Relatório da Volkswagen não satisfaz vítimas da ditadura no Brasil

Ex-operários perseguidos boicotam divulgação de estudo encomendado por montadora alemã. Texto aponta colaboração de funcionários da empresa com aparato repressivo, mas conclui que comportamento não era institucional.

Na DW*

A Volkswagen divulgou nesta quinta-feira (14/12) um relatório que detalha a colaboração da filial brasileira da empresa com o aparato repressivo do regime militar, que governou o país de 1964 a 1985. (mais…)

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Investigação sobre atuação da Volkswagen na ditadura é inédita no país, diz MPF

Por Camila Maciel, repórter da Agência Brasil

A investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a Volkswagen – pessoa jurídica de direito privado – como colaboradora do regime militar (1964-1985] e, portanto, responsável por violações de direitos humanos, é inédita no Brasil. Segundo o procurador responsável pelo caso, Pedro Machado, as investigações anteriores apuravam ações de agentes do Estado ou do próprio Estado. Nesse sentido, o procurador afirma que o caso é “paradigmático” para a Justiça brasileira no tema da memória e verdade. (mais…)

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Há 49 anos, ditadura decretava o AI-5 inaugurando o terror como política

Transformação de adversários políticos em inimigos a serem eliminados é uma das heranças nefastas desse período que ainda permanecem, por exemplo, na atuação das polícias que reprimem negros, pobres e favelados

por Redação RBA

Há 49 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, a ditadura civil-militar, iniciada com o golpe de 1964, fazia baixar por decreto o Ato Institucional nº 5 (AI-5), inaugurando um dos períodos mais cruéis da história brasileira, com o recrudescimento da censura, cassação de direitos políticos, perseguição, tortura e mortes. Tratava-se do “golpe dentro do golpe” dado pelos setores linha-dura das Forças Armadas, que pregavam a eliminação dos adversários políticos, tratados a partir de então como inimigos.  (mais…)

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As várias faces de Dom Paulo contra a injustiça e a opressão

Documentário sobre o cardeal é lançado em São Paulo, um ano depois de sua morte. Amanhã, será a vez de biografia

por Vitor Nuzzi, da RBA

Nesta quinta-feira (14), quando se completa um ano de sua morte, entra em exibição, em sete capitais, o documentário Coragem – As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, dirigido pelo jornalista Ricardo Carvalho. Um dia antes – data de edição do AI-5, em 1968 – será relançado, em São Paulo, o livro Dom Paulo, um homem amado e perseguido (Expressão Popular), das também jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri. Na pré-estreia do filme, ontem (11) à noite, em São Paulo, diversos relatos mostraram a importância do religioso não apenas no combate ao autoritarismo, mas ao dar voz àqueles que, historicamente, não têm direito a falar.  (mais…)

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Volkswagen negocia para indenizar vítimas da ditadura militar no Brasil

Porta-voz na Alemanha disse que empresa negocia compensação financeira, mas não há definição de valores.

Por Agencia EFE, no G1

O grupo alemão Volkswagen, através de sua filial brasileira, está em negociações para indenizar as vítimas da ditadura militar no Brasil, mas ainda não há uma decisão sobre a quantia, segundo disse à Agência Efe um porta-voz da montadora na Alemanha. (mais…)

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O lado obscuro do ‘milagre econômico’ da ditadura: o boom da desigualdade

Mesmo com o forte crescimento e criação de empregos no período militar, os salários foram achatados e a distância entre ricos e pobres cresceu

Por Beatriz Sanz e Heloísa Mendonça, El País Brasil

O Brasil polarizado tem reproduzido uma frase que estava na boca de alguns saudosistas de tempos em que notícias sobre violência e economia em marcha lenta pareciam raras. “Na época dos militares era melhor”, tornou-se bordão de quem viveu aqueles anos, e ignora a repressão e a presença de censores nos jornais da época para filtrar notícias negativas à ditadura.  A ideia ressurgiu inclusive entre jovens que se anunciam eleitores do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, por acreditar que no tempo do regime militar o Brasil era mais alentador do que os dias atuais. Bolsonaro alimenta essa ideia tecendo elogios ao período. Entre os argumentos mais utilizados pelo candidato e pelos defensores da intervenção para mostrar a eficácia do regime está a conquista do “milagre econômico”, que ocorreu no Brasil entre 1968 e 1973. De fato, nesta época, o país conseguiu crescer exponencialmente, cerca de 10% ao ano, e atingiu, em 1973, uma marca recorde do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou 14%. O avanço veio acompanhado também de uma forte queda de inflação. A taxa, medida na época pelo Índice Geral de Preço (IGP), caiu de 25,5% para 15,6% no período. (mais…)

