Poder, religião e preconceito. A ascensão política dos evangélicos

Entrevista aborda o crescimento dos evangélicos no mundo político e discute seus significados

por Agência Pública

Criou polêmica nas redes sociais no final de semana uma denúncia do colunista do Jornal O Dia, Cid Benjamin, de que o Bispo Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, teria pedido a demissão do colega de jornal, Caio Barbosa, por conta de uma reportagem sobre a situação de postos de saúde em meio ao medo da febre amarela. Crivella negou. “É falsa a informação divulgada”, disse em nota. (mais…)

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A Síria e suas complexidades, por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

O povo sírio, que hoje vimos fugindo da guerra já é um velho conhecido do mundo judaico/cristão, a partir da leitura do livro sagrado, a bíblia. A região é terra originária de povos como os canaanitas, hebreus, assírios, babilônios, persas, gregos, bizantinos e fenícios. E sempre foi motivo de cobiça dos que alçavam o poder, por ser uma espécie de portal unindo dois mundos, o europeu e o árabe.  (mais…)

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Projeto de lei sobre infanticídio indígena gera polêmica no Senado

Apontada como de interesse de grupos evangélicos, proposta é criticada por entidades da causa indígena e especialistas

Por Cristiane Sampaio, Brasil de Fato

O Projeto de Lei (PL) nº 119/2015, que altera o Estatuto do Índio para determinar aos órgãos responsáveis pela política indigenista a notificação dos casos de infanticídio indígena, esteve em discussão na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado nesta segunda-feira (14). O assunto levanta mais uma vez a polêmica existente entre grupos religiosos – aos quais é atribuída a proposta – e especialistas e entidades da causa indígena, para os quais a medida seria uma tentativa de criminalizar a cultura das comunidades tradicionais. (mais…)

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Capitalismo e democracia não se casam

A pastora Romi Benke, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), apresentou ao Conselho Nacional da CPT, reunido de 27 a 29 de outubro, em Luziânia (GO), uma análise de conjuntura a partir de escritos do professor alemão Wolfgang Streck, e destacou o papel que a religião desempenha no mundo dominado pelo neoliberalismo. 

Por Antônio Canuto – CPT Nacional

Sua análise parte de que a crise das democracias capitalistas se manifesta de forma surpreendentemente nova… Ninguém sabe o que vai acontecer a seguir. Os temas mudam todos os meses, por vezes, todas as semanas, mas quase todos voltam em algum momento. O campo da ação politica está minado com um número interminável de efeitos secundários imprevisíveis. Se há casos em que se pode falar em complexidade, este é um deles. Faça o que fizer, a política para resolver um problema, cria outro problema. O que põe fim a uma crise agrava a outra. “Por cada cabeça de Hidra que se corta crescem duas novas”, destacou. (mais…)

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A PEC 241 é a contra-face da “defesa da família”

Todos os deputados que estão envolvidos nas proposições em tramitação que pretendem retirar o direito à união homoafetiva, retroceder décadas restaurando o “direito das famílias como entidades” e proibir o debate sobre igualdade de gênero nas escolas votaram a favor da PEC 241, isto é, votaram contra o direito à educação, à saúde e à assistência de brasileiras e brasileiros.

Por Flávia Biroli, no Blog da Boitempo

Fim de um ciclo democrático

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, aprovada em primeira votação na Câmara dos Deputados no dia 10 de outubro, concentra duas investidas fatais contra a democracia brasileira. A primeira é a retirada do orçamento do escopo das decisões democráticas, uma vez que a PEC, se aprovada, determinará a restrição do investimento em saúde, educação e assistência social por uma a duas décadas. Isso significa que as disputas eleitorais serão travadas ao largo de uma questão política central, que é a alocação de recursos. A segunda é o encerramento do patamar em que as disputas têm transcorrido desde 1988, que teve como referência os direitos sociais definidos na Constituição. (mais…)

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Existe “ideologia de gênero”?

Em entrevista à Pública, a doutora em Educação Jimena Furlani, que desenvolveu extensa pesquisa sobre o assunto, explica os equívocos do conceito

por , A Pública

O debate sobre a inclusão dos temas de gênero e sexualidade nos planos de educação (nacional, estaduais e municipais) foi um dos principais fatores de ascensão do Escola Sem Partido, como admite seu fundador Miguel Nagib: “A tentativa do MEC e de grupos ativistas de introduzir a chamada ‘ideologia de gênero’ nos planos nacional, estaduais e municipais de educação ‒ o que ocorreu, principalmente, no primeiro semestre de 2014 e ao longo de 2015 ‒ acabou despertando a atenção e a preocupação de muitos pais para aquilo que está sendo ensinado nas escolas em matéria de valores morais, sobretudo no campo da sexualidade”, disse o procurador em entrevista a Pública (a reportagem pode ser lida aqui). (mais…)

