MPF recomenda retirada do nome de general da ditadura de quartel do Exército na Paraíba

Homenageado foi um dos signatários do AI-5 e integrou a junta militar que governou o país durante o regime

Ministério Público Federal na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Exército Brasileiro que retire o nome do general Aurélio de Lyra Tavares do 1º Grupamento de Engenharia, em João Pessoa (PB). A unidade militar é apontada por comissões da verdade como um local de repressão durante a ditadura (1964–1985). A recomendação destaca que manter a homenagem fere os princípios democráticos e os compromissos do Estado com a memória, a verdade e a não repetição de violações de direitos humanos. (mais…)

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TV Justiça exibe série documental sobre Luiz Gama, jurista negro patrono da abolição

STF

Na semana que marca os 195 anos de nascimento de Luiz Gama, em 21 de junho de 1830, em Salvador (BA), a TV Justiça começou a exibir uma série de cinco episódios sobre sua biografia. Os programas apresentam a trajetória do ex-escravo baiano, alfabetizado aos 17 anos, que estudou direito de forma autodidata e, como advogado, libertou mais de 500 pessoas escravizadas. Gama era abolicionista, jurista, jornalista e escritor. (mais…)

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Isis dias de Oliveira: ex-marido busca até hoje reconhecimento de assassinato na ditadura

José Luiz Del Roio procurou respostas por quase 40 anos; promessa de correção no atestado de óbito não saiu do papel

Por Darlene Dalto | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Famílias brasileiras que reivindicam novos atestados de óbitos de seus mortos e desaparecidos durante o regime militar finalmente receberam uma boa notícia: o Conselho Nacional de Justiça determinou, em dezembro de 2024, que a causa da morte nos atestados de óbito das 434 vítimas da ditadura será corrigida e o Estado vai assumir a sua responsabilidade. Nos novos documentos deverá constar “causa morte não natural, violenta, causada pelo Estado”, como recomendou a Comissão Nacional da Verdade, instaurada em 2012. Mas até agora não foi definida uma data para a entrega dos novos certificados. (mais…)

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Onde estão? No Uruguai, todo mês de maio, uma marcha reclama os desaparecidos da ditadura

30ª edição do ato que busca punição pelos crimes da ditadura aconteceu poucos dias depois da despedida de Pepe Mujica

Por Fernanda Canofre | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

No início de uma noite de terça-feira, a Avenida 18 de Julho, que corta o centro de Montevidéu, começa a ser ocupada por uma marcha de pessoas. Idosos, adultos, jovens e crianças levam mate e garrafas térmicas debaixo do braço, alguns com cartazes e camisetas com um símbolo que identifica a causa de estarem ali: a flor da margarida faltando uma pétala, que representa os desaparecidos durante o período da ditadura cívico-militar no Uruguai (1973-1985). (mais…)

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MPF identifica avanços na atuação do Banco do Brasil pela reparação da escravidão, mas pede concretização de medidas

Relatório com 114 iniciativas foi enviado pelo banco, mas o MPF agendou reunião para discutir a implementação de medidas mais estruturantes

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) convocou o Banco do Brasil (BB) para uma reunião, no próximo dia 9 de junho, com o objetivo de discutir o planejamento e a execução das medidas de reparação da escravidão indicadas pela instituição bancária. A reunião busca entender mais de perto medidas apresentadas em relatório do banco, que detalha 114 iniciativas voltadas à promoção da igualdade racial. (mais…)

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Eduardo Galeano, o caçador de histórias

Escritor uruguaio, morto há dez anos, realçava o encantamento das pequenas coisas que mostram a grandeza da vida. Assim, ele buscava “as pegadas da memória perdida” – em fábulas, relatos pessoais e lutas do passado. Inspirava a decifrar-nos: como sujeitos e coletividade

por Matheus Silveira de Souza, Outras Palavras

Os seres humanos são feitos não só de matéria, sangue, carne, crenças e afetos, mas também de histórias. Histórias coletivas, compartilhadas. Narrativas que, ao serem passadas de geração em geração, mantêm viva a memória dos que já foram. Mas há uma imensidão de micro histórias perdidas nos fios que tecem o tempo, e ao serem redescobertas e transmitidas, servem de resistência contra o esquecimento e o desencantamento da vida. Em 2025, data que marca 10 anos da partida de Eduardo Galeano, revisitar sua obra pode ser uma boa estratégia para resgatarmos histórias que estavam desbotadas em nossa memória coletiva. Afinal de contas, esse foi o ofício de Galeano durante sua vida. (mais…)

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