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Auschwitz: a luta para preservar a memória do horror

O campo de extermínio nazista de Auschwitz enfrenta um complexo processo de restauração. O objetivo: preservar sua memória, deixando tudo exatamente como estava quando os soviéticos o liberaram

Guillermo Altares, El País Brasil

O sistema de assassinato em massa de Auschwitz baseava-se na esperança e no roubo. De ambas as coisas restam profundas marcas quando se visita o campo de extermínio nazista alemão na atualidade. Os carrascos tentavam enganar os judeus deportados, que iam morrer em questão de minutos ou horas, para que não houvesse tentativas de rebelião. Na antessala das câmaras de gás, diziam-lhes que tomariam banho para desinfecção; pediam-lhes que pusessem nomes nas respectivas malas, que amarrassem os sapatos para não perdê-los quando saíssem… Não importam as fotografias que você possa ter visto: é impossível não sentir um calafrio ao contemplar a enorme montanha de sapatos que as vítimas deixaram para trás. E, quando se olha de perto e se descobre um par de botas de crianças atadas pelos cadarços, indício de que o passaram pela câmara de gás, percebe-se a magnitude do crime cometido ali, mas também até que ponto os mínimos detalhes são importantes neste lugar da morte. (mais…)

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120 anos após o massacre, Canudos é um exemplo de resistência

O ano é 1897. No norte da Bahia, a vila de Canudos era um dos focos de resistência popular contra a República e os altos impostos. A revolta era organizada por todos os moradores da vila, que tinha cerca de 20 mil habitantes, liderados pelo cearense Antônio Conselheiro. Mesmo com o massacre e a inundação, Canudos é um retrato da luta do povo do Nordeste

Brasil de Fato / CPT

Nascido em Quixeramobim-CE, Antônio Vicente Mendes Maciel foi seguidor do Padre Cícero e Padre Ibiapina. Antes de se estabelecer em Canudos, peregrinou na Bahia e em Sergipe. Além de pregar a palavra de Deus, Antônio Conselheiro contribuía na organização de 3 obras que considerava fundamentais por onde passava: açudes, para lidar com clima do semiárido e enfrentar os períodos de estiagem; cemitérios, para enterrar com dignidade a grande quantidade de crianças que morriam de fome; e as Igrejas, para reunir a comunidade em torno da palavra de Deus e para a tomada de decisões coletivas. (mais…)

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“Duraleques ce de lequis” – Arqueologia das mensagens de operários que não podem mais se calar

Por Alenice Baeta, para o Combate Racismo Ambiental

Foram encontradas no local denominado pelos engenheiros do prédio do Congresso Nacional, em Brasília, como “caixão perdido”, inúmeras frases escritas a lápis em suas paredes internas, feitas há aproximadamente sessenta anos. Este vão fechado situado entre as duas lajes de concreto que sustentam a cúpula da Câmara, em forma de um prato virado para cima, foi o espaço escuro escolhido por eles para deixar claras mensagens de esperança. A identificação dessas importantes inscrições ocorreu somente anos atrás, em 2011, pelos trabalhadores que ali faziam uma reforma buscando sanar um problema de infiltração de água.    (mais…)

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120 anos após fim da guerra de Canudos participação indígena no conflito ainda é menosprezada

Antropólogo estima que cerca de 500 índios Kiriri morreram lutando ao lado de Antônio Conselheiro

Rodrigo Esteves Lima, O Estado de S.Paulo

O fim da guerra de Canudos completa 120 anos neste mês de outubro, marcando o aniversário do que foi o maior massacre da história da nossa república. O conflito, que foi travado entre 1896 e 1897 teve entre homens, mulheres e crianças, cerca de 35 mil mortos, dos quais pelo menos 500 seriam índios pertencentes à etnia Kiriri. (mais…)

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