Mais da metade das crianças e adolescentes da rede pública do RJ estudaram em áreas dominadas pelo crime organizado

Unicef, Geni/UFF e Fogo Cruzado divulgam pesquisa em que mostram que 800 mil menores de idades sofrem com ações do crime organizado no dia a dia de aulas. De acordo com estudo, houve mais de 4.400 tiroteios próximo às unidades escolares

Por g1 Rio

Uma população de estudantes à mercê do crime organizado, foi o que constatou a pesquisa Educação Sob Cerco: as escolas do Grande Rio, divulgada nesta quinta-feira (29). De acordo com os dados, cerca de 800 mil estudantes cursaram o ensino fundamental em escolas localizadas em áreas conflagradas no Rio.

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Fiocruz divulga nota em defesa às Instituições Públicas de Ensino Superior

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

O Conselho Deliberativo (CD) da Fiocruz, reunido nesta sexta-feira (30/5) em sessão mensal ordinária, divulgou nota em defesa das Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes). De acordo com o documento, estas instituições enfrentam severas restrições orçamentárias, que comprometem suas atividades acadêmicas, de extensão e de assistência, especialmente em áreas essenciais como os hospitais universitários. O CD afirma que as Ipes são pilares centrais para a ciência, a tecnologia, a inovação, a soberania e o desenvolvimento sustentável do país. A nota lembra que a Fiocruz mantém uma histórica e profícua parceria com as Ipes e conclui reforçando a importância da garantia do financiamento adequado, estável e sustentável dessas instituições. (mais…)

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Os inimigos da Universidade pública

Enquanto a elite conservadora ataca as universidades públicas como ‘gasto inútil’, a resistência de cientistas e reitores pressiona por um projeto de nação que priorize educação pública, gratuita e de qualidade — um teste decisivo para o governo Lula frente ao avanço do obscurantismo

Por JOÃO CARLOS SALLES*, em A Terra é redonda

1.

É claro o projeto das elites conservadoras para a universidade. Com rara felicidade, a Folha de S. Paulo o sintetizou no Editorial “Não haverá dinheiro que baste para universidade públicas”, de 23 de maio de 2025, reagindo ao manifesto conjunto da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso das Ciências (SBPC) – que, com plena razão, mostraram que o contingenciamento ora definido pelo governo federal favorece o desmonte da universidade pública em nosso país. (mais…)

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Universidades: Agir, urgente! Por João Carlos Salles

Em nome do “ajuste fiscal”, o Decreto 12.448 atinge o ensino superior, afeta a pesquisa e castiga os mais vulneráveis. É preciso revertê-lo, inclusive para redefinir as prioridades nacionais. Mas entidades universitárias, inclusive a Andifes, hesitam

por João Carlos Salles, em Outras Palavras

1. Uma nota da ANDIFES merece toda atenção. A associação tem peso histórico, está associada às políticas de transformação das universidades federais, sendo uma de suas vozes mais qualificadas, ao lado das representações nacionais de nossas categorias. Por isso mesmo, usando uma fórmula agora recorrente em seus documentos, cabe-nos manifestar “profunda preocupação” com o teor de seus textos mais recentes. (mais…)

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MPF e parceiros realizam audiência pública para debater violação do direito à educação decorrente da violência no RJ

Debate busca garantir os 200 dias letivos e o direito à educação em escolas afetadas pela violência na região metropolitana

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) sediará, na Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PR/RJ), no próximo dia 30, às 16h, uma audiência pública em defesa da educação. O evento, que ocorrerá no auditório da PR/RJ, colocará em debate um tema crucial e urgente: a violação do direito à educação em decorrência da violência na região metropolitana do Rio de Janeiro. (mais…)

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Breve nota em defesa da Unicamp. Por João Carlos Salles

Pioneira na implementação de cotas no ensino superior, universidade sofre ataques – da depredação de seu espaço à violência contra alunos. Ação é coordenada e convida forças democráticas se preparar para a luta contra o obscurantismo

Em Outras Palavras

As universidades enfrentam hoje intenso ataque em diversas partes do mundo, seja por meio de repressão direta, seja por restrições orçamentárias. Não podemos ignorar que também no Brasil os ataques continuam, apesar de termos superado o período das conduções coercitivas a reitores no governo Temer e a violência orçamentária e política do governo Bolsonaro — dirigidos estes, em especial, contra as instituições federais de ensino superior. (mais…)

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Por um solstício das bibliotecas públicas

Se inventadas hoje, seriam “coisa de comunista”, alguém brincou. Talvez por isso, 800 fecharam no Brasil, de 2015 a 2020. Mas elas, e as subjetividades necessárias para recriá-las, são contrapontos necessários à distopia da nova aristocracia tecnológica

por Felipe Magalhães*, em Outras Palavras

Apesar da necessidade de fazê-lo através de tradições trazidas pelos europeus, a sabedoria popular da cultura nordestina soube reconhecer a importância dos dois solstícios: as festas de São João não devem nada à importância das festas de fim de ano. Os ciclos resultantes são menores e suas consequências, para além da festa, aparecem com mais frequência. Pois o solstício – traduzido em celebrações e festividades diversas que vão sendo incorporadas pelas religiões, adquirindo novas formas e sendo carregado a outras partes do mundo por seus celebrantes expansionistas – geralmente traz consigo uma onda de reflexões, sensações, ideias para o novo ciclo, interpretações acerca do tempo que passou no ciclo que se fecha etc. 2024 chegou ao final como o ano de uma bateria de complicações com poucos precedentes nas últimas décadas, da guerra maior que muitos temem acontecer à intensificação da crise ecológica e a afirmação da resiliência da extrema direita no norte do mundo. (mais…)

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