabaco, em Dublin, na Irlanda. (mais…)

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Mendonça relativiza combate a mentiras e propõe autorregulação das redes sociais

Com divergência de Mendonça, julgamento envolvendo Marco Civil da Internet chega ao placar de 3×1 no STF

Por Alice Maciel | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Em contraponto aos colegas que já se manifestaram a favor da responsabilização das plataformas de redes sociais sobre o conteúdo postado por seus usuários, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, ao longo de seu voto — lido em duas sessões —, que cabe ao Congresso Nacional a prerrogativa de legislar sobre o Marco Civil da Internet, relativizou o combate a mentiras e propôs, nesta quinta-feira (5), uma autorregulação das big techs, que detêm empresas como TikTok, Facebook e Instagram. (mais…)

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A manosfera online seduz e radicaliza meninos e homens. Entrevista especial com Elisa García Mingo

Com promessas de identidade e pertencimento, fóruns online arrastam meninos e homens para ideologias machistas, racistas e antidemocráticas

Por Letícia Fagundes, em IHU

Em um mundo cada vez mais mediado por telas e algoritmos, a violência deixou de ser apenas física ou visível, ela se tornou também digital, simbólica e cotidiana. O ambiente virtual, que poderia ser espaço de liberdade, criatividade e diálogo, tornou-se, muitas vezes, um território hostil para todos, mas principalmente os que estão nesse ambiente de forma mais assídua, os jovens. É neste cenário que atua a socióloga e professora Elisa García Mingo, coordenadora do Projeto Divisar, uma potente iniciativa espanhola que une ciência, imaginação e ação para enfrentar as novas formas de violência na sociedade digital. (mais…)

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Como estão as escolas sem celulares?

Nos primeiros meses do ano escolar, já é possível notar indícios de melhora na atenção de estudantes. Mas foi só o primeiro passo: combater a dependência de jovens em smartphones e a redução da sociabilidade depende também da regulação das redes sociais

por Gabriel Brito, Outra Saúde

Dispersão, desconcentração, música nos fones de ouvido, troca de mensagens e likes em rede social, jogos online, bets, bullying. Cenas que se tornaram comuns no cotidiano escolar brasileiro há alguns anos. Em resumo, os smartphones e todo seu universo de interações virtuais invadiram o processo formativo de uma geração de adultos que terão de encarar um mundo cujas dinâmicas estão em transformação. (mais…)

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