Agrotóxico e câncer, não; agroecologia, sim. Por Gilvander Moreira[1]

Já está acionada a luz vermelha sobre a relação da ‘epidemia’ de câncer com o uso e a aplicação de agrotóxicos nas lavouras de monoculturas do café, da cana, do eucalipto, do feijão, da soja e outras. Está comprovado pelo Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA -, da ANVISA[2]: a) a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos acima dos limites máximos “recomendados”; b) a presença em muitos alimentos de venenos não permitidos.  Afora isso, nas fiscalizações junto às empresas produtoras de agrotóxicos observa-se, recorrentemente, muitas irregularidades. “No Município de Lucas de Rio Verde, no Mato Grosso, constatou-se a contaminação do leite materno, das águas da chuva, do solo e até do ar” (MOREIRA, 2016b, p. 224). Estima-se que, a cada ano, 25 milhões de trabalhadores são contaminados por agrotóxicos apenas nos países empobrecidos.

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Nota da AJD de repúdio ao ataque às instituições indispensáveis ao Estado Democrático de Direito e Garantias Fundamentais

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e estatutariamente não corporativa, repudia veementemente os ataques ao Supremo Tribunal Federal em momento no qual coloca em pauta e se prepara para julgamento de ação da qual poderá resultar o reconhecimento do princípio da inocência até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, tal como esculpido na Constituição da República, sem prejuízo das prisões processuais como prisão em flagrante, prisão temporária e prisão preventiva, nos casos previstos em lei.

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Justiça favorece especuladores estrangeiros e 70 famílias podem ser despejadas no TO

Comunidade Taboca, em Babaçulândia, tem ordem de reintegração de posse marcada para esta quarta (20)

Redação Brasil de Fato

Na comunidade camponesa de Taboca, em Babaçulândia (TO), 70 famílias cultivam suas roças de arroz, feijão, mandioca, farinha de puba e abóbora, garantindo sua subsistência e abastecendo o município. As crianças e adolescentes vão à escola e os trabalhadores da cidade desenvolvem uma parceria de pesquisa sobre agroecologia com a Universidade Federal de Tocantins (UFT). Essa realidade, no entanto, está ameaçada por uma decisão da justiça que favorece os proprietários da terra que sequer habitam a região.

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Até quando vão seguir matando Marielle?

Por Editorial da Ponte Jornalismo

Matar nunca foi o bastante. Era preciso, também, profanar o corpo. Foi assim que, após ser traído e assassinado, Zumbi dos Palmares teve a cabeça cortada, salgada e levada para ser exibida ao governador. Tiradentes foi esquartejado e seus pedaços, espalhados por Vila Rica. Antonio Conselheiro já estava morto e enterrado quando o Exército brasileiro invadiu o arraial de Canudos, mas os militares fizeram questão de desenterrá-lo para poder cortar sua cabeça. Após as mortes do bando de Lampião, as cabeças decapitadas dos cangaceiros passaram por diversas exibições e levaram 31 anos para conhecer a sepultura.

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As milícias crescem velozmente por dentro do Estado. Entrevista especial com José Cláudio Alves

por Patricia Facchin, em IHU On-Line

A prisão dos dois acusados de estarem envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, “é a exceção de uma regra”, diz o sociólogo José Cláudio Alves à IHU On-Line. “A regra é que membros de milícias são intocáveis, seus negócios se ampliam e eles têm dimensões crescentes desse poder e agora expressam isso a partir do assassinato de pessoas que ocupam cargos no âmbito político e que são contrárias aos seus interesses”, menciona.

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Datena e o jornalismo mundo cão vendem o ódio bolsonarista há 3 décadas na TV

Por João Filho, no The Intercept Brasil

LOGO DEPOIS de saber que seu filho havia matado oito pessoas e se suicidado, Tatiana foi perseguida na rua por um repórter do Brasil Urgente. Bastante incomodada, ela escondeu o rosto e tentou escapar das perguntas. A dor que ela estava sentindo parecia irrelevante para o jornalista. Ele continuou a perseguição pela calçada com uma abordagem inacreditável:

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Ai, Suzano, não chores por mim. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A chacina na escola estadual de Suzano, região metropolitana de São Paulo, na quarta-feira, com dez mortos e onze feridos, é uma reedição de Realengo, no subúrbio carioca, quando um ex-aluno invadiu a escola em abril de 2011, matou doze estudantes, feriu dez se suicidou. Os dois casos reproduziram o “school shootting” frequente nos Estados Unidos. A reação que ambos provocaram se assemelham: os jovens atiradores foram satanizados como “monstros” e “psicopatas” e, para prevenir outros massacres, surgiram propostas genéricas e descabeladas.

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Estratégias norte americanas

Por Paulo Metri*

A hegemonia dos Estados Unidos da América (EUA) em relação aos demais países, nas últimas três décadas, foi construída por ações que começaram em passado distante. Ênfase na soberania para a formação desta hegemonia é encontrada, inclusive, em afirmações dos próprios pais fundadores.

Como esta posição é conquistada através de iniciativas em diversas áreas, como a econômica, a educacional, a tecnológica, a política, a diplomática e a militar, além de firme posição política de busca da liderança, e como as iniciativas soberanas da Rússia e da China estão em ascensão, poderá ocorrer que a hegemonia estadunidense será ameaçada no futuro. Aliás, a hegemonia dos EUA foi conquistada com o deslocamento da hegemonia inglesa, que prevaleceu até a segunda grande guerra.

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Quem é o brasiliense responsável pelo site que inspirou ataque em Suzano

Homem que ameaçou um atentado na UnB, onde estudou, criou site que incentiva crimes contra minorias e deu dicas aos autores dos assassinatos em colégio de São Paulo e do Rio de Janeiro. Racista, ele diz odiar mulheres desde quando era criança

Por Renato Alves, no Correio Braziliense

Nos bastidores dos massacres das escolas de Realengo, em 2011, e Suzano, na última quarta-feira, está um brasiliense de 33 anos. Ele criou e abasteceu com informações criminosas um site destinado a extremistas, que estimulou e ajudou os autores em ambos os ataques. E, antes deles, levou terror à Universidade de Brasília (UnB), onde estudou e ameaçou uma chacina. A Polícia Federal o prendeu pouco antes do prometido ato terrorista.

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