O que Salvador Allende temia antes do golpe

Em 11 de setembro de 1973, o presidente socialista do Chile, Salvador Allende, foi deposto por um golpe militar apoiado pela CIA. Nesta entrevista de 1971, publicada pela primeira vez em português, Allende expressou seus temores sobre a desestabilização interna e a interferência estadunidense.

Por Rossana Rossanda / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Quase cinco décadas após sua eleição, Salvador Allende permanece um ícone do socialismo. Vencendo por uma margem estreita as eleições presidenciais de 1970 como líder da coalizão Unidad Popular, ele lançou um ambicioso programa de nacionalizações para colocar os trabalhadores no comando da economia. A reação foi feroz, desde a fuga de capitais até a sabotagem total. Apontando Allende como um inimigo implacável, o presidente dos EUA, Richard Nixon, disse em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, que seu objetivo era “fazer a economia gritar”. (mais…)

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Entre a ilusão e a esperança: as razões para o golpe no Chile em 1973

Por Giovani del Prete*, da Página do MST

Neste mês de setembro de 2024, que marca os 51 anos do golpe contra a Unidade Popular (UP) e da morte do presidente Salvador Allende, temos muito o que aprender com a experiência histórica do primeiro governo socialista eleito no mundo. São muitas as razões que explicam tanto o triunfo e o apoio popular ao projeto da UP. Igualmente, foram muitas as sabotagens – internas e externas – que incendiaram as ruas do Chile naquele 11 de setembro de 1973, impactando não só o povo chileno, como também todo o projeto terceiro mundista, da América Latina à Ásia. (mais…)

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Exposição chega a São Paulo e resgata memórias da ditadura

Exposição do fotógrafo Gustavo Germano homenageia desaparecidos políticos e propõe reflexão sobre os impactos da violência de Estado

Por Felipe Sales Gomes, em Aventuras na História

De 18 de setembro a 8 de outubro de 2025, o Arquivo Histórico Municipal de São Paulo (AHM) abre suas portas para a exposição Ausências Brasil, do fotógrafo argentino Gustavo Germano. A mostra, realizada em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política (NM), traz um olhar sensível e contundente sobre os desaparecidos políticos durante a ditadura civil-militar brasileira (1964–1985). (mais…)

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Justiça condena ex-agentes da ditadura por tortura e desaparecimento na “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ)

Sentença acolhe pedidos do MPF e responsabiliza militares por graves violações aos direitos humanos

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Em ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a 1ª Vara Federal de Petrópolis (RJ) declarou a responsabilidade de dois ex-militares do Centro de Informações do Exército (CIE) por graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar. De acordo com a sentença, os réus tiveram responsabilidade pessoal em sequestro, tortura e desaparecimento relacionados à “Casa da Morte”, aparelho clandestino da ditadura que era localizado em Petrópolis. (mais…)

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Devolver a voz aos mortos da ditadura. Por Pádua Fernandes

No Blog da Boitempo

Uma vala clandestina, aberta sem registro algum na documentação do Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus da cidade de São Paulo, foi usada pela ditadura militar para esconder mais de mil corpos em 1975. Sua descoberta foi anunciada publicamente depois da democratização do país, em 4 de setembro de 1990, durante o governo da prefeita Luíza Erundina. Os remanescentes ósseos constituíram mais uma inegável prova material dos crimes de lesa-humanidade da ditadura para os que ainda queriam negar que ela havia sequestrado, torturado, executado e escondido corpos. (mais…)

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O reitor da UFPE é colaborador do Exército

O Magnífico parece não estar preocupado com a memória daqueles/as que sofreram com as atrocidades cometidas pelo Exército Brasileiro durante o regime ditatorial de 1964, preferindo regozijar-se com o título de “Colaborador Emérito”

Por Marco Mondaini, A Terra é Redonda

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Não, caros/as leitores/as, o título do presente artigo não configura um crime contra a honra do Magnífico em questão. Não atribuo a ele “um fato desonroso que afeta a sua reputação social” (Artigo 139 do Código Penal – difamação), nem realizo “uma ofensa direta à sua dignidade ou ao seu decoro” (Artigo 140 do Código Penal – injúria). (mais…)

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