Terreiro de candomblé é destruído em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Traficantes invadiram o local e obrigaram sacerdotisa responsável pela casa a destruir objetos

Por Tatiana Nascimento, no G1

Traficantes atacaram um terreiro de candomblé localizado no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime ocorreu nesta quinta-feira (11). Os criminosos invadiram a casa, que funciona há mais de 50 anos, e obrigaram a sacerdotisa responsável pelo espaço a destruir todos os símbolos que representavam os orixás.

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A luta de uma Guarani Kaiowá: ‘Fui expulsa da minha terra seis vezes e perdi marido, filhos e neto’

Por Leandro Barbosa, The Intercept Brasil

QUANDO O CARRO em que eu estava parou à margem da BR-463, no dia 26 de maio, em Dourados, Mato Grosso do Sul, Damiana Cavanha, líder indígena Guarani Kaiowá, ficou apreensiva. Disse à freira do CIMI, que a visitava: “olha lá, é fazendeiro”. Foram muitas as investidas de produtores rurais à aldeia Apyka’i, onde Damiana vive, hoje representada por ela, sua nora, uma neta e dois netos, que resistem, naquela beira de estrada, na esperança de retornarem para o seu tekoha (“lugar em que se é”, em guarani). Qualquer estranho, de início, é um suspeito.

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MPF em Paracatu denuncia carvoeiro por trabalho escravo no noroeste de Minas Gerais

Crime aconteceu em fazenda na cidade de Buritis (MG); trabalhadores eram submetidos a jornadas diárias exaustivas e ficavam alojados em ambiente completamente inapropriado

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) em Paracatu (MG) denunciou Raul Cézar Esteves de Souza pelos crimes de redução a condição análoga à de escravo (art. 149, caput) e falsificação de documento público (art. 297, § 4º, ambos do Código Penal).

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Violência policial: o problema não está nos soldados

Nova coluna de Outras Palavras debate polícia e justiça. Na estreia: só os PMs respondem por abusos e violações. Mídia e MP poupam comandantes, governos e estrutura, que humilha a base policial para torná-la feroz contra a sociedade

Por Almir Felitte, em Outras Palavras

Lá pelos anos iniciais da Ditadura Militar, mais precisamente em 1968, reza a lenda que, em uma reunião que determinaria o decreto do AI-5, ato institucional que inauguraria o período mais autoritário do regime, o Vice-Presidente, Pedro Aleixo, teria dito ao Marechal Costa e Silva a seguinte frase: “o problema não é o senhor, nem os que com o senhor governam o país, mas o guarda da esquina”.

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Justiça mantém direito de famílias produtoras do café Guaií à terra

Acampamento Quilombo Grande foi formado em 1998. Atualmente 450 famílias são responsáveis pela plantação de 2 milhões de pés de café. TJ-MG derruba liminar que pedia despejo em caráter de urgência

Por Cláudia Motta, da RBA*

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) reconheceu o direito à terra das famílias produtoras do café Guaií. O julgamento, realizado hoje (11), em Belo Horizonte, foi contrário ao pedido de despejo que tinha por objetivo expulsar as 450 famílias produtoras das terras da antiga usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, no sul do estado.

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MPF instaura inquérito para apurar situação de quilombo no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG)

Comunidade, que se reconheceu como quilombola, está ameaçada por ordem de despejo da Justiça

Ministério Público Federal em Minas Gerais

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), instaurou um inquérito civil para apurar as medidas adotadas pelo Poder Público para a regularização fundiária do território da comunidade quilombola dos Souza/Vila Teixeira Soares, localizada em Santa Tereza, tradicional bairro de Belo Horizonte (MG).

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#emdefesadelas: a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil

Por Pedro Calvi, CDHM

A Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) promove, durante todo este ano, uma campanha de conscientização sobre o “Direito das Mulheres” em várias situações, como a violência doméstica, a violência obstétrica e a situação das mães e mulheres encarceradas. A hashtag #emdefesadelas é a marca da campanha. Rita Meira Lima, Defensora Pública do Distrito Federal, informa que, segundo a Anadep, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no país. Ela participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (11/7), que debateu formas nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher e ações para prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo – assassinatos de mulheres marcados pela desigualdade de gênero. A cada duas horas uma mulher é assassinada no país, a maioria mortas por seus companheiros ou por parentes próximos.

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A invisibilização. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Em minhas análises, com certa constância, acabo me debruçando sobre a questão dos “invisíveis” em nossa sociedade. São grupos humanos concretos, variáveis em tamanho conforme os territórios em que habitam e os momentos históricos da sociedade, condenados pelos processos e estruturas sociais vigentes a viver à margem, em estado de exclusão social, destituídos de cidadania e das condições mínimas de dignidade humana. Na verdade, eles estão aí, mas não são reconhecidos como parte e por isto sistematicamente invisibilizados de algum modo pelos padrões de “normalidade” legitimados e dominantes. Por isto mesmo, tendem a ser desprezados, reprimidos e até assassinados. As expressões genéricas para denominar tais grupos são reveladores de um senso comum contaminado pela dominação e preconceito vigentes. Basta lembrar aqui o uso corrente de conceitos pejorativos como “miseráveis”, “ralé”, “escória”, “plebe”, “vulgo”, “gentalha”, “povinho” e por aí vai. Seria gente não merecedora de se “integrar” ao convívio social, político e cultural, dada a sua situação econômica e modos de vida.

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Seis anos depois e ainda perguntamos: “Onde está o Amarildo?”

Em 2012 foi instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha. E é de lá que começaram a ecoar os gritos  “Onde está o Amarildo?” país afora e no exterior.

Por Cassiano Ricardo Martines Bovo, em Justificando

Encravada em meio a prédios de luxo, a Rocinha choca pelas imagens que expressam o contraste da convivência dos extremos da pobreza e riqueza, neste país de um apartheid disfarçado que é o Brasil. Em 2012 foi instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha. E é de lá que começaram a ecoar os gritos  “Onde está o Amarildo?” país afora e no exterior. Mas, antes, outros gritos se ouviram: os da tortura, em mais um corpo negro massacrado e desaparecido, dentre outros tantos. Falamos muito disso no regime militar, e continua a acontecer.

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Ocupação camponesa de 19 anos sofre ação de despejo em Miravânia, norte de MG

Na terça, 9 de julho, às 8h, teve início a ação de despejo na Ocupação-comunidade Olaria Barra do Mirador. As 52 famílias vivem no local há 19 anos, ocupando a Fazenda Japoré, no município de Miravânia, extremo Norte de Minas Gerais. A ação foi realizada pelo Comando Geral da Polícia Militar de Minas Gerais com cerca de 100 policiais e 20 viaturas. Relatos descrevem que o despejo foi iniciado como “uma operação de guerra e truculência”.

Da CPT MG

As 52 famílias ocupam lotes de 40 hectares cada, em média, e produzem milho, feijão, mandioca, queijos e doces, além de criarem gado, porcos e galinhas para o próprio sustento, além disso as famílias do Acampamento da fazenda Mata do Japoré são responsáveis por mais de 50% da farinha produzida no município de Miravânia, que possui cerca de 7 mil habitantes.

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