Se inventadas hoje, seriam “coisa de comunista”, alguém brincou. Talvez por isso, 800 fecharam no Brasil, de 2015 a 2020. Mas elas, e as subjetividades necessárias para recriá-las, são contrapontos necessários à distopia da nova aristocracia tecnológica
por Felipe Magalhães*, em Outras Palavras
Apesar da necessidade de fazê-lo através de tradições trazidas pelos europeus, a sabedoria popular da cultura nordestina soube reconhecer a importância dos dois solstícios: as festas de São João não devem nada à importância das festas de fim de ano. Os ciclos resultantes são menores e suas consequências, para além da festa, aparecem com mais frequência. Pois o solstício – traduzido em celebrações e festividades diversas que vão sendo incorporadas pelas religiões, adquirindo novas formas e sendo carregado a outras partes do mundo por seus celebrantes expansionistas – geralmente traz consigo uma onda de reflexões, sensações, ideias para o novo ciclo, interpretações acerca do tempo que passou no ciclo que se fecha etc. 2024 chegou ao final como o ano de uma bateria de complicações com poucos precedentes nas últimas décadas, da guerra maior que muitos temem acontecer à intensificação da crise ecológica e a afirmação da resiliência da extrema direita no norte do mundo. (mais…)
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