Instituto Vladimir Herzog repudia manifestações do governo sobre golpe de 1964

Da Redação Sul21

O Instituto Vladimir Herzog divulgou nota, nesta terça-feira (31), repudiando as manifestações de integrantes do governo Bolsonaro em relação ao golpe militar de 1964, que hoje completa 56 anos. Em ordem do dia publicada neste 31 de março, o ministro da Defesa do Governo Federal, general do Exército Fernando Azevedo e Silva, classificou o golpe como um “marco para a democracia”. Além disso, o vice-presidente da República, o general de reserva do Exército Hamilton Mourão, publicou um post em sua conta no Twitter defendendo o golpe e dizendo que a ditadura militar promoveu “reformas que desenvolveram o Brasil”.

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Amor e revolução

Aos 80 anos, Angela Mendes de Almeida conta sua busca pela verdade sobre a morte do companheiro assassinado aos 23 anos pela ditadura, o jornalista Luiz Eduardo Merlino

Por Marina Amaral, Agência Pública

Conheci Angela Mendes de Almeida, aos 80 anos, quando ela terminava seu oitavo livro, “Do partido único ao stalinismo”. Mestre em História e doutora em Ciência Política pela Universidade de Paris VIII, sua trajetória sempre uniu ação à reflexão, militância e produção acadêmica. Ao abraçar o sonho da revolução, em 1965, quando era estudante de Ciências Sociais na famosa rua Maria Antônia, em São Paulo, Angela encontrou também o amor, unindo-se ao jovem jornalista Luiz Eduardo Merlino, companheiro de militância, brutalmente assassinado pela ditadura militar em 1971.

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MPF denuncia seis ex-agentes da ditadura pelo assassinato de Vladimir Herzog

Jornalista foi torturado e morto em outubro de 1975; Brasil já foi alvo de condenação internacional devido à impunidade dos envolvidos

Procuradoria da República no Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou seis ex-agentes da ditadura militar por envolvimento no assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975. Herzog morreu após apresentar-se para depoimento no Destacamento de Operações e Informações (DOI-Codi), em São Paulo, onde foi preso e torturado. O crime é imprescritível e impassível de anistia, uma vez que foi cometido em um contexto de ataque sistemático e generalizado do Estado brasileiro contra a população civil.

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Exposição sobre Dom Paulo chega ao Centro Cultural da Juventude, na zona norte paulistana

Evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca

Na RBA

São Paulo – Depois de uma temporada na região central, a exposição Dom Paulo Evaristo Arns chega à zona norte da capital paulista. O evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca. Dom Paulo morreu em dezembro de 2016, aos 95 anos.

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Justiça nega recurso de médico que teve licença cassada por falsificar laudos na ditadura

MPF defende que não houve prescrição no processo administrativo que culminou com a cassação do registro de Abeylard Orsini

Procuradoria Regional da República da 3ª Região

O Tribunal Regional Federal (TRF3) negou recurso de Abeylard Orsini para reverter a decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que cassou seu registro profissional. Orsini foi denunciado pelo Grupo Tortura Nunca Mais – RJ como um dos médicos legistas que durante o regime militar falsificou laudos de necropsia de presos políticos.

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Romarias transformam assassinados no campo em mártires e ‘encantados’

Pesquisa de doutorado mostra a sacralização de lideranças camponesas e indígenas vitimadas em conflitos de terra no Brasil

Por Luiz Sugimoto, no JU-online

“Ele não foi enterrado, foi plantado”, afirmam reiteradamente os indígenas em respeito ao cacique Xicão (Francisco de Assis Araújo), dotando o líder assassinado em 1998 de materialidade nas águas, matas e terras do povo Xukuru do Ororubá, em Pesqueira (PE). Isso também é recorrente nas narrativas sobre a missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no município de Anapu (PA). “Os peregrinos afirmam que o corpo dela não foi enterrado, mas plantado, como semente, e que seu sangue derramado fecunda o solo, fertiliza a plantação e fortalece a luta pelos direitos à terra e à vida”, escreve o antropólogo Edimilson Rodrigues de Souza em “Sacralização de lideranças camponesas e indígenas assassinadas em contextos de conflito de terra no Brasil”, tese de doutorado orientada pela professora Emília Pietrafesa de Godoi, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

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Comissão que trabalha pela canonização de Sepé Tiaraju inicia ações públicas no RS

No aniversário de 264 anos da morte do líder guarani, comissão visitou locais de seu martírio

Marcos Antonio Corbari, BdF Rio Grande do Sul

Depois de um ano de ações de estudo e planejamento, atividades restritas a seus membros, a comissão pró-canonização de Sepé Tiarajú inaugurou uma nova fase no processo que pretende fundamentar o reconhecimento do líder indígena como Santo pela Igreja Católica. 

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Sessão Solene marca os 25 anos da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) foi criada em 1995. A iniciativa fez parte da intensificação do compromisso com os direitos humanos, marcada pela participação do Brasil na Conferência da ONU de Viena em 1993.

Por Pedro Calvi, na CDHM

Para comemorar os 25 anos da CDHM, será realizada no dia 18 de fevereiro (terça-feira), às 9h, uma sessão solene no Plenário Ulysses Guimarães. Devem participar ex-presidentes da Comissão, ex-ministros de Direitos Humanos, representantes de instituições da sociedade civil e organismos internacionais.

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“O nazismo não é exclusivo aos judeus. Holocausto foi tragédia humana”

Para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, CartaCapital entrevistou integrante do coletivo Judeus pela Democracia

Por Victor Ohana, Carta Capital

Dez dias após um membro do governo de Jair Bolsonaro performar o discurso do nazista alemão Joseph Goebbels, o mundo soleniza o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste mesmo dia, em 1945, as tropas soviéticas libertavam o campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior centro de assassinatos em escala industrial.

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Polícia Militar, nascida para reprimir greves

Documentos mostram que, no início do século XX, oligarquia paulista preocupava-se com “agitações políticas” e levantes operários. Missão Francesa foi contratada para treinar e militarizar Força Pública. Em oito anos, formou-se embrião da PM

por Almir Felitte, em Outras Palavras

A história não é uma linha reta com fatos milimetricamente demarcados abrindo e fechando eras. Porém, alguns fatos podem ser considerados, sim, simbólicos e mais decisivos que outros para a definição de certos processos históricos. No caso da militarização das polícias no Brasil, é o estado de São Paulo no início do período Republicano que cumpre esse papel. E o cenário paulista da época é didático para entendermos a quem serviu a aplicação do militarismo na segurança pública brasileira.

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