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Escola sem Partido: entre o embuste e a cortina de fumaça

por Erick da Silva*, no Sul21

Capitaneado pela organização “Escola sem Partido” e encampado por uma série de parlamentares de perfil conservador, tem buscado se impor através da aprovação de projetos de lei, de mesmo nome, em parlamentos estaduais, municipais e também na Câmara e Senado Federal uma mudança radical no ensino brasileiro. Basicamente, sob o pretexto de defender princípios como a “neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”, assim como o “pluralismo de ideias no ambiente acadêmico”, o Programa Escola sem Partido pretende colocar o professor em constante vigilância e acabar com a liberdade acadêmica.

O movimento alega-se apartidário, mas em seu site é facilmente encontrado ataques ao PT, revelando um claro posicionamento político, distante da isenção que tentam vender. Efetivamente, seus defensores pouco conhecem sobre o sistema de ensino brasileiro, não possuem nenhum amparo teórico-pedagógico e se utilizam fartamente de uma retórica de frases de efeito e baixo conteúdo. Sua sustentação se resume a ficar reeditando dogmas obscurantistas somados a uma recauchutagem de velhos slogans anticomunistas dos tempos da guerra fria. (mais…)

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Escola sem Partido é inconstitucional e contra o pluralismo, afirma MPF

Nota de Combate Racismo Ambiental: leia a íntegra da Recomendação AQUI.

Do UOL

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do MPF (Ministério Público Federal), encaminhou nesta sexta (22) ao Congresso Nacional uma nota técnica em que aponta a inconstitucionalidade do projeto de lei 867/2015, que inclui o programa Escola sem Partido entre as diretrizes e bases da educação nacional.

O projeto de lei tramita na Câmara, com autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). Outra proposta de teor semelhante tramita no Senado, assinada pelo senador Magno Malta (PR-ES), integrante da bancada evangélica. Uma consulta pública aberta na última segunda (17), sobre a matéria, já somava quase 700 mil participações até a tarde desta sexta. Segundo o MFP, porém, o documento que servirá como subsídio para a análise do projeto da Câmara valerá também “para todas as proposições legislativas correlatas”. (mais…)

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Lançada Frente Nacional contra o Projeto Escola sem Partido

Entidades e movimentos sociais se unem contra projeto que está sendo considerado como “lei da mordaça” na educação. EPSJV/Fiocruz participa da iniciativa

Por Cátia Guimarães – EPSJV/Fiocruz

“Estudante na escola tem direito de pensar. Escola sem Partido é ditadura militar”. Puxado por grupos de alunos e militantes de diversas entidades do movimento estudantil, foram vários os momentos do encontro em que o grito tomou conta do ambiente. Eram centenas de pessoas espremidas num auditório lotado. Passavam de cem também as instituições e movimentos sociais representados — entre eles, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Com enfoques os mais diversos, os discursos convergiam no apelo à unidade em prol de uma causa comum: o combate, nos parlamentos e nas ruas, ao projeto de lei que quer limitar conteúdos e práticas escolares para acabar com uma suposta “doutrinação” na educação brasileira. Batizado de ‘Escola sem Partido’ pelo movimento que o criou, por onde passa o projeto tem recebido outros nomes. Em Alagoas, por exemplo, foi aprovado na Assembleia Legislativa como ‘Escola Livre’. No evento que reuniu educadores, estudantes, sindicalistas e militantes da educação no Rio de Janeiro no último dia 13 de julho, o nome adotado foi um pouco diferente: ‘lei da mordaça’. (Leia mais sobre o projeto) (mais…)

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Terrorismo: as realidades incômodas — e ocultadas

Após “Guerra ao Terror”, atentados cresceram 1.000%. Das vítimas, 80% são muçulmanos. No Ocidente, quem mais mata é a direita fundamentalista. Terroristas avançam onde também há violência de Estado

Por Reginaldo Nasser, Outras Palavras

É frequente haver grandes divergências entre a percepção que se tem da realidade e a realidade mesma, e essa discrepância afeta significativamente todos os aspectos das relações sociais. Desse modo, por vezes, os homens são induzidos a reagir não às coisas reais, mas às ficções que se criou em torno dessas coisas. Se essa asserção é válida para várias questões atinentes às relações internacionais, mostra-se particularmente evidente no caso do Terrorismo. Nas últimas semanas, três ataques de grandes proporções chamaram a atenção da mídia internacional. Mas, para além da comoção que nos causam, é preciso ver o terrorismo como fato social, assim, como no final século XIX o celebre pensador Émile Durkheim, um dos fundadores das ciências sociais, definiu o crime. (mais…)

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