Carta aberta ao Comandante do Exército Brasileiro

Militantes de direitos humanos, familiares de perseguidos e vítimas da Ditadura demandam punição de general ao comandante do Exército.

Do grupo de Filhos e Netos MVJ 

Sr. General,

Vimos, por meio desta, na qualidade de integrantes do grupo de Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça, do Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça e da Campanha Ocupa DOPS, e com a legitimidade que o fato de sermos cidadãos brasileiros nos confere, respeitosamente exigir de V. Exa. uma atitude de repúdio público e a aplicação das sanções cabíveis ao General Antônio Hamilton Martins Mourão, frente às declarações dadas por este senhor no dia 15 de setembro deste ano. Nessa data, em tom de ameaça à República e ao arrepio da Constituição Federal, afirmou este que o Exército pode “intervir militarmente, caso a situação política não melhore” e que o Alto Comando do Exército partilha da mesma opinião, apenas discordando sobre o momento adequado para agir. Vai além, para confessar que há uma conspiração em curso, ao dizer que o Exército tem “planejamentos muito bem feitos” para colocar em prática essa intervenção e “impor uma solução”. Saliente-se que, como o fez fardado, tem o país o direito de presumir que falou em nome do Exército, representando formalmente o comando desta força. (mais…)

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Quem defende “intervenção militar” não gosta de aulas de História, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Uma coisa é ter opinião. Outra é gente que acha que a Constituição é papel higiênico e as instituições democráticas (que levamos décadas para tentar construir) são um grande vaso sanitário. E defende que seu ponto de vista seja aplicado à força, através do fuzil e do canhão, em prejuízo à liberdade e à dignidade do restante da população. (mais…)

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Procuradoria quer indenização e desculpas a índios por violações na ditadura

Da Folhapress, O Estado

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal do Amazonas contra a União e a Funai (Fundação Nacional do Índio) pela qual requer uma indenização de R$ 50 milhões e pedido oficial de desculpas aos índios waimiri-atroari por danos sofridos pela etnia durante a ditadura militar (1964-1985). (mais…)

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Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravizados, 23/08

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição, 23 de agosto de 2017

A data de 23 de agosto marca o aniversário da insurreição de 1791, em que homens e mulheres escravizados na porção oeste da ilha de Santo Domingo, proclamaram sua independência e mudaram o nome dessa porção da ilha para o original ameríndio: Haiti. Essa revolta guardava em si uma exigência universal por liberdade, que transcende todos os limites de tempo e espaço. Ela fala para a humanidade como um todo, sem distinção de origem ou religião, e continua a repercutir agora com a mesma força. (mais…)

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Audiência Pública ‘Área Portuária, Pequena África e Cultura’ Discute Proposta de Criação do Museu da Escravidão e da Liberdade

Raine Robichaud – RioOnWatch

Um ano após as Olimpíadas, a Zona Portuária do Rio se desprende do projeto de renovação urbana Porto Maravilha que começou em preparação para os Jogos. O projeto, que custou oficialmente R$8 bilhões rasgou ruas para abrir caminho para o VLT, colocou dois museus na Praça Mauá que juntos custaram quase R$300 milhões, e acelerou a especulação imobiliária não regulamentada e a gentrificação na área. (mais…)

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Mostra da UFMG que relembra ditadura militar recebe visitas até 31 de agosto

No Uai

A exposição Desconstrução do esquecimento: golpe, anistia e justiça de transição fica  aberta até o dia 31 de agosto. A mostra, que faz parte das comemorações dos 90 anos da UFMG e foi concebida no âmbito do projeto Memorial da Anistia do Brasil, está montada no Centro Cultural UFMG e aberta à visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, de 10h às 13h. (mais…)

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Proibição do tráfico de escravos no século XIX ilustra cinismo e racismo na formação social do Brasil

Por Cesar Baima, no Extra

Imposta pela Inglaterra como uma das condições para reconhecimento da independência de 1822, já sobre diversas restrições determinadas em tratados dos ingleses com Portugal quando o Brasil ainda era colônia, a proibição do tráfico negreiro da África para o país no início do século XIX pode ser vista como o início do fim da escravidão aqui. Mas até a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, que finalmente aboliu a escravatura no Brasil, último país das Américas a fazê-lo, a prática se manteve no centro da vida econômica e política brasileira. (mais…)